10 Clássicos dos anos 80 que Você Não Sabia que eram Remakes!

Quando pensamos em filmes dos anos 80, na mesma hora o que nos vêm à mente são longas icônicos como ‘De Volta para o Futuro’, ‘Um Tira da Pesada’, ‘Os Caça-Fantasmas’, ‘Indiana Jones’ e ‘Karatê Kid’. Sim, a década foi muito feliz na criação de marcas que ficariam eternizadas na cultura pop e até hoje rendem frutos. Como se o cinema de hoje dependesse muito delas também. Afinal, os anos 80 foram o berço da cultura pop como a conhecemos hoje.

Mas você sabia que alguns dos filmes mais queridos de tal década não eram produções originais? Isso mesmo, alguns dos filmes mais famosos dos anos 80, ainda mencionados até hoje pelos fãs e tido como os preferidos da década são na verdade refilmagens? Sim, nos anos 80 também tivemos muitas releituras de clássicos do passado. E nessa nova matéria traremos para você 10 dos mais famosos. Confira abaixo.

Scarface (1983)

Ícone do cinema criminal e de máfia, dirigido por Brian De Palma e estrelado por Al Pacino, os fãs guardam com muito carinho esse verdadeiro épico, e o colocam lado a lado com a trilogia ‘O Poderoso Chefão’ e ‘Os Bons Companheiros’, como os melhores filmes do gênero. ‘Scarface’ completa 41 anos de lançamento em 2024, e conta a saga de um imigrante cubano em Miami, escalando até o mais alto patamar do crime. Mas você sabia que ‘Scarface’ já existia antes? O original, subtitulado ‘A Vergonha de uma Nação’, é um filme de 1932, e conta sobre um mafioso de origem italiana nas ruas de Chicago – papel de Paul Muni.

O Enigma de Outro Mundo (1982)

Clássico absoluto da ficção científica e terror, a obra-prima de John Carpenter tem como principal tema a paranoia. Cientistas de uma base no Ártico se deparam com uma criatura alienígena capaz de imitar qualquer forma de vida, até a humana. Levantando a pergunta: “quem é verdadeiramente quem diz ser?”. Estrelado por Kurt Russell, o longa ainda é um primor e impressiona com seus efeitos práticos, além da construção de suspense e puro medo. Carpenter se inspirou no conto ‘Who Goes There?’, de John W. Campbell Jr., que em 1951, no boom da ficção científica com visitantes alienígenas em Hollywood, serviu de base também para ‘O Monstro do Ártico’, de Howard Hawks.

A Mosca (1986)

Por falar em efeitos práticos, aqui temos outro clássico absoluto do terror e suspense, que traz um dos mais impressionantes usos da técnica. Aliás, seria uma tarefa bem difícil dizer qual dos dois, ‘O Enigma de Outro Mundo’ ou ‘A Mosca’, possui os efeitos práticos mais primorosos. ‘A Mosca’ completa 38 anos em 2024, e traz um cientista vivido por Jeff Goldblum obcecado com seu mais novo projeto: uma câmara de teletransporte. Ele consegue êxito, mas ao usar a si mesmo como cobaia, termina se fundindo a uma mosca, que entrou no local por acidente. Essa é uma das transformações mais bizarras da história. O filme de David Cronenberg usou como base o clássico ‘A Mosca da Cabeça Branca’, de 1958, com Vincent Price.

A Pequena Loja dos Horrores (1986)

Não deixe de assistir:

Um dos musicais mais celebrados, perfeitos para sessões de meia noite, ‘A Pequena Loja de Horrores’, de Frank Oz, parece ter nascido para ser cult, e usa a definição com excelência. Quem estrela é o baixinho sumido Rick Moranis, no papel de Seymour, um funcionário de uma loja de plantas muito introvertido. Ele é apaixonado por sua colega de trabalho Audrey (Ellen Greene) e por isso mesmo coloca o nome da moça em uma planta carnívora que descobriu. A planta fala, canta e tem um gosto insaciável por sangue. Completando o elenco, Steve Martin impagável como um dentista abusivo que adora causar dor, e Bill Murray como um paciente que adora sentir dor. O filme é baseado em um musical dos palcos da Broadway, mas sua verdadeira origem é ‘A Loja dos Horrores’, de 1960, filme de baixo orçamento dirigido por Roger Corman.

Os Safados (1988)

Comédia que marcou a geração dos anos 80, graças a suas reprises na TV aberta, ‘Os Safados’ conta novamente com a presença do ícone Steve Martin. O comediante interpreta um golpista barato, que chega para atrapalhar os esquemas bem elaborados de outro trapaceiro, o elegante Lawrence Jamieson, papel do consagrado Michael Caine. De começo rivais em suas artimanhas nas mulheres desavisadas, os dois decidem se unir para um grande golpe em uma herdeira de um verdadeiro império, e aí somos presenteados com alguns dos momentos mais engraçados daquela década. Novamente com direção de Frank Oz, o longa é na verdade a reimaginação do clássico ‘Dois Farristas Irresistíveis’, de 1964, no qual Marlon Brando e David Niven viveram respectivamente os personagens de Martin e Caine.

