Muitas vezes, se pararmos para pensar, somos testemunhas quase que diárias de uma eterna saga do ser humano em buscar o desenvolvimento da tecnologia, melhorias para toda a vida aqui na Terra. Essas que geram inúmeros estudos, pesquisas, onde cientistas de todo o planeta buscam dar um passo rumo ao entendimento infinito e muito complexo sobre os limites dos recursos. O cinema foi palco para muitas dessas demonstrações. Entre os inúmeros subtópicos que o conhecimento nos leva, chegamos ao campo da Inteligência Artificial, que nada mais é, a curto entendimento, um dos campos das ciências da computação/informática, no qual máquinas realizam ações, até mesmo há uma busca pelo espelho das emoções, algo como se fosse orgânico no seu pensar, assim como a mente humana.

Pensando em refletir sobre o tema, até mesmo a partir do ótimo blockbuster que está nos cinemas, o Free Guy: Assumindo o Controle, resolvemos criar uma lista com 10 Filmes que exploram, cada da sua forma, o universo da Inteligência Artificial.

 

Robot and Frank



No ano de 2012, em seu primeiro longa-metragem, o cineasta Jake Schreier levou para a telona uma história futurística que tenta prender a atenção do público pela relação entre um senhor rabugento e um robô. A falta de ritmo atrapalha um pouco a condução da fita mas as entrelinhas acabam nos dizendo muito.

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Na trama, em um futuro próximo, conhecemos Frank (Frank Langella) um ladrão aposentado que mora sozinho em uma casa, um pouco afastado do centro da cidade. Um dos últimos homens da velha guarda, em um mundo recheado de ações tecnológicas, Frank mantém uma relação fria e distante com seus dois únicos filhos (interpretados pelos atores James Marsden e Liv Tyler). Certo dia, um de seus filhos resolve fazer uma visita e traz consigo um robô de última geração para ajudar o pai nas tarefas de casa e em qualquer outra coisa que ele precisar. A desconfiança inicial logo vira laço de amizade, que é fortemente estabelecido, tornando o robô um grande parceiro de Frank, até mesmo parceiro de crime.

 



Bloodshot

A vingança é o propulsor de qualquer pessoa que não consegue tirar isso da cabeça. Um dos blockbusters mais atingidos pela pandemia do coronavírus no início de 2020, Bloodshot, baseado na HQ homônima de Kevin VanHook, Don Perlin e Bob Layton da Valiant Comics, é um filme de ação com méritos que busca suas razões e objetivos a partir das memórias e dos arranjos maquiavélicos tecnológicos que o ser humano pode por enquanto pensar. Entradas triunfais, frases de efeitos, espaços neurais, egocêntrico vilão, projeções tecnológicas futurísticas, plot twist, clichês de filmes do gênero… tem de tudo nesse pipocão que na média final passa de ano, é muito melhor que muitos outros blockbusters de ação lançados nos últimos anos. Na pele do protagonista, um morto agora vivo soldado de alta liderança, o rosto da franquia Velozes e Furiosos, o carismático Vin Diesel.

 

Ela

Se apaixonar é uma forma socialmente existencial de insanidade? Depois de apresentar ao mundo uma versão peculiar da tristeza por meio de metáforas e universos inimagináveis, no longa-metragem Onde Vivem os Monstros, o diretor norte-americano Spike Jonze volta aos cinemas, quatro anos depois, com um projeto audacioso que fala sobre o diferente relacionamento no futuro entre um homem e uma máquina, Ela. Com muita suscetibilidade aplicada nas ações dos personagens, o famoso diretor precisava de um ator completo para executar o complexo protagonista. E acreditem, não havia escolha melhor do que Joaquin Phoenix. O porto-riquenho de 39 anos conquista o público, já nos primeiros segundos, com um maravilhoso monólogo.



 

Free Guy: Assumindo o Controle

Divertido, aventureiro e dinâmico. Escrito pela dupla Matt Lieberman e Zak Penn, Free Guy: Assumindo o Controle é um projeto que aborda o universo ansioso e imediatista dos reality shows junto com a ganância que domina os tempos em constante evolução da tecnologia e seus criadores de conteúdos. A fórmula encaixa de maneira certeira pegando um protagonista carismático que dentro de uma ótica pode ser como se fosse nossos olhos dentro da loucura e confusão que nos trazem as inúmeras informações que não param de chegar a cada segundo. No papel principal, mais uma vez, um Ryan Reynolds iluminado, nos faz rir e emocionar. A direção fica com o cineasta e produtor canadense Shawn Levy (que entre outros trabalhos, dirigiu a trilogia Uma Noite no Museu).

