Tom Cruise brigou para fazer as cenas de ação em ‘Missão: Impossível – Nação Secreta’

Tom Cruise brigou para fazer as cenas de ação em ‘Missão: Impossível – Nação Secreta’

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Escala – épica, emocionante – tem sido o centro de ‘Missão: Impossível‘ desde a série original para TV, que levou os espectadores em grandes escapadas que quebraram as fronteiras  do escopo frequentemente estreito da televisão.

Ninguém se surpreendeu quando Tom Cruise se recusou a relaxar na hora da ação, e quis fazer duas próprias cenas.

O produtor J.J. Abrams brinca:




“Acho que uma das coisas mais difíceis sobre fazer qualquer filme ‘Missão: Impossível’ é justamente tentar convencer Tom a não fazer literalmente nenhuma cena perigosa mortal possível, porque ele simplesmente fará”.

Para Cruise, o trabalho prático começa cedo: cada um dos filmes ‘Missão: Impossível‘ começa com um período de intensa preparação física. Só que desta vez tínhamos que começar novamente, aperfeiçoando habilidades que ainda não tinham sido utilizadas anteriormente.

“O jeito no qual trabalho nos filmes ‘Missão’ é que, gosto de passar meses e meses antes da hora, preparando cada sequência, realmente dividindo-as e segmentando o tempo apropriado para o treinamento físico”, ele explicou. “Entro em cada filme esperando aprender coisas novas e novas maneiras de fazer coisas para as quais eu já possuo habilidades”.

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Este processo em ‘Nação Secreta‘ foi realizado em cuidadosa sincronia com Wade Eastwood, o coordenador das cenas perigosas do filme. Nascido na África do Sul, Eastwood era um atleta antes de assumir seu primeiro trabalho em filmes: pular de um helicóptero para um filme de guerra. A partir daí, ele ficou viciado em realizar e criar as cenas mais perigosas e criativas que podia imaginar, equipar e dar vida.

Eastwood disse que não poderia haver melhor parceiro para um trabalho de cenas perigosas bem verdadeiro do que Cruise.

“Tom é tão bom nisso que ele poderia ter sido um excelente dublê se ele já não fosse um excelente ator. Portanto trabalhar com ele é como trabalhar com o melhor dublê… exceto que ele combina desempenho dentro da ação de maneiras exclusivas. Ele faz 100% de suas próprias cenas – e isso não é só para a mídia, é a pura verdade”, afirmou Eastwood. “Para ele não é somente a cena perigosa, mas também a criação completa de seu personagem como um agente que aprendeu a sobreviver apenas por um triz”.

Ele acrescentou:

“A melhor parte de trabalhar com Tom é que ele nunca está satisfeito. Ele sempre pergunta: Como podemos melhorar isso? Isso é empolgante e ambos viemos para ‘Nação Secreta’ acreditando que iríamos criar as melhores cenas perigosas nas quais jamais estivemos envolvidos. Estávamos sempre procurando por aqueles pequenos momentos especiais que fazem com que a ação neste filme seja nova e diferente”.

Cruise disse que Eastwood caminhou pela mesma corda bamba que a franquia caminha.

“Wade é muito consciente em relação à segurança, mas ele também sabe, o filme é ‘Missão’ , então temos que ir até o limite. Ele pode fazer isso porque todos que trabalham com ele são de primeira linha”.

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Trabalhando na asa do avião A400

Muitas pessoas pensaram que a cena perigosa de abertura do filme era tão escandalosamente impossível, que só poderia ter sido criada digitalmente.  Mas, fiel ao espírito de ‘Missão: Impossível‘, a cena perigosa foi realizada 100%  ao vivo, dando ao público um passeio selvagem que não pode ser imitado.

Na sequência, Ethan pega um avião – não, ele não entra no avião, ele literalmente se agarra na parte de fora de um avião de transporte militar A400 em pleno voo. É o tipo de fantasia – ou pesadelo – que os pilotos têm, mas nunca podem considerar na vida real.

“Quando estou em um avião sempre penso como seria estar lá fora na asa”, admitiu Cruise.

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Agora ele teve a chance de descobrir.

Só conseguir as autorizações para usar um autêntico A400 foi uma grande vitória. Mas, equipar o avião para o voo audacioso de Cruise foi completamente um outro grande desafio. As ondulações de vento que o atingiam eram tão fortes que, para poder manter seus olhos abertos, ele teve que usar lentes de contato esclerais em seus olhos. Os engenheiros trabalharam sem parar para calibrar todos os elementos.

