Crítica | Alerta Máximo – Gerard Butler Mantém Tensão do Início ao Fim em Ótimo Filme de Ação

Época de férias de verão no Brasil é isso: nos cinemas, os gêneros mais pedidos são sempre a comédia e a ação. A galera que gosta de se refugiar no ar-condicionado da sala de cinema quer se escangalhar de rir ou ver muita explosão e cenas impossíveis na tela grande. Sabendo disso, as distribuidoras já buscam títulos com essas características para trazer ao público nacional nessa época do ano, e, para abrir a temporada 2023, chega no próximo dia 26 de janeiro o ótimo ‘Alerta Máximo’.

Experiente piloto de avião, Brodie Torrance (Gerard Butler) está prestes a reencontrar sua filha, Daniela (Haleigh Hekking) no Havaí para o Ano Novo. Uma vez que ela estuda na Califórnia e ele mora no sul asiático, esta será a primeira vez que os dois vão se reencontrar em três anos. Mesmo frente a uma forte tempestade no mar e com apenas quatorze passageiros a bordo, Torrance garante que chegará a tempo para abraçar a filha antes do fim do ano. Nem mesmo quando é surpreendido por um guarda armado que comunica precisar extraditar um detento, Gaspare (Mike Colter, o querido ‘Luke Cage’), de volta aos Estados Unidos o piloto não vê problema, afinal, o voo está praticamente vazio. Porém, quando o avião é atingido por um raio no meio da viagem, Torrance precisará da ajuda do copiloto Dele (Yoson An) para pousar o avião comercial em segurança, mesmo sem saber os perigos que o novo local poderá acarretar.

Em quinze minutos de exibição, todo o plot do filme, acima descrito, é apresentado ao espectador, o que faz com que a adrenalina de quem está assistindo suba vários níveis logo de cara. O bom roteiro de J. P. Davis e Charles Cumming não perde muito tempo com baboseiras periféricas (ainda que as partes sentimentais do longa soem forçadas e meio corta-climas, como o fato de o protagonista fazer todo o esforço possível para voltar “para casa” – argumento esse que basicamente conduz a maioria dos filmes de guerra, que tenta posicionar o protagonista como herói) e vai direto ao ponto, fazendo com que as uma hora e quarenta e sete de filme sejam de conteúdo dramatúrgico sem excessos.

Jean-François Richet faz uma ótima alternância de estilos de filmagem: primeiro no modo tradicional, filmando os personagens do meio pra cima no plano; depois, quando a ação começa, acompanha os protagonistas em close-up, aproximando ainda mais o espectador do clima de tensão que vai se configurando no enredo; então, alterna uma vez mais para POV em primeira pessoa, agraciando os fãs de videogame de bangue-bangue, que se sentirão parte da tropa de ‘Alerta Máximo’; por fim, voltando a se distanciar, de modo que a gente também se sente à vontade para relaxar um pouco na cadeira.

Sem parecer, ‘Alerta Máximo’ é um ótimo filme de ação com generosas doses de suspense, mantendo a tensão lá em cima quase até o fim. Com uma boa história e boas atuações, vai agradar a quem for conferi-lo nas telonas.

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