Crítica | 30 Monedas – Com Najwa Nimri, Segunda Temporada nos Leva ao INFERNO

Um dos embates mais antigos da humanidade é o conflito entre o bem e o mal. Muitas religiões se fundamentam nesta dualidade que, invariavelmente, acaba também direcionando as ações de muitas pessoas, pois ao mesmo tempo em que imagina-se (ou, ao menos, espera-se) que haja um céu, um paraíso onde todos nós poderemos descansar caso tenhamos sido boas pessoas, esse conceito automaticamente cria um outro espaço de punição para aqueles que não tenham sido bons em vida. Se existe um céu, existe um inferno – e este segundo, por ser um dos locais mais temidos, é um dos espaços que mais ganha liberdade de criação no mundo da sétima arte. E é também o destaque na segunda temporada da série30 Monedas’, que chega essa semana na HBO Max.

Após os eventos bizarros em Pedraza, um pequeno povoado medieval no interior da Espanha, a influência digital Haruka (Najwa Nimri) vai até o local junto com seu câmera para tentar investigar os eventos ocorridos e trazer a verdade para os seus inscritos. Porém, uma vez no local os dois começam a perceber que forças ocultas muito mais perigosas, entre outros agentes, podem estar por trás do que realmente aconteceu com a população daquele povoado, de modo que a vida de ambos passa a correr risco. Paralelamente, Paco (Miguel Ángel Silvestre) visita diariamente o grande amor de sua vida, Elena (Megan Montaner), que está em coma, internada em um hospital. Porém, à medida que passa a ter visões inexplicáveis, Paco começa a temer pela vida de sua amada, e fará de tudo para tirá-la daquela condição, sem saber que, na verdade, Elena não está em coma, mas sim que sua alma está presa no inferno.

De volta com oito episódios com quase uma hora de duração cada, a segunda temporada de ‘30 Monedas’ começa literalmente tocando o terror. Enquanto a vida terráquea segue quase no marasmo mundano, explicado na sinopse acima, as coisas no submundo se projetam assustadoramente terríveis para o espectador. A produção não poupa esforços em chocar quem assiste a série: para tal, há monstros esteticamente horrorosos, de aspecto agressivo e fisicamente assustadores, inseridos em um ambiente sombrio que ao mesmo tempo parece um grande baile estilo ‘De Olhos Bem Fechados’, também nos remete às influências dantescas e da mitologia grega, que tanto descreveram esse imaginário para a sociedade ocidental.

A entrada de Najwa Nimri ao elenco agrega ares de popstar à produção, uma vez que a atriz participou de grandes séries badaladas no mundo pop, como ‘La Casa de Papel’ e ‘Vis a Vis’. Através de uma pegada de investigação policial que conduz o enredo desta segunda parte ao espectador, o diretor Álex de la Iglesia explora o mote das moedas amaldiçoadas (em referência ao pagamento que Judas teria recebido ao trair Jesus) para construir tramas nas quais nenhum personagem está a salvo em nenhum dos ambientes, remetendo-nos ao conceito previamente trabalhado por ele em seu longa ‘O Dia da Besta’.

Desse modo, para quem é fã do terror clássico (com certa tolerância para algumas cenas gore e/ou slasher), essa segunda temporada é um prato cheio para deixar a imaginação correr solta e passar as noites em claro com medo do escuro, ou para maratonar no Halloween, pois ‘30 Monedas’ é uma das melhores séries de terror da atualidade.

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