Por Onde Andam… os atores de ‘A Múmia’ (1999)

Por Onde Andam… os atores de ‘A Múmia’ (1999)

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Uma questão que constantemente permeia o pensamento de muitos cinéfilos pelo mundo é: por onde anda o elenco daquele filme que adoram. E as respostas podem ser as mais variadas.

Pensando nisso, nós aqui no CinePOP decidimos responder tais dilemas intrigantes para você, nosso caro leitor e razão de ser. Para este novo texto, decidimos aproveitar mais um grande lançamento nos cinemas.

A Múmia, nova superprodução do astro Tom Cruise, não fez exatamente o barulho que a Universal Pictures esperava e os planos para o tal Dark Universe podem ter estremecido. Seja como for, o novo filme serviu para nos fazer lembrar o quanto era legal o filme de 1999, a aventura de matinê nos moldes de Indiana Jones, que renovava o clássico da década de 1930. Por isso, para o tema da quarta edição do “Por Onde Andan…”, iremos até o Egito antigo descobrir o paradeiro da turma de A Múmia (1999).

Brendan Fraser (Rick O`Connell)

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O papel do galante, heroico e por vezes canalha protagonista quase teve diversos outros intérpretes (incluindo ironicamente Tom Cruise) antes de cair no colo do ator Brendan Fraser. O ator nunca chegou de fato a se tornar um astro, mas conheceu o sucesso mais uma vez. Seu auge, foi justamente no fim da década de 1990 e início da seguinte. O papel em A Múmia, por exemplo, foi conquistado devido a seu trabalho no infantil George – O Rei da Floresta (1997). Atualmente, Fraser anda afastado das telonas.

Seu último trabalho como ator no cinema foi no drama independente Em Busca de um Lar (2013), protagonizado por Vanessa Hudgens e Rosario Dawson, e lançado direto em vídeo no Brasil. No ano seguinte, ele emprestou a voz para a animação O Que Será de Nozes. Na TV, participou da minissérie Texas sob Fogo (2015) e The Affair (2016 – 2017). Este ano, o ator tem programadas as estreias de The Field, filme policial passado na Índia, e Behind the Curtain of Night, ficção científica romântica.

Rachel Weisz (Evelyn Carnahan)

É seguro dizer que entre todos os membros do elenco de A Múmia, quem mais se destacou na carreira foi Rachel Weisz. A intérprete da bibliotecária desastrada e romântica, que foi a única escolha para o papel, segundo o diretor Stephen Sommers, ganhou notoriedade com o filme e nunca mais parou de trabalhar, alçando voos maiores e mais sérios, como até mesmo levar para casa a estatueta de melhor atriz coadjuvante no Oscar pelo drama O Jardineiro Fiel (2005). Fato que certamente somou na recusa da atriz em voltar para a terceira para da franquia, em A Múmia: Tumba do Imperador Dragão (2008) – quando foi substituída por Maria Bello.

Weisz ganhou notoriedade não parou mais de trabalhar, mesclando superproduções, vide Constantine (2005), O Legado Bourne (2012) e OZ: Mágico e Poderoso (2013), com filmes de prestígio mais artístico, como Amor Profundo (2011), O Lagosta (2015) e Juventude (2015). Este ano, a atriz protagonizou o drama sobre o Holocausto, Negação. Em breve, ela poderá ser vista no drama de época My Cousin Rachel, de Roger Michell; o romance Disobedience, co-estrelado pela xará Rachel McAdams; e The Mercy, sobre o velejador Donald Crowhurst (Colin Firth).

John Hannah (Jonathan Carnahan)

Ao lado de Brendan Fraser, o britânico John Hannah foi o único outro membro do elenco a retornar para as duas sequências. Todos os membros do elenco voltariam para O Retorno da Múmia (2001), a primeira continuação, no entanto. Hannah viveu o salafrário Jonathan, irmão da personagem de Weisz, um jogador compulsivo, sempre pensando em si unicamente. O ator participou de séries como Spartacus (2010), Damages (2012) e Atlântida (2013 – 2015). Atualmente, Hannah pode ser visto no papel de Holden Radcliffe na série da Marvel, Agents of SHIELD (2016 – 2017).