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Cruise prossegue com a história de como a filmagem foi realizada:

“Não consegui dormir na noite anterior. Fiquei repassando tudo na minha mente. Sabia que assim que levantássemos voo, se algo desse errado, ninguém poderia fazer nada. Mas, no dia, estava muito confiante na nossa equipe, no piloto, no Wade… e quando subi no lado do avião, estava bastante empolgado. Pensava somente no público, sobre as tomadas que iríamos conseguir, sobre o desempenho. Começamos a taxiar e me lembro que estávamos na pista e eu segurando e dizendo para o Chris ‘vamos lá, vamos lá, vamos lá’ e, de repente, rapaz, aquela aceleração começa e estamos correndo por aquela pista dizendo ‘Caramba’ – que força que isso tem!  Mas, depois estava pensando ‘Agora digo minha linha de texto? Minha iluminação está boa? Estarei na sombra? Então, todas estas outras coisas começaram a ocupar minha mente”.

Apesar de que cada voo aumentava o risco e deixava Tom gelado até os ossos, ele repetiu a cena perigosa que desafiou a gravidade oito vezes, para assegurar que McQuarrie tivesse toda a cobertura que precisava.

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Mergulhando na instalação Torus

Na verdade, Cruise já pode ter superado a cena do A400 com uma cena perigosa mais sutil porém de maior exigência física – segurar a respiração por vários minutos de cada vez enquanto realiza um assalto audacioso dentro da instalação subaquática Torus.

Ethan Hunt já invadiu instalações seguras anteriormente, mas esta merece destaque quando Ethan tem que mergulhar dentro de uma instalação hiper-segura em águas profundas – sem o barulhento equipamento de mergulho que logo o denunciaria.

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Cruise está acostumado com trabalho subaquático, mas decidiu literalmente ir a novas profundidades no seu treinamento para fazer a sequência o mais impressionante e real quanto possível.

“Minha grande dúvida sobre esta cena era: como podemos fazê-la ainda mais tensa para o público – e fazer o público experimentar como é prender sua respiração por aquele longo, longo período de tempo? Tínhamos este incrível design para a instalação Torus que Jim Bissell criou e estas maravilhosas ideias que Chris tinha e queria que meu desempenho estivesse à altura disso”, Cruise comentou.

Para obter aquele tipo de desempenho, Cruise começou um aprendizado intensivo em mergulho livre – algumas vezes chamado de “o esporte mais perigoso do mundo” – no qual os atletas de elite mergulham em profundidades maiores do que 60 metros sem qualquer equipamento mecânico ou oxigênio, arriscando ter alucinações, bloqueios, as temidas compressões pulmonares (lung squeezes) e problemas de descompressão. Apesar do perigo, os verdadeiros mestres da técnica a transformaram em uma forma de arte meditativa, cuidadosamente calibrando seus metabolismos internos e aprendendo a diminuir seu ritmo cardíaco até ao ponto que sobrevivem em profundidades nas quais muitos costumavam pensar ser realmente impossível.

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Um salto lírico em Viena

Outro orgulho da tradição de ‘Missão: Impossível‘ é rodar o mundo e utilizar uma série de imponentes marcos internacionais como cenário.  ‘Missão: Impossível – Nação Secreta‘ continua esta tradição com uma sequência na Casa de Ópera de Viena, o decorado prédio da era da Renascença, no coração de umas das cidades de maior riqueza arquitetônica da Europa.

Filmar neste local foi a realização de um sonho para Tom Cruise.

“Estive em Viena várias vezes e sempre a achei muito linda e elegante, portanto estava muito empolgado de comprovar o tipo de qualidade romântica que ela poderia trazer para o filme”, ele disse. “Sabíamos que a Casa de Ópera de Viena seria uma sequência com a assinatura da série. Desde que eu era um garotinho e estava dentro de prédios grandes eu pensava, ‘será que eu poderia descer este prédio fazendo rapel, se precisasse?’. Então, chegar a fazer aquele tipo de ação foi muito legal – e é muito mais fantástico porque tudo acontece durante a apresentação de uma ópera”.

 

 

O prédio, que foi inaugurado em 1869 com uma apresentação de “Don Giovanni” de Mozart, também ofereceu uma beleza excepcional com seus suntuosos afrescos, estátuas aladas e arcos dramáticos. Ele também foi palco de uma queda de mais de 20 metros que deixou Rebecca Ferguson com o coração saindo pela boca.

“Para Tom, o salto não era nada, mas tínhamos que trabalhar com Rebecca de uma queda de 4 metros na nossa área de treinamento de cenas perigosas até fazermos 40 quedas da altura de mais de 20 metros, sem mostrar qualquer emoção ou medo”, Eastwood explicou. “Eu a parabenizo bastante porque com esta cena, ela entrou para o mundo de ‘Missão: Impossível’ de maneira muito rápida e assustadora. Dentro de algumas horas estávamos duplicando as combinações e depois triplicando as combinações e ela acertou tudo em cheio. Ela não somente acertou tudo como também trouxe a energia de Ilsa Faust acertando tudo”.

 

A estreia de ‘Missão: Impossível – Nação Secreta‘ no Brasil acontece amanhã, dia 13 de Agosto.

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