O que seria do cinema sem a música? Basicamente nada.

Desde o surgimento dos filmes falados, trilhas sonoras nunca foram deixadas de lado e sempre contribuíram para cultivar mundos fantásticos, envolventes, narcóticos e assustadores – e, caso não tivéssemos esse importante elemento como fonte catártica, o resultado seria bastante diferente.

Por isso, o CinePOP separou uma lista com dez trilhas sonoras icônicas do cinema para ouvir no repeat – e todas elas estão disponíveis nos aplicativos de música.

Confira abaixo nossas escolhas:

CHICAGO

Aproveite para assistir:

Chicago é um dos melhores musicais já feito na história – e também uma das melhores adaptações das últimas décadas. Vencedor de seis estatuetas do Oscar, as atuações impecáveis de Catherine Zeta-Jones, Renée Zellweger e Richard Gere não são o único elemento que nos envolve; afinal, temos também a icônica trilha sonora infundida com instrumentais clássicos do jazz e do blues dos anos 1940 – que deram vida a canções como “Cell Block Tango” e “All That Jazz”.

NASCE UMA ESTRELA (2018)

Lady Gaga tornou-se um dos grandes ícones do pop com sua estreia em 2008, mas a lenda da música nos mostrou um lado mais pessoal e intimista ao produzir e compor a trilha sonora de Nasce Uma Estrela. O remake de levou para casa inúmeros prêmios, grande parte pelo hit “Shallow” (que ultrapassou todas as expectativas e alcançou o patamar de canção mais premiada da história), além de nos encantar com baladas (“Always Remember Us This Way” e “I’ll Never Love Again”) e certas tracks escondidas que mereciam mais atenção (“Diggin’ My Grave”, por exemplo).

MARY POPPINS

Mary Poppins carrega consigo um legado imensurável que ainda o coloca como um dos melhores longas-metragens dos estúdios Walt Disney. Baseado no romance homônimo de P.L. Travers, a história da encantada e austera babá ganhou o mundo e até hoje é redescoberto por fãs de clássicos – que não pensam duas vezes antes de arriscar a cantoria em “Supercalifragilisticexpialidocious” ou na solene “Chim Chim Cher-ee”, que ganharam inúmeras versões com o passar dos anos.

O REI LEÃO (1994)

Facilmente a animação mais adorada por muitas pessoas, O Rei Leão afastou-se da orquestra clássica de outras produções da Casa Mouse e apresentou uma relevante e necessária exploração da cultura africana com a utilização de elementos imediatamente reconhecíveis – fosse nos poderosos vocais de Lebo M. e Mbongheni Ngema (que inclusive retornaram para o remake de 2019), fosse no ressonante instrumental dos batuques e dos tambores arquitetado com tanto esmero por Hans Zimmer.

MARIA ANTONIETA

Com uma atmosfera movida a batidas eletrônicas e ao poder sonoro da guitarra, a trilha sonora de Maria Antonieta é um complemente muito bem-vindo à sua proposital e anacrônica construção narrativa. Seguindo os passos de obras anteriores de Sofia Coppola, o respaldo musical oscila do new wave até o post-punk – e não pensa duas vezes antes de banhar-se em escolhas deliciosamente bizarras, estranhas e inesperadas.

EM RITMO DE FUGA

A trilha sonora de Em Ritmo de Fuga fornece um novo significado ao conceito de mixtape: diferente de outras utilizações da música na indústria cinematográfica, o diretor Edgar Wright optou por imprimir conhecidas e memoráveis canções em um espectro diegético, ou seja, integrado à própria narrativa e transformada em um personagem invisível. Dentre os vários ícones da esfera fonográfica, temos a presença de Sky Ferreira, Queen, Golden Earring – além de fazer um aceno a James Gunn (que fez a mesma coisa com Guardiões da Galáxia.

O MÁGICO DE OZ

Judy Garland teve seu grande momento ao interpretar Dorothy na revolucionária adaptação de O Mágico de Oz; entretanto, para além de sua performance, ela foi guiada por uma trilha sonora irretocável, que começa com a melódica declamação coming-of-age “Somewhere Over the Rainbow” e que trilha um caminho borbulhante com lullabies teatrais, momentos de pura tensão e um épico e emocionante desfecho.

AVES DE RAPINA

“A proeminência de Doja Cat abre a produção com a incrível “Boss Bitch” que, mesmo seguindo uma construção já ouvida antes (ainda mais quando pensamos na transição dos anos 2000 para os 2010), transborda com um delicioso rap guiado por sintetizadores do electro e do dance-pop, entregando uma rendição frenética e inebriante ao extremo – sabendo o momento certo de recuar para um instrumental mais densa e de utilizar os familiares moduladores de voz. Pouco depois, é a vez de Charlotte Lawrence brilhar com as samples emprestadas de Nina Simone em “Joke’s On You”, ganhando um espaço mais que merecido e pavimentando uma trajetória rumo a uma discografia de bastante sucesso.”

GREASE: NOS TEMPOS DA BRILHANTINA

“Tell me more, tell me more” é um dos versos mais conhecidos do cinema e não é por menos: a cativante letra é parte de “Summer Nights”, um dos carros-chefes de ‘Greaser: Nos Tempos da Brilhantina’. O romance musical imortalizou as vozes de Olivia Newton-John e John Travolta em dançantes e enérgicas rendições que incluem também “You’re the One that I Want” e “Look at Me, I’m Sandra Dee”.

CORALINE E O MUNDO SECRETO

Os estúdios Laika são responsáveis por animações que beiram a perfeição estética e que resgatam o gostinho nostálgico dos stop-motion. É claro que Coraline e o Mundo Secreto não ficaria fora do suprassumo do gênero, tendo apavorado diversas crianças por sua visceral e fantástica narrativa e por uma trilha sonora tétrica, amargamente repetitiva, onírica e inebriante por todos os motivos certos – auxiliando a nos carregar ao longo de reviravoltas chocantes e acontecimentos arrepiantes.

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