Arnold Vosloo (Imhotep / A Múmia)

Antes de dar vida (literalmente) para a nova encarnação da Múmia Imhotep, o sul africano Arnold Vosloo já havia marcado presença no início da década, como vilão em O Alvo (1993), veículo de ação para Jean Claude Van Damme, que marcou a entrada do diretor John Woo nos EUA. Depois do sucesso dos primeiros filmes da Múmia, Vosloo participou da quarta temporada da série sensação 24 Horas (2005), do filme Diamante de Sangue (2006), com Leonardo DiCaprio, e voltaria a trabalhar com o diretor Stephen Sommers em G.I. Joe – A Origem de Cobra (2009). Mesmo com a saída do cineasta, Vosloo seguiu na continuação, novamente interpretando Zartan em G.I. Joe – Retaliação (2013). Atualmente, o ator pode ser visto na série Bosch (2017), da Amazon, e em breve no terror The Harrowing.

Kevin J. O´Connor (Beni Garbor)

Todo diretor de cinema tem seu ator fetiche. Com Tim Burton, é Johnny Depp. Com Scorsese é DiCaprio. Kevin J. O´Connor é o ator fetiche de Stephen Sommers, tendo participado de quase todos os seus projetos. A parceria começou em Tentáculos (1998), terceiro filme do cineasta, e se estendeu por A Múmia (1999), Van Helsing (2004) e G.I. Joe – A Origem de Cobra (2009). Ano passado, o ator esteve na minissérie 11.22.63, protagonizada por James Franco, baseado no livro de Stephen King. Em 2018, O´Connor marcará presença no elenco da ficção científica / thriller Captive State, dirigida por Rupert Wyatt (Planeta dos Macacos: A Origem), e com Vera Farmiga e John Goodman no elenco.

Oded Fehr (Ardeth Bay)

Um dos atores mais conhecidos desta lista, ainda em atividade, o israelense Fehr, conterrâneo da atual Mulher Maravilha, Gal Gadot, migrou para outra franquia de sucesso após O Retorno da Múmia (2001), sequência deste filme. Trata-se de Resident Evil, na qual ingressou no elenco em 2004, na parte 2. Fehr pode ser visto atualmente na série Era uma Vez (Once Upon a Time), na qual viveu o clássico vilão Disney, Jafar, de Aladdin. O ator também marcou presença em 24: Legacy (2017), derivado da série policial de sucesso, 24 Horas.

Jonathan Hyde (Dr. Allen Chamberlain)

O australiano Jonathan Hyde esteve presente em alguns filmes realmente memoráveis durante a década de 1990, entre eles Jumanji (1995), no qual viveu dois personagens (Sam Parrish, o pai do protagonista, e Van Pelt, o caçador); o infame Anaconda (no papel do almofadinha Warren Westridge); e o fenômeno Titanic (1997), de James Cameron. Por motivos óbvios, seu personagem não retornaria na sequência de A Múmia. No entanto, o ator esteve em A Colina Escarlate (2015), de Guillermo del Toro, na série de terror The Strain (2014 – 2017), e na série animada da Netflix, Caçadores de Trolls, ambas com produção igualmente do cineasta mexicano del Toro.

Erick Avari (Dr. Terrence Bey)

O bibliotecário Dr. Bey, era na realidade membro de um grupo secreto destinado a proteger o mundo da ameaça das trevas, trazida por Imhotep. O ator indiano Erick Avari é um veterano no meio, e um daqueles atores que vimos em muitos filmes, mas nunca conseguimos nomear. Para ter uma ideia, o ator esteve em produções tão diversificadas quanto a ficção científica Stargate (1994), de Roland Emmerich, a comédia escrachada A Herança de Mr. Deeds (2002), com Adam Sandler, e o drama lacrimoso Sempre ao Seu Lado (2009), com Richard Gere. Em 2015, Avari fez parte do elenco da série cômica e malfadada The Brink, com Tim Robbins e Jack Black.

Omid Djalili (Gad Hassan)

O carcereiro da prisão de onde os irmãos Carnahan resgatam Rick O´Connell, é mais um dos personagens dúbios e desprezíveis que permeiam A Múmia. O sujeito, ao perceber a chance de riqueza, decide libertar seu condenado com a condição de ir junto na aventura, em busca do que é seu por direito. Pensando a todo instante somente em si mesmo, o sujeito encontra um cruel destino ao se deparar com os escaravelhos comedores de carne. O comediante britânico Omid Djalili participou de novos projetos chamativos após sua aparição no blockbuster de 1999. No ano seguinte, esteve em Gladiador (2000), de Ridley Scott. Também marcou presença no retro futurista Capitão Sky e o Mundo de Amanhã (2004). Em 2015, dublou Trumper na animação Shaun – O Carneiro, e ano passado participou da série de Stan Lee, Lucky Man, sobre um policial com a capacidade de controlar sua sorte, no qual viveu o personagem Kalim.

Patricia Velasquez (Anck Su Namun)

Talvez um nome feito tão popular, devido à fama do filme, quanto Imhotep, seja Anck Su Namun. Mas não tente dizer esse nome mais de três vezes correndo, menos ainda se já tiver tomado umas e outras, pois é um verdadeiro trava línguas. A bela venezuelana Patricia Velasquez interpretou o objeto de afeto do sacerdote Imhotep, e por quem ele traiu seu mestre, o Faraó do Egito. A paixão proibida entre os dois foi o motivo de sua danação, os tornando seres amaldiçoados para a eternidade. Embora apareça pouco no primeiro filme, sendo confundida com a personagem de Weisz por Imhotep, Anck Su Namun ganharia mais destaque na continuação, assim como novas revelações sobre seu passado.

Velasquez participou das séries Arrested Development (2003 – 2004), The L Word (2008) e Ugly Betty (2010). No cinema, esteve no elenco de Caçadores de Mentes (2005), de Renny Harlin. Em 2011, quando o blockbuster Thor, da Marvel, estreava nos cinemas, uma versão de baixo orçamento, produzido pela trash Asylum, também aportava, mas no mercado de vídeo. Em O Poderoso Thor, a atriz interpretou Jarnsaxa (?!) – já ouviram falar? Pois é. Ano passado, a atriz lançou o suspense dramáticos Guys Reading Poems, e este ano emprestará a voz para a animação Pequeños Héroes.

Stephen Sommers (diretor)

Sommers é um diretor eficiente, que funciona melhor e de maneira mais criativa quando não tem um grande estúdio por trás pressionando-o. O cineasta já tinha quatro filmes no currículo quando foi selecionado para dirigir A Múmia. O filme que lhe garantiu a vaga, por ter causado boa impressão, no entanto, foi Tentáculos (1998), terror cult trash por excelência – que este que vos fala teve o prazer inenarrável de ter assistido no cinema – sobre o ataque de uma criatura submarina pré-histórica a um transatlântico de luxo, ao mesmo tempo em que o local é saqueado por piratas modernos.

Depois de A Múmia e sua continuação, a carreira de Sommers sofreu alguns baques e terminou em baixa. Primeiro com Van Helsing (2004), ordem natural a seguir, já que a Universal contende com o feito do diretor, confiou nele para dar novo fôlego a outros produtos da casa, como Drácula, Lobisomem e Frankenstein. Depois da recepção no mínimo morna, e passados cinco anos, Sommers encontrava abrigo em outra casa, ou estúdio, a Paramount, para dar vida a G.I. Joe (ou Comandos em Ação), outra propriedade da empresa Hasbro, após o sucesso estrondoso de Transformers (2007).

O resultado também não agradou. Dessa forma, mais quatro anos e o diretor entregava O Estranho Thomas, obra independente, mas muito satisfatória, que adapta o primeiro de uma série de livros do autor Dean Koontz. O filme passou em branco, já que não tinha um grande estúdio por trás ou uma campanha de marketing massiva. De qualquer forma, é um filme que merecia continuação. Algo que nunca chegará, ainda mais depois do falecimento precoce do jovem ator Anton Yelchin, protagonista do filme.

Sommers é anunciado como diretor de When Worlds Collide, interessante ficção científica, baseada no livro de Edwin Balmer. A trama fala sobre um pequeno planeta em rota de colisão com a Terra. A notícia vaza e o desespero em proporções bíblicas toma conta. Um astrônomo descobre outro planeta no rastro, aparentemente habitável. Assim, a humanidade parte numa jornada para trocar nosso lar, numa espécie de Arca de Noé futurista. Apesar do anúncio, nada foi confirmado sobre o projeto.


Crítica | Thor Ragnarok [COM SPOILERS!!!!]


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