segunda-feira, maio 27, 2024

10 ÓTIMOS Filmes brasileiros protagonizados por Mulheres

O cinema brasileiro vem crescendo cada ano que passa com cada vez mais qualidade em suas produções. Mas ainda é uma indústria (não só no Brasil) com cargos predominantemente compostos por homens, com poucas oportunidades para mulheres brilharem, seja na frente das câmeras, ou atrás das câmeras. É uma questão a se refletir e esperamos que o cenário mude.

Abaixo, segue uma lista bem legal com 10 ótimos filmes brasileiros protagonizados por mulheres:

 

Carvão

Um choque entre dois mundos é a combustão que nos leva para uma estrada de diversos conflitos e escolhas, onde o paradoxo entre a impulsividade e a premeditação vira um reflexo dilacerante da natureza humana. Escrito e dirigido pela cineasta paulista Carolina Markowicz (em seu primeiro longa-metragem), Carvão joga na tela contradições camufladas de dilemas morais e a hipocrisia do julgamento para os que chegam e para os que estão no epicentro dessa história ambientada em uma casa humilde no interior de nosso país. Surpreendente até seu último minuto, somos testemunhas de mais uma grande obra do cinema brasileiro.

 

Pérola

Não deixe de assistir:

Abalou Bauru! Baseado em uma peça de teatro, de enorme sucesso em todo o Brasil, escrita pelo dramaturgo Mauro Rasi, Pérola, segundo trabalho de Murilo Benício como diretor de um longa-metragem, é um projeto cativante, que através de lembranças, memórias, nos leva a olhar pelo buraco da fechadura no campo das emoções e conflitos de uma família, de Bauru, do interior de São Paulo. O principal mérito do roteiro é conseguir fazer rir e chorar de forma constante em uma história de sentimentos diversos ao longo de um recorte de muitos anos. Drica Moraes, uma força da natureza em cena, domina sua personagem com maestria, uma baita atuação dessa fantástica artista brasileira.

 

Regra 34

Vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno, o longa-metragem brasileiro Regra 34 é um chocante projeto que consegue unir em uma mesma trajetória reflexões importantes de nossa sociedade, desde de interpretações sobre leis, dos direitos das mulheres, da violência sob alguns pontos de vistas, até o infinito universo dos desejos ligados aos impulsos virtuais. A cineasta Julia Murat consegue com sua forte protagonista (interpretada pela ótima Sol Miranda) nos levar à 100 minutos de impactantes diálogos e ações. Regra 34 é um filme que demora a sair de nossas mentes, há uma reflexão constante sobre os ótimos temas abordados, principalmente sobre as várias óticas da violência. O projeto faz parte da seleção do Festival do Rio 2022 e também da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo do mesmo ano.

 

O Livro dos Prazeres

Os medos e o duelo sobre a intimidade dentro de um renascer. Baseado na obra Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres de Clarice Lispector o longa-metragem O Livro dos Prazeres dirigido por Marcela Lordy é uma imersão à vida de uma mulher, livre, que busca o entendimento dos seus desejos através de situações onde transbordam suas emoções. Tendo lindas paisagens do Rio de Janeiro como plano de fundo, vamos entendendo aos poucos essa forte personagem que nos apresenta mais um trabalho irretocável de uma das grandes atrizes do cinema brasileiro, Simone Spoladore.

 

Um Broto Legal

A trajetória e as escolhas de uma das primeiras artistas do rock brasileiro. O cenário musical brasileiro é tão vasto e tão fascinante que ao longo de todos esses anos algumas produções nos mostram histórias bastante curiosas sobre os caminhos desses artistas. Um Broto Legal segue nessa linha, nos apresentando mais profundamente o início, meio e parte do fim de uma grande cantora, Celly Campello, que emplacou logo de cara dois grandes sucessos que escutamos até hoje. Buscando em pouco mais de 90 minutos de projeção, nos mostrar o que antes era um sonho e logo vira um estrondoso sucesso na vida da jovem cantora, que ao lado do irmão Tony, conquistaram o Brasil entre as décadas de 50 e 60. A direção é assinada por Luiz Alberto Pereira que é de Taubaté, cidade onde Celly e Tony iniciaram seus primeiros passos na música.

 

Pureza

A força e determinação de uma mãe de muitos. Livremente inspirado em fatos reais, Pureza mete o dedo na ferida em um grave problema que acontece não só no Brasil mas em vários lugares do mundo: o trabalho escravo. Em um país onde a palavra não vale nada, onde há corrupção por todos os lados, o projeto traz à luz feridas em aberto de uma sociedade que tem muitas dificuldades em buscar seus direitos pela lei. Dirigido pelo cineasta Renato Barbieri o filme teve exibição no Festival do RJ em 2019 e só agora em 2022 consegue chegar aos cinemas brasileiros.

 

O Rio do Desejo

A angústia do desejo. Tema de várias obras ao longo do desenvolvimento da humanidade, a traição, o desejo, o amor proibido se chocam em conflitos quase sempre amargurados onde os pontos de vistas se tornam a estradas para reflexões. O Rio do Desejo, do ótimo cineasta Sérgio Machado, nos leva para esse paralelo, uma jornada muito bem construída, objetiva, que busca criar um recorte dentro do universo abstrato do desejo na visão de um quadrado amoroso. Baseada em um conto chamado O Adeus do Comandante da obra A Cidade Ilhada do escritor amazonense Milton Hatoum, o filme consegue dar vida, movimento, a sentimentos conflitantes.

 

A Mãe

A força maternal numa busca imprevisível pela verdade. Premiado no Festival de Gramado e de Vitória, o novo longa-metragem do cineasta Cristiano Burlan, A Mãe, nos leva até a periferia da maior cidade do país onde somos guiados para momentos de tensão, dor, sofrimento, de uma busca desesperada de uma mãe por um filho que desapareceu do dia para noite e se vê em conflitos com vários lados de uma violência constante. No papel principal, a premiada atriz brasileira Marcélia Cartaxo mais uma vez comove o espectador com uma atuação emocionante.

 

Mar de Dentro

Um poderoso recorte sobre a maternidade. Buscando trazer as transformações do corpo e da vida de uma forte protagonista, a cineasta gaúcha Dainara Toffoli nos coloca diante de várias questões que giram em torno da maternidade. Em dúvidas sobre quase tudo que a cerca, a personagem principal, interpretada brilhantemente por Monica Iozzi, busca dar um passo de cada vez dentro de um universo de possibilidades. Seu sofrer vira luto em uma virada que a trama nos apresenta provocando um recorte cada vez mais íntimo de uma mulher em busca das melhores soluções dentro das variáveis que estão no seu presente.

 

Bem-Vinda, Violeta!

Para contar uma história é preciso desprender-se da realidade e embarcar na ficção? Partindo de uma análise bastante ampla sobre o universo sempre peculiar do processo criativo, Bem-Vinda, Violeta! , inspirado no romance ‘Cordilheira’ do escritor brasileiro Daniel Galera, é um filme que navega nas turbulências emocionais de uma protagonista que se descobre em crise através da personagem que está criando para seu novo livro. Fernando Fraiha, um dos diretores do famoso programa Choque de Cultura, volta à direção de um longa-metragem de ficção, após o ótimo La Vingança (2016), nesse filme que é pura reflexão sobre os sentidos da existência humana.

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