sexta-feira, maio 24, 2024

Crítica | Jorge da Capadócia – Superprodução Conta a História do Santo Guerreiro Mais Amado do Brasil

O Brasil é um dos maiores países em extensão geográfica do mundo. É também um dos países mais católicos não só das Américas, mas também em comparação aos outros continentes. É, ainda, um território no qual o sincretismo religioso foi uma das estratégias às quais centenas de pessoas escravizadas que para cá vieram trazidas recorreram, nos primeiros séculos das invasões europeias, para poder cultuar seus deuses, suas religiões e suas crenças. E uma dessas figuras mais amadas do país é Jorge, soldado que mais tarde foi santificado e, mais recentemente, sua data de culto se tornou feriado em muitas cidades brasileiras. O amor por este santo e agora retratado numa leitura cinematográfica e biográfica com o filme ‘Jorge da Capadócia’, produção nacional que chega a partir do dia 18 no circuito com o intuito de celebrar o dia de São Jorge, comemorado em 23 de abril.

No século 3 depois de Cristo, o povo cristão começa a sofrer perseguição por conta do imperador romano Diocleciano (Roberto Bomtempo), que impõe que os súditos do Império Romano só podem cultuar e possuir objetos dos deuses romanos. Para colocar em prática suas leis, o imperador Diocleciano pede para que seus comandantes Jano (Adriano Garib) e Jorge (Alexandre Machafer) cumpram as novas imposições, invadindo as residências atrás de cristãos. Acontece que tanto Jano quanto Jorge são cristãos e se sentem divididos entre o dever militar e a sua crença particular. Quando o conselheiro do imperador, Otávio (Ricardo Soares) entra na jogada para fazer valer a vontade do imperador, e a mãe de Jorge adoece profundamente, Jorge decide resistir aos desvarios do imperador e lutar pelo seu direito religioso, e pela vida de todos os cristãos. Mas, ao se recusar a seguir as ordens, Jorge se torna um alvo e passa também a ser perseguido pelo exército do imperador Diocleciano.

Em quase duas horas de duração duas coisas surpreendem em ‘Jorge da Capadócia’. A primeira delas é o grande investimento feito principalmente na pós-produção, evidente nas cenas do voo do dragão e da luta de Jorge com ele. Com ares de épico bíblico, lembra grandes produções internacionais, como ‘Game of Thrones’. O segundo ponto é a superprodução que envolve o filme, incluindo locações cuidadosamente decoradas para reconstruir uma época a qual se tem poucos registros. E aí nesse ponto é incluído o figurino pensado em detalhes (até mesmo no rasgadinho do capuz), a produção de arte com os elementos de cena milimetricamente calculados e, lógico, a maquiagem, que poupou o uso de sangue em todas as cenas de luta para poder realçar o momento de tortura sofrida por Jorge quando de sua prisão. Para quem acompanha as novelas religiosas da rede Record, a estética é bem semelhante.

Com roteiro de Matheus Souza (que recