Por Onde Andam… “O Clube dos Cinco”

Por Onde Andam… “O Clube dos Cinco”

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Uma questão que constantemente permeia o pensamento de muitos cinéfilos pelo mundo é: por onde anda o elenco daquele filme que adoram? E as respostas podem ser as mais variadas. Pensando nisso, nós aqui no CinePOP decidimos responder tais dilemas intrigantes para você, nosso caro leitor e razão de ser. Retomando nossa coluna “Por Onde Andam”, investigaremos o paradeiro do elenco e envolvidos de um dos maiores clássicos adolescentes da década de 1980, Clube dos Cinco (The Breakfast Club). Não deixe de conferir também a primeira edição da coluna, com As Patricinhas de Beverly Hills, clicando neste link. Vem com a gente.

Emilio Estevez (Andrew Clark)

Alguns podem não saber, mas Emilio Estevez é irmão de Charlie Sheen na vida real, e filho de Martin Sheen. Na época, um jovem de 23 anos, Estevez interpretou o esportista certinho Andrew Clark, que vivia batendo de frente com o rebelde Bender, e com a experiência de um dia de castigo na escola, aprendeu a “sujar” um pouco as mãos.

Na época, Estevez protagonizou filmes de certa repercussão, como O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas (1985), Comboio do Terror (1986), dirigido por Stephen King, Tocaia (1987), Os Jovens Pistoleiros (1988) e Freejack: Os Imortais (1992). Apesar disso, o ator nunca emplacou verdadeiramente no time A de Hollywood, ou teve sucesso como o irmão. Estevez fez parte da geração conhecida como Brat Pack – referência ao Rat Pack, grupo de amigos de Frank Sinatra no cinema – jovens atores que decolavam na década de 1980. Hoje, com 55 anos, o ator tem trabalhado mais como diretor, entregando produções interessantes como Bobby (2006) e O Caminho (2010).

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Judd Nelson (John Bender)

John Bender era o rebelde, o delinquente, que estava a um passo de se tornar um criminoso. No filme, o personagem foi interpretado por Judd Nelson, que acabou pegando para si a persona e se tornando um bad boy do cinema na época, fato que impediu sua carreira de decolar verdadeiramente. Na trama, Bender é o meio que os outros jovens seguem para se libertar e sair de suas zonas de conforto.

Após o sucesso do filme, Nelson também fez parte do chamado Brat Pack, participando igualmente de O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas e cedendo a voz para a animação Transformers – O Filme (1986). Na década seguinte, esteve no violento New Jack City – A Gangue Brutal (1991), filme que causou furor na época, hoje tratado como obra cult. Alguns anos depois, Nelson estrelou, ao lado de Brooke Shields (outra musa 80´s esquecida pelo tempo), a série cômica Suddenly Susan, que durou de 1996 a 1999. Atualmente, o nome de Nelson é sinônimo de produções do cinema B.

Molly Ringwald (Claire Standish)

Musa máxima da década de 1980, você pode não associar o nome à pessoa, mas com certeza lembra da menina ruivinha, tida como a namoradinha adolescente da América nesta época. Ringwald foi também a musa do diretor John Hughes, e com ele fez Gatinhas e Gatões (1984) e A Garota de Rosa-Shocking (1986). Nesta época, protagonizou ao lado de Robert Downey Jr. o clássico da Sessão da Tarde, O Rei da Paquera (1987).

Na década seguinte, Ringwald se enveredou pelo terror e suspense, a fim de mudar um pouco de ares e gênero. Neste período a atriz participou de A Dança da Morte (1994), minissérie baseada num livro de Stephen King – cuja refilmagem começa a ser planejada – e Tentação Fatal (1999), primeiro e único filme como diretor do roteirista estrela Kevin Williamson (Dawnson´s Creek e Pânico). Recentemente, esteve na série A Vida Secreta de uma Adolescente Americana (2008 – 2013), protagonizada por Shailene Woodley, e em Jem e as Hologramas (2015), malfadada adaptação (porém elogiada pela crítica) de um desenho da década de 1980.

Ally Sheedy (Allison Reynolds)

Ally Sheedy viveu a anti-social Allison, que fazia desenhos com a caspa de seu cabelo. Alternativa e toda vestida de preto, a personagem não tinha muito prazer com a interação humana. Sheedy não foi lançada pelo longa de Hughes, no entanto, e em 1983 havia participado do cult adolescente Jogos de Guerra, ao lado de Matthew Broderick – outra estrela jovem da época. Sheedy também foi um dos membros do Clube dos Cinco que figurou em O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas (1985), ao lado de Estevez e Nelson.

No ano seguinte, a atriz protagonizou Short Circuit: O Incrível Robô, clássico cult sobre um robô (Johnnie 5), que desenvolve inteligência artificial, se tornando altamente consciente. Ainda nos anos 1980, seguiu com Cinderela às Avessas (1987) – outro clássico da Sessão da Tarde. Na década seguinte estrelou O Casamento de Betsy (1990), protagonizado pela amiga Molly Ringwald; Mamãe não quer que Eu Case (1991), com o saudoso John Candy; e o terror B Max – Fidelidade Assassina (1993). Assim como a maioria dos membros da trupe, ficou esquecida nos últimos vinte anos. Suas participações mais marcantes neste período foram na série Psych (2009 – 2013), no elogiado indie Irmã (2016) e uma ponta em X-Men: Apocalypse (2016), no qual interpretou a professora de Scott Summers, o Ciclope.

Anthony Michael Hall (Brian Johnson)

Toda história de escola precisa ter um nerd, desde que o tempo é tempo. Assim, Anthony Michael Hall ocupa essa vaga na pele de Brian Johnson. Hall também pode ser considerado um ator fetiche de John Hughes, tendo participado de outras produções do diretor, como Gatinhas e Gatões (1984) e Mulher Nota Mil (1985). Antes, havia participado da comédia icônica Férias Frustradas (1983) como o primeiro Rusty Griswold do cinema – a cada filme o personagem era interpretado por um ator diferente. Nos anos 1990, seu trabalho mais conhecido foi com o diretor Tim Burton, no filme Edward – Mãos de Tesoura.

Na década passada, Hall descolou o papel protagonista na série O Vidente (2002 – 2007), baseado no livro de Stephen King, que havia virado um longa-metragem de 1983 chamado Na Hora da Zona Morta, protagonizado por Christopher Walken. Hall também participou do fantástico O Cavaleiro das Trevas (2008), de Christopher Nolan, e Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo (2014). Este ano foi visto ao lado de Ben Affleck no drama de máfia A Lei da Noite, baseado num livro de Dennis Lehane e dirigido pelo próprio Affleck.

Paul Gleason (Richard Vernon)

O ator Paul Gleason ficou imortalizado no consciente da geração 80´s como a figura severa e quase ditatorial de Richard Vernon, diretor do colégio Shermer High School, em Illinois. O “vilão” nada mais era do que um educador que pretendia colocar nossos “heróis”, alunos infratores, nos eixos. O ator fez carreira com personagens dentro deste padrão, em filmes como Trocando as Bolas (1983) e Duro de Matar (1988).

Gleason, no entanto, sempre ficou preso ao status de coadjuvante, se tornando um ator-personagem, daquele tipo que muitas vezes não sabemos de onde conhecemos. Seus últimos trabalhos de maior relevância foram em comédias no início da década passada, como Não é Mais um Besteirol Americano (2001), sátira descerebrada de filmes adolescentes, no qual reprisou o papel de Richard Vernon, e O Dono da Festa (2002), protagonizado por Ryan Reynolds. Gleason faleceu em 2006, aos 67 anos.

John Hughes (diretor)

Citado até hoje como referência de cinema adolescente de qualidade, aonde conhecemos verdadeiramente as angústias e aspirações dos jovens, o cineasta John Hughes continua a marcar gerações. Falecido em 2009, aos 59 anos, o diretor parece ter existido, ou sido mais relevante, na década de 1980, na qual seus filmes entraram verdadeiramente para a história. É curioso quando um cineasta imprime tamanho significado em uma geração, para ficar marcado mesmo tendo atuado durante apenas uma década.

Como diretor, Hughes criou apenas 8 filmes, sendo 7 deles ainda na década de 1980, de 1984 a 1989. As críticas não muito favoráveis que seu último filme recebeu, A Malandrinha (1991), apontavam que a sintonia de Hughes talvez não estivesse mais tão clara com o público. Seja como for, no papel de produtor e roteirista, Hughes ainda tem no currículo o sucesso de Esqueceram de Mim (1990). A presença do cineasta foi tão impactante para a cultura, que seus filmes seguem sendo lembrados em sucessos atuais como Deadpool (Curtindo a Vida Adoidado) e Power Rangers (Clube dos Cinco).

Leia nossa crítica de Power Rangers (2017)


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