007 – Nunca Mais Outra Vez (1983)

Aqui temos o caso mais curioso da lista. Todos conhecem muito bem a franquia ‘007’, a mais duradoura do cinema e uma das mais bem sucedidas, datando do início dos anos 60. Mas será que você realmente sabe tudo sobre a franquia? Por exemplo, você sabia que o astro Sean Connery saiu da aposentadoria para fazer mais um filme, por fora da saga original? E não apenas isso, como o tal filme era um remake de um dos longas estrelados pelo próprio Connery? Pois bem, esse é o caso com ‘007 – Nunca Mais Outra Vez’. Acontece que por uma briga judicial por direitos autorais, a Warner terminou ganhando a oportunidade de criar seu próprio 007, com direito a James Bond, e trouxe nenhum outro senão Sean Connery para o papel, em um remake de ‘A Chantagem Atômica’, de 1965.

Um Dia a Casa Cai (1986)

Existem filmes que não dizem declaradamente ser uma refilmagem, apenas se inspiram nas principais ideias de algum clássico do passado. Esse é o caso com ‘Um Dia a Casa Cai’, outro filme que passou até cansar na Sessão da Tarde no início dos anos 90. Produzido por Steven Spielberg e protagonizado por Tom Hanks e Shelley Long, o filme conta a história de um casal construindo sua casa dos sonhos no subúrbio americano, o que se torna uma verdadeira epopeia, onde tudo que poderia dar errado, dá. Essa, poucos devem saber, mas a obra é a reimaginação de ‘Lar… Meu Tormento’, de 1948, com Cary Grant. E sim, usa muitas liberdades modernizando o conceito.

Três Solteirões e um Bebê (1987)

Por falar em filmes que passavam até não querer mais na Sessão da Tarde, todos que viveram a época jamais esquecerão das reprises de ‘Três Solteirões e um Bebê’, uma das comédias mais memoráveis do período, que trazia Tom Selleck, Ted Danson e Steve Guttenberg como três machões incapazes de cuidar de um bebê. Dirigido pelo eterno Sr. Spock, Leonardo Nimoy, essa é uma comédia que ficou datada, pois ter um filme inteiro girando em torno de homens incapazes de cuidar de uma criança nos dias de hoje não cola mais. Mas esses eram os anos 80, onde se achava graça disso. Além do mistério do fantasma atrás da cortina, outra curiosidade sobre o longa é ser o remake de ‘3 Homens e um Bebê’, comédia francesa campeã de bilheteria por lá, em 1985.

Sem Saída (1987)

Um dos thrillers mais eletrizantes dos anos 80, que te deixará sentado na beira da poltrona, é outro que foi muito exibido na rede Globo no início dos anos 90. Protagonizado pelo grande Kevin Costner no papel de Tom, um oficial da marinha que se mete na maior enrascada de sua vida. Acontece que ele está de caso com Susan, papel de Sean Young. Por sua vez, ela também é amante de David Brice (o icônico Gene Hackman), um poderoso político americano. Em uma discussão de ciúmes, o poderoso termina matando a mulher, e começa a limpar seu rastro, colocando a culpa para cima do outro amante, o inocente Costner. Agora ele correrá contra o tempo para tirar o seu da reta. A versão original é de 1948, e se chama ‘O Relógio Verde’. A trama é bem semelhante, mas se passa no universo de uma editora de livros. O remake elevou o jogo transferindo a história para os corredores do poder em Washington.

A Bolha Assassina (1988)

Agora voltamos ao terreno do terror para um dos mais queridos cult do período. Infelizmente, ‘A Bolha Assassina’ não recebe o amor que deveria, não sendo tão comentado assim. Ao lado de ‘O Enigma de Outro Mundo’ e ‘A Mosca’, faz uma trinca de excelentes efeitos práticos dos anos 80. Talvez o motivo de não ser tão badalado quanto os outros dois seja por ser tratado como um filme mais jovem, já que os protagonistas são estudantes colegiais.

Um meteorito cai do céu, contendo uma criatura sem forma, mas altamente letal. Do tamanho de um punho fechado, ela vai crescendo conforme vai se acoplando e assimilando às vítimas. Altamente corrosiva, ela vai aumentando sua massa ao devorar a população de uma pequena cidade. O original, de 1958, de mesmo nome, foi o primeiro trabalho de Steve McQueen e tem mais fama que o remake. A refilmagem, no entanto, consegue superar o original e traz inclusive reviravoltas bem interessantes em vários pontos da trama, inclusive em seu desfecho.

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