Crítica | ‘Amor(es) Verdadeiros’ Surpreende Pela Sua Profundidade Dramática

Você é dessas pessoas que adora um filme bem emocionante? Desses que você sai da sala de cinema e ainda fica um tempão pensando no que acabou de assistir? Que fica refletindo sobre a história do filme, imaginando o que você teria feito no lugar dos personagens, caso a sua vida fosse parecida com a deles? Pois é, faz tempo que a gente não tem um filme assim no circuito, não é? Bom, se você é da turma dos que gostam de levar um lencinho para a sala de cinema, sua espera terminou, com o filme ‘Amor(es) Verdadeiros’, que estreia no circuito a partir do dia 18 mas já neste final de semana ganha seções antecipadas, visando as celebrações do Dia das Mães.

Emma (Phillipa Soo) e Sam (Simu Liu) são melhores amigos desde a escola. Quando adolescente, Emma tinha um crush por Jesse (Luke Bracey), o bonitão atlético por quem todo mundo babava. Ao mesmo tempo, Sam era completamente apaixonado por Emma. Após uma festa, Emma e Jesse se aproximam, e descobrem que foram feitos um para o outro. Apaixonados, a relação dos dois dura seis anos ao redor do mundo, com muitas viagens a lugares paradisíacos sobre os quais ela escrevia e ele fotografava. A vida perfeita dos dois culmina no casamento igualmente perfeito deles. Porém, um ano depois, Jesse sofre um acidente e é tido como morto. Quatro anos se passam e Emma decidiu seguir sua vida, reaproximando-se de Sam, e, por fim, ficando noiva dele. Mas um telefonema de Jesse, comunicando estar vivo e voltando pra casa, fará com que a vida desses três personagens se embaralhem, e agora Emma terá que decidir com quem quer ficar.

Baseado no livro homônimo de Taylor Jenkins Reid, ‘Amor(es) Verdadeiros’ é desses romances profundos, que suavemente vai se inclinando para o drama, sem tirar o pé do freio – ou seja, apesar de a história convidar o espectador a mergulhar de cabeça num drama sem saída, também não faz com que a gente saia da sala de cinema completamente arrasado; ao contrário, é desses filmes que deixam uma sementinha de reflexão na cabeça de quem o assiste.

A sintonia com que o trio de protagonistas conduz a história faz com que seja impossível para a gente tomar partido por qualquer um deles. Mérito da química dos atores com roteiro de Alex J. Reid e Taylor Jenkins Reid, de modo que os dois rapazes são apresentados de maneira justa, com suas qualidades exaltadas dentro de um espaço com igual importância na história de Emma; assim, não dá para escolher um ou outro, porque os dois são incrivelmente legais e defensáveis dentro do universo do filme. Também é a protagonista Emma é retratada de maneira honesta, vivendo os dois momentos de sua vida com o coração aberto e sincera com suas emoções, levando a história para além da escolha do gatinho perfeito, mas, acima de tudo, sobre ela mesmo.

A primeira metade de ‘Amor(es) Verdadeiros’ talvez dê uma cansada por conta dos constantes fade in/ fade out (que é quando a câmera fecha, aí entra uma tela preta, depois abre já numa outra cena, conectando dois momentos num pequeno salto no tempo); a frequência com que o diretor Andy Fickman faz isso acontecer, especialmente no primeiro e no segundo arco, incomoda, até porque a maioria delas poderia ter sido substituída por outros tipos de transição, sem tanto picote.

Amor(es) Verdadeiros’ é um filme cativante, ótimo para assistir numa tarde chuvosa agarradinha com alguém. Uma ótima pedida para reconectar com suas emoções e com a pessoa a quem você ama.

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