Roteiro alternativo de ‘Passageiros’ abordaria questões mais maduras

Roteiro alternativo de ‘Passageiros’ abordaria questões mais maduras

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É comum ouvir falar de atores que quase interpretaram papéis icônicos no cinema, mas perdera a oportunidade. A mesma coisa acontece com diretores de cinema e as maneiras que alguns de seus filmes poderiam ter resultado de forma diferente.

O diretor sueco Ruben Östlund aparentemente estava muito interessado em dirigir ‘Passageiros’, mas só o teria feito (e não o fez), se pudesse ter mudado a configuração do filme de uma maneira muito distinta. O cineasta falou com a revista Variety:

“Havia um filme que eu realmente queria fazer que foi lançado agora, que se chama ‘Passageiros’. Mas eu queria mudar a configuração da produção. O personagem principal é um cara que acorda em uma dessas cápsulas em uma espaçonave. Eu queria colocar sua família na narrativa, sua esposa e filhos em outros destes compartimentos. Mas então havia esse dilema: Ele vai morrer na nave, porque a viagem leva 300 anos. Se ele acordar seus filhos, eles vão morrer também sem ao menos chegar ao planeta desejado; Se acordar sua esposa, então as crianças não terão uma mãe quando chegarem. Então, é claro, você tem que acordar outra mulher, porque você não quer ficar sozinho. Então o personagem busca a parceira ideal como se estivesse usando o Tinder, a fim de decidir – através das fotos – qual delas iria escolher. Eu queria trazer esse universo tecnológico e social para dentro da narrativa, mas quando eu sugeri a ideia para os produtores, acho que eles ficaram com medo”.

Ainda que a ideia de Östlund seja ousada, a premissa é interessante e abordaria questões morais que poderiam ter garantido a ‘Passageiros’ um viés mais maduro, que instiga a audiência a  sair da sua zona de conforto e a se posicionar no papel do protagonista (vivido por Chris Pratt), questionando os princípios ético sociais. Talvez, se a produção tivesse dado esses passos no escuro, o filme teria um feedback melhor da audiência, que fez duras críticas ao efeito ‘água com açúcar’ que o scifi romântico tem, afirmando que as expectativas não foram devidamente recompensadas e que o final deixou a desejar.

     

Ruben Östlund é um cineasta consagrado no meio cult, experiente em criar dramas com narrativas enraizadas em questões psicológicas e sociais.

 

 

 

 

 

 

 

 


Crítica:





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