10 músicas SUBESTIMADAS da carreira de Britney Spears que você precisa ouvir!

It’s Britney, bitch!

A eterna princesa do pop continua como uma das pioneiras da música e estende seu legado até os dias de hoje, influenciando a nova geração com uma carreira recheada de sucessos – e produções que, anos depois do lançamento, foram redescobertas pelos fãs e pela crítica.

Pensando nisso, montamos uma breve lista com dez músicas subestimadas de sua extensa discografia, que envelheceram como vinho e que merecem ser ouvidas novamente.

Confira abaixo as nossas escolhas:

BORN TO MAKE YOU HAPPY

Álbum: …Baby One More Time

‘…Baby One More Time’ não traz apenas a explosividade da pista de dança para nossos ouvidos, como também baladas em que Spears digladia com vocais sinceros e uma pessoalidade que vai para além do que a mídia a pintava. “Born to Make You Happy”, apostando mais fichas nas questões do coração, traz uma protagonista que cometeu erros no passado e que está pronta para dar mais uma chance, reiterando um claro apreço para se mostrar o mais sutil possível sem desaparecer em um panorama efervescente – e colhendo frutos de sua sagacidade até hoje.

LONELY

Álbum: Britney

Não deixe de assistir:

O álbum homônimo de Britney Spears é, sem sombra de dúvida, um de seus mais subestimados – e, apesar de ter tido uma recepção mista por parte da crítica, envelheceu muito bem entre essas duas décadas que separam a atualidade de seu lançamento. E, ao longo de diversas incursões, “Lonely” é uma das que se destaca por sua produção impactante e enraivecida em que a cantora tenta se desvencilhar de um relacionamento que lhe trouxe mágoas e ressentimentos – “pense em todas as vezes que eu desperdicei, pense em todas as vezes que eu te aceitei de volta”.

BOMBASTIC LOVE

Álbum: Britney

É notável como Britney iria mergulhar de cabeça na popularização da música oriental apenas em ‘In The Zone’, apostando fichas em uma construção mais sensual, despojada e amadurecida. Porém, em seu álbum homônimo, a princesa do pop já começava a explorar tais estilos em faixas específicas, como é o caso da ótima “Bombastic Love”, que serviu de entrada para o videoclipe original de “Overprotected”. Desperdiçada como single, a canção traz um sintetizador pungente e nos convida a viajar para o Reino Unido, seguindo os passos de nomes como Billie Piper ao fomentar um deep pop instigante.

BREATHE ON ME

Álbum: In The Zone

Com ‘In The Zone’, divisor de águas na carreira de Spears, a princesa do pop não tem medo de experimentar – e “Breathe on Me” é a melhor representante dessa ousadia. A quarta faixa do álbum, de longe a maior obra-prima que já lançou, é indesculpavelmente sexual, envolvente e sensorial em todos os sentidos – uma infusão espetacular de technodancehi-NRG e trip-hop que se aglutina numa coesão de tirar o fôlego, influenciando Rina SawayamaThe Weeknd e Billie Eilish (para citar alguns exemplos).

TOUCH OF MY HAND

Álbum: In The Zone

O quarto álbum de Spears é um dos favoritos por parte dos fãs por representar uma mudança considerável em sua estética ao afastá-la do estigma adolescente e colocando-a como um símbolo de reinvenção que influenciaria diversos outros artistas. E, dentro desse soberbo compilado, “Touch of My Hand” emerge como uma das faixas mais características do que Britney se propõe a fazer: aqui, ela se entrega às fábulas orientais como forma de criar metáforas para a masturbação (uma das temáticas encaradas como tabu pelos tradicionalistas), à medida que se rende a uma explosão viciante de sintetizadores e de mergulhos no synth-R&B e no electro-pop.

HEAVEN ON EARTH

Álbum: Blackout

Toda a estrutura de ‘Blackout’, facilmente o melhor álbum de Britney Spears, afasta-se dos convencionalismos anteriores. Os arranjos estendem suas inclinações para algo muito mais indie, talvez até mesmo ousando buscar alguns estilos musicais mais marginalizados. Heaven on Earth”, nesse quesito, presta referências claras ao Europop e a uma construção sintética que tangencia a eletrônica, mas permanece fiel às raízes do electro-pop e do techno-pop. O uso de tons musicais distorcidos contribui para criar uma atmosfera onírica e propositalmente incômoda – um reflexo das próprias emoções da cantora.

TOY SOLDIER

Álbum: Blackout

Toy Soldier” procura uma abordagem mais bruta, tendo o EDM e o electro-funk como pano de fundo principal – e vibra em cores e sons ao falar de desejos íntimos da cantora.Afinal, sabemos muito bem que Spears nunca teve problemas em falar abertamente sobre sexo, beleza, sensualidade e outros tabus um tanto quanto rechaçados pelos mais conservadores; aqui, entretanto, à medida que algumas faixas trazem narrativas esperadas, outras procuram explorar outros caminhos, criticando sutilmente a manipulação de certas pessoas e como ela está cansada de lidar com “soldadinhos de brinquedo”.

OUT FROM UNDER

Álbum: Circus

Para além dos singles promocionais, ‘Circus’ tem outras faixas dignas de nossa atenção que despontam na envolvente e mágica profusão musical que Spears encabeça – e, ao contrário do que muitos podem dizer, são as baladas e semi-baladas que tiram o status intocável da cantora e refletem uma insegurança e uma vulnerabilidade que a acompanham desde sua estreia em 1999. Esse é o caso da simplicidade de “Out from Under”, que trata sobre um romance passado que estende suas sombras para um presente marcado pelo ressentimento (resumido no verso “não quero sonhar sobre as coisas que nunca foram”, que abre o tocante refrão).

SLUMBER PARTY

Álbum: Glory

Há uma quantidade sólida de faixas muito boas dentro do espectro comedido de ‘Glory’. Porém, é “Slumber Party” quem rouba os holofotes; produzida pela dupla sueca Mattman & Robin, a track se afasta dos elementos explorados nem ‘Glory’ e permite que uma espécie diferente de reggae-pop venha à superfície, pincelado com a química estonteante entre Britney e Tinashe e com a presença inesperada de marimbas e trompetes.

SWIMMING IN THE STARS

Álbum: Glory (Deluxe)

Glory’ pareceu renascer com o lançamento da versão deluxe, que continha oito novas faixas (algumas delas fazendo jus ao que Britney trouxe de novo à cultura pop). “Swimming in the Stars” se volta para o ecoante e apaixonante lirismo dos clássicos da artista em uma roupagem totalmente contemporânea, cortesia da produção de Matthew Koma e Dan Book, que também assinam os versos. A cândida reflexão promovida pela canção fecha com chave de ouro a jornada do álbum, seja por sua narrativa, seja pelo ótimo uso do electropop.

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Thiago Nollahttps://www.editoraviseu.com.br/a-pedra-negra-prod.html
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.

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