Coreia do Norte nega ataque hacker à Sony e quer ajudar os EUA

Coreia do Norte nega ataque hacker à Sony e quer ajudar os EUA


A Coreia do Norte voltou a negar que tenha participado do ataque hacker à Sony Pictures e anunciou publicamente hoje, 20, que gostaria de ajudar os EUA criando um inquérito conjunto sobre o ataque virtual em massa que aconteceu no final de novembro. O líder norte-coreano King Jong-Un voltou a afirmar que não tem nenhuma ligação ou responsabilidade em relação ao incidente.

“Sem levar em consideração que os Estados Unidos estão espalhando alegações sem fundamento e nos difamando, estamos propomos um inquérito conjunto. Sem precisar apelar para a tortura como fez a CIA norte-americana, nós temos meios para provar que não temos nada a ver com este incidente”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano à agência KCNA.

Durante um pronunciamento na Casa Branca, o presidente dos EUA Barack Obama afirmou que a Sony Pictures “cometeu um erro" ao desistir de lançar ‘A Entrevista nos cinemas.

"Entendo as preocupações do estúdio, que sofreu significantes perdas, mas acho que cometeram um erro. Não podemos ter uma sociedade em que algum ditador, em algum lugar, comece a impor censura aqui nos Estados Unidos. Eu gostaria que eles tivessem falado comigo antes, porque teria dito para não se intimidarem com esses ataques criminosos", declarou o político.




Quanto a uma represália a Coreia do Norte, que teve seu envolvimento nos ataques à Sony confirmado hoje pelo FBI, Obama disse que os EUA “vão responder à altura”, mas não informou como seria o contra-ataque.

"Uma coisa interessante sobre a Coreia do Norte é que decidiram lançar um ataque por causa de uma comédia satírica com Seth Rogen e James Franco [risos]. Adoro eles, mas é uma comédia. E a decisão da Coreia mostra o tipo de governo que eles têm. Eles causaram danos sérios. Vamos responder, mas não é uma resposta que anunciaremos aqui hoje."

A comédia que satiriza o líder norte-coreano King Jong-Un foi o motivo da ação dos hackers que praticamente destruiu a Sony Pictures. Eles se denominam Guardians of Peace (Guardiões da Paz). O longa vinha sendo duramente criticado pelo embaixador da Coreia do Norte na ONU, Ja Song Nam, que o classificou como “terrorismo disfarçado” e até um “ato de guerra”.

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A Sony pode perder cerca de US$ 75 milhões com o cancelamento da estreia do filme, segundo a Variety - leia mais.

Para tentar recuperar o prejuízo, o estúdio pode eventualmente disponibilizar ‘A Entrevista’ no serviço de vídeo on-demand ou em canais de streaming, como a Netflix. Mas no momento, parece improvável a aquisição do filme por qualquer empresa, em função do medo de ser hackeada também.

Por enquanto, o lançamento de 'A Entrevista' continua garantido no Brasil.

Um dia depois de suspender a exibição da comédia, a Sony postou em seu canal no YouTube um novo e provocativo vídeo.

O comercial reaproveita o lema nacional dos EUA, "In God We Trust" (Em Deus Confiamos), com o slogan “Em Franco e Rogen nós confiamos”.

Veja:

Na comédia, Dave Skylark (James Franco) e seu produtor Aaron Rapoport (Seth Rogen) conduzem o popular programa de TV sobre celebridades "Skylark Tonight". Quando descobrem que o ditador norte-coreano Kim Jong-Un é fã do show, eles marcam uma entrevista com ele na tentativa de conseguirem sua aprovação como jornalistas sérios.

Em uma das cenas do longa, Jong-Un é assassinado ao ser atingido por um projétil de um tanque e ter sua cabeça explodida.

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