 


Oxigênio

O estático poder da tensão. Com um projeto muito difícil em suas mãos, dentro de um engenhoso e surpreendente roteiro de Christie LeBlanc, o cineasta francês Alexandre Aja usa dos momentos de apreensão nas bifurcações para conseguir fortalecer um filme que em uma sala de cinema teria ainda mais impacto. Uma experiência? Um sequestro? Algo ligado à ficção científica? O paradoxo entre as memórias e o real, junto com a consciência da sobrevivência, quando conseguimos entender sobre o que se trata aquela situação vivida pela personagem de Melanie Laurent a direção brilha e nos leva a uma trama original dentro de reflexões impactantes sobre o artificial sentido das coisas que eram para serem naturais. Bom filme disponível na Netflix.

 

Upgrade

Qual o tamanho da sua vingança? Escrito e dirigido pelo cineasta australiano Leigh Whannell, em seu segundo trabalho como diretor de um longa-metragem (o primeiro foi Sobrenatural: A Origem), Upgrade é um filme que adiciona à sua trama excelentes elementos, tanto técnicos de movimentações de câmera, direção da ação, como também bastante profundidade na saga do protagonista que embarca em uma vingança sem direção, guiado por uma tecnologia indutiva. No papel principal, o ‘clone’ de Tom Hardy, e também igualmente talentoso Logan Marshall-Green.

 

A.I. – Inteligência Artificial

No ano de 2001, uma das grandes mentes brilhantes quando pensamos em cinema, Steven Spielberg, brindou os cinéfilos e cinéfilas de todo o planeta com uma história de ação futurística que aborda a busca de um robô para descobrir sobre suas origens passando por diversos questionamentos principalmente sobre como pensam os humanos em relação a força tecnológica e o avanço das habilidades de ser e existir das máquinas. Um filme pra ver e rever!

 

Blade Runner 2049

Ainda dentro do universo criado pelo visionário Philip K. Dick, chegou aos cinemas anos atrás o aguardado novo filme da franquia Blade Runner. Dessa vez, dirigido pelo canadense Denis Villeneuve (de Incêndios, A Chegada e outros belos filmes), avançamos cerca de três décadas em relação a linha do tempo contínua em relação ao primeiro longa-metragem e reencontramos um grande e velho personagem que cumpre com louvor, dessa vez, seu papel de coadjuvante nos intensos 167 minutos de projeção. Um dos grandes méritos do projeto é conseguir acordar uma história emblemática de décadas atrás e trazer novos elementos que se encaixaram como uma luva no universo futurístico criado. Tudo funciona muito bem na bela condução de Villeneuve que se consagra como um dos grandes cineastas dos nossos tempos.

 

Ex Machina

Dirigido pelo cineasta Alex Garland e com lançamento em alguns lugares do mundo no ano de 2015 (no Brasil o filme não esteve presente na janela Cinema), Ex Machina, que tem no elenco ótimos nomes como: Alicia Vikander, Oscar Isaac e Domhnall Gleeson, é um filme que fala sobre tecnologia, inteligência artificial, pesquisa, ética, tudo isso e mais um pouco nesse grande duelo universal entre as capacidades do ser humano em desbravar os limites ou não dos recursos e tecnologias que surgem em nosso planeta.

 

Gigantes de Aço

O filme tenta criar, num futuro próximo a eminência da evolução dos games e explora o universo da Inteligência Artificial principalmente quando pensamos em movimentos e ações mais ligadas a lutas. Lá, o virtual e o real estão próximos e muitas modalidades serão substituídas pelas máquinas. Nesse trabalho de Shawn Levi, o movimento dos robôs é para elogios, faltando apenas caírem joysticks nas poltronas do cinema para cada um controlar um personagem. O roteiro explica vários fragmentos temporais e o passado da trama, já que a visão é uma data pra frente, isso ajuda o espectador a se situar e entender melhor o que se acontece nas telonas.

 

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