Vestido para Casar

Vestido para Casar

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As comédias bobocas brasileiras são insuperáveis

Certos filmes são à prova de críticas. Explico: certos filmes não irão perder seu público alvo independente de sua avaliação negativa, mesmo que de toda a imprensa especializada. Filmes como Vestido para Casar se vendem pelo carisma e popularidade de seu protagonista, que já conquistou seu público cativo. As pessoas vão assisti-lo, não importando qual seja a história, ou o quão esdrúxulo seja o roteiro. Dentro desse estigma podemos encaixar também o comediante norte-americano Adam Sandler.

Não importa o quão incorreto, abusivo ou grosseiro sejam os filmes de Sandler, estão garantidos de lucrar em bilheteria o planejado. São vários fatores que entram em jogo, entre eles uma campanha de marketing estratégica por parte do estúdio. Para grande parte do público, os filmes de Sandler são o que há de pior dentro do cinema norte-americano. E para grande parte do público brasileiro, o mesmo pode ser dito dos veículos do comediante Leandro Hassum.

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Não me entendam mal, Hassum é carismático e muito engraçado. Em entrevistas aparenta muita simpatia e cordialidade. Também soa como um profissional dedicado. O que está sendo avaliado não é sua capacidade de atuação, improviso ou de fazer rir. Quem já assistiu aos shows do ator no teatro tem apenas elogios a dar. O que está sendo analisado é o filme como todo. E aí sim, entramos no terreno do que de pior os profissionais brasileiros tem a oferecer. Em sua defesa, talvez uma comédia inteligente não venda tão bem.

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Muitos irão dizer inclusive que o filme cumpre bem o seu papel, e que faz exatamente o que deveria. Mas nós, os cinéfilos, os verdadeiros amantes da sétima arte, não deveríamos e não devemos nos contentar com pouco. Outro argumento é que Vestido para Casar não é para quem gosta verdadeiramente de cinema, e sim para o público que procura divertimento descompromissado uma vez por mês, durante o fim de semana. O que muitos chamariam de chiclete para o cérebro. Uma fuga e não um motivador.

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Codirigido por Paulo Aragão, filho de Renato Aragão (o Didi), o filme apresenta Fernando (Hassum), um escritor de casamento marcado com uma interiorana (Fernanda Rodrigues) que conheceu numa viagem à Paris. O protagonista trabalha escrevendo livros sobre turismo, lugares para visitar e onde se hospedar, etc.. Logo, o sujeito se vê envolvido com uma ex-BBB (e por que não?), papel da bela Renata Dominguez, e seu amante (Marcos Veras). Ela é casada com um político. Infelizmente, ou felizmente para os babões, muito da atuação de Dominguez consiste em aparecer apenas de roupas íntimas durante grande parte de suas cenas.

Junte a isso capangas, policiais incompetentes, um estilista afetado, a família rigorosa da noiva e mais um bocado de personagens que somente criam situações irreais e sem qualquer ligação com o mundo em que vivemos. Nem precisa ser dito que o humor é forçado, e que depende muito da improvisação do protagonista. Por mais engraçado que seja, Hassum não faz milagre. Nenhum aspecto técnico é digno de menção, esta é uma produção pobre e básica.

Pense apenas da seguinte forma, como seria um estrangeiro assistindo ao filme, sem saber da bagagem dos atores e comediantes. Não funciona. Bom, talvez essa crítica nem seja para você, que vai assistir independente do que leia. Ela é para os que já não iriam assistir. E para eles eu digo: decisão acertada. O seu tempo vale mais.


Crítica | Extraordinário é extraordinário... e vai te fazer chorar litros!


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