A Agência Nacional de Cinema (Ancine) definiu um limite para a ocupação de estreia de blockbusters em salas de cinema do Brasil.

A discussão começou com a estreia de ‘Jogos Vorazes: A Esperança — Parte 1‘ em 1.300 salas de cinema no país, 46% do total de complexos cinematográficos.

A medida começa a valer em 1º de janeiro de 2015, para cinemas com mais três salas de exibição.


Confira como ficou o limite:

Cinemas com três a seis salas: O mesmo filme poderá ser exibido em até duas salas.

Aproveite para assistir:

Cinemas com sete e oito salas: Em até duas salas por completo, metade das sessões da terceira sala.

Cinemas com nove a onze salas: até três salas do cinema.

Cinemas com doze a catorze salas: até quatro salas.

Cinemas com quinze a dezoito salas: até cinco de suas salas.


Em entrevista à Folha de São Paulo, Manoel Rangel, presidente da Ancine, revelou trata-se de uma ocupação “predatória” que destrói a concorrência e é desleal com filmes independentes e de orçamento menor.

“Não somos contra os grandes lançamentos, mas contra os lançamentos predatórios, que são os que ocupam muitas telas em poucos complexos. Esses grandes lançamentos têm uma importância para movimentar o mercado, mas o que não pode ocorrer é um lançamento predatório. Quando um filme é lançado em mais de 1.300 salas, como ‘Jogos Vorazes’ele está expulsando outros, homogeneizando a oferta e acabando com a diversidade. O espectador que encontrar apenas um título em quase 50% das salas desiste. É menos ingresso sendo vendido e redução o hábito do cinema.”, afirmou.

A Ancine limitou a estreia de grandes filmes a uma porcentagem menor de salas de cinema para aumentar a concorrência, como acontece nos cinemas na França.

A ação também ajudará as produções nacionais. Em 2013, 120 estreias de filmes brasileiros renderam 26 milhões de ingressos vendidos, um novo recorde. Foi o maior número de ingressos vendidos desde a Retomada, que começou em 1995 com ‘Carlota Joaquina – A Princesa do Brasil‘, de Carla Camurati.

Com o sucesso, Rangel e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, anunciaram a criação de novas linhas de investimento do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA.


A operação, que contará com recursos da ordem de R$ 400 milhões, é uma ação sem precedentes na política pública para o setor audiovisual brasileiro. O montante disponibilizado equivale à soma dos valores oferecidos nas quatro convocatórias anteriores do fundo voltadas para a produção e comercialização de filmes e séries para a TV.

“Com esta medida daremos visibilidade e maior destaque à importância estratégica que este segmento da produção audiovisual brasileira sempre teve para o Fundo Setorial do Audiovisual e para a cinematografia brasileira”, afirmou Manoel Rangel.

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