Autoridades federais dos EUA determinaram que hackers trabalhando em nome do governo da Coreia do Norte foram os responsáveis pelo ataque à Sony Pictures Entertainment. As informações são da CNBC e CNN.

“Nós encontramos ligação com o governo norte-coreano”, confirmou uma fonte da CNBC.

É esperado um anúncio oficial do FBI nesta quinta-feira com a atribuição da culpa ao país, que recentemente ameaçou retaliar os EUA caso o filme ‘A Entrevista’ fosse lançado.

Segundo o New York Times, ao longo das investigações agentes oficiais tiveram “diferenças de opinião” quanto a participação de funcionários da Sony no ataque hacker.


De acordo com a revista Time, ’A Entrevista’, comédia com Seth Rogen e James Franco que satiriza o líder norte-coreano King Jong-Un, teria motivado a ação do grupo de hackers, conhecido como Guardians of Peace (Guardiões da Paz).

No começo do mês, o grupo distribuiu ilegalmente em serviços de compartilhamento online cinco filmes da Sony. Dias depois, descobriu-se que o buraco era mais embaixo.

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Os criminosos começaram a vazar segredos da companhia e de seus executivos, através de e-mails enviados entre eles e a – agora famosa –  Amy Pascal, co-presidente da Sony.

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A ameaça maior, no entanto, veio essa semana, quando os hackers alertaram que os americanos deveriam ficar bem longe dos cinemas que exibissem o longa, sugerindo um ataque com bomba aos locais e relembrando os cinéfilos do terror que foi o ataque de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center, causando pânico e medo nos norte-americanos.

Diante da ameaça de terrorismo, a Sony cancelou o lançamento do filme após várias redes de cinema dos EUAAMC, Regal, Cinemark, Cineplex e Carmiketambém terem suspendido sua estreia, marcada para 25 de dezembro.


“Nós respeitamos e compreendemos a decisão dos nossos parceiros e, é claro, compartilhamos o interesse primordial de segurança dos funcionários e frequentadores dos cinemas”, informou a Sony em comunicado oficial.

Apesar disso, o estúdio ainda procura opções de disponibilizar ‘A Entrevista‘, na tentativa de recuperar parte dos US$ 42 milhões investidos na produção e outros milhões gastos em publicidade. Uma das possibilidades seria o lançamento no serviço premium de video on-demand, segundo a Variety.

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