Relacionar-se com outras pessoas nunca foi fácil, seja no passado ou nos tempos atuais. Hoje, talvez, seja até mais difícil – nós não temos tempo, não encontramos a pessoa certa, tentamos ir nos distraindo com as erradas e, no final das contas, ficamos frustrados com tanto investimento e pouco resultado. Mas então inventaram os aplicativos e redes sociais de namoros que, de uma forma ou de outra, dizem que você encontrará o amor da sua vida através da plataforma deles. Será?

Ao menos foi nisso que acreditou Nick Evans (Damon Wayans Jr.) ao se inscrever no site ‘Amor Garantido’, que – vejam só – garantia que qualquer um encontraria o amor através do site. Só que Nick já foi a mil encontros com mulheres e ainda não encontrou o amor da sua vida. Sim, MIL encontros. Decepcionado, ele decide contratar a advogada Susan Whitaker (Rachel Leigh Cook) para processar o site de relacionamento.


Em uma hora e meia de duração, ‘Amor Garantido’ constrói uma atmosfera deliciosa para os fãs de comédia romântica. Embora o argumento do filme seja questionar a ética e a eficácia dos sites de relacionamento, o roteiro de Elizabeth Hackett e Hilary Galanoy parte de Susan Whitaker para contar o filme. A acertada decisão de jogar o protagonismo na personagem mulher faz a diferença na narrativa: ao fazê-lo, aproxima o público alvo da trama. Mais ainda: por ser a protagonista uma advogada, o roteiro encontra bastante espaço para demonstrar o peso que ter uma carreira e o negócio próprio recai nas mulheres, que são sempre cobradas de terem um relacionamento amoroso.

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Aliás, vamos falar um pouquinho da advogada Susan Whitaker, cujo guarda-roupa é de inspirar qualquer uma. Tudo que ela usa é muito fofo, até mesmo o carro! E a química entre os dois protagonistas é sincera, fazendo o espectador realmente torcer pela felicidade deles. Nessa desventura amorosa em busca do ‘Amor Garantido’, temos até uma participação especial de Heather Graham, como a afetada dona do site de relacionamentos e a hilária parceria entre Sean Amsing e Lisa Durupt, como os assistentes de Susan Whitaker.

É claro que aqui e ali o roteiro dá umas escorregadas meio nada a ver – especialmente com a repetição de piadas meio “espontâneas” demais, que ficam totalmente deslocadas na cena –, mas nada que comprometa a evolução do enredo. Portanto, o comando de Mark Steven Johnson na direção alcança o resultado esperado pelo espectador: um filme leve, descontraído e na medida para quem ama filmes com finais felizes. Aliás, o próprio final, é tão bem-feitinho, que, caramba, que alegria que dá!

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