Crítica | Boogeyman: Seu Medo é Real – TERROR sobre o Bicho-Papão capricha nos Jumpscares

Toda vez que o nome Stephen King aparece em uma produção cinematográfica os cinéfilos de plantão já ficam de olho: vem aí uma nova história de terror com potencial de arrepiar os cabelinhos do braço. O que muita gente esquece é que Stephen King, além de ser conhecido como um dos maiores escritores de terror de todos os tempos, também é autor de um bocado de histórias sem pé nem cabeça, dentre ficção-científica, drama e suspense. Tendo criado dezenas de histórias, nem sempre ele acerta – que dirá as produções que se baseiam na sua imaginação. É o caso de ‘Boogeyman: Seu Medo é Real’, inspirado em um conto do mestre do terror e que chega a partir de primeiro de junho às salas de cinema do Brasil.

Sadie (Sophie Tatcher, de ‘Yellowjackets’) e Sawyer (Vivien Lyra Blair, a jovem Princesa Leia de ‘Obi-Wan Kenobi’) perderam a mãe há pouco mais de um mês. Elas tentam voltar à rotina, retornando às aulas na escola, mas está difícil, especialmente porque o pai Will (Chris Messina) não quer se abrir com elas sobre o ocorrido, deixando especialmente Sadie, a mais velha, sozinha para lidar com toda a situação. Certo dia o pai, que é psicólogo e tem um escritório dentro de casa, recebe uma visita bizarra de um homem chamado Lester (David Dastmalchian), que alega não ter matado os próprios filhos e que uma espécie de assombração, a quem dá o nome de Bicho-Papão, o está atormentando. Quando uma tragédia ocorre dentro da casa desta família, algo sinistro começa a assustar as duas irmãs, especialmente à noite, quando as luzes estão apagadas. Agora elas precisam convencer o pai que é verdade o que dizem e precisam também sobreviver, afinal, a criatura parece querer matá-las.

Boogeyman: Seu Medo é Real’ tem uma boa premissa e alguns jumpscares bastante eficientes, mas as quase uma hora e cinquenta de filme não entregam cenas realmente macabras. São poucos os momentos em que realmente vemos o tal Bicho-Papão – aliás, se esse tivesse sido este o título na versão brasileira talvez atraísse melhor o público, deixando mais evidente do que se trata a trama.

Como a história é centrada majoritariamente nas atuações das duas atrizes jovens, destaca-se a competência de Vivien Lyra Blair, que, apesar da pouca idade, consegue ser extremamente expressiva, especialmente quando não precisa falar em cena e faz cara de quem está assustada. Sozinha ela protagoniza cenas melhores do que Chris Messina, o adulto na trama.

É compreensível que, inspirado em um conto, o filme precisasse criar elementos para preencher o espaço, entretanto, o roteiro de Scott Beck, Bryan Woods e Mark Heyman acaba dando tempo demais ao drama pessoal da morte da mãe e da incapacidade de sociabilização da adolescente, o que quebra o ritmo do suspense crescente.

O diretor Rob Savage constrói um filme que entretém o suficiente para manter nossa atenção no transcorrer da narrativa, mas poderia ter sido um pouquinho mais assustador, inclusive por este ser o trabalho mais significativo de sua carreira. ‘Boogeyman: Seu Medo é Real’ entretém, mesmo que não te aterrorize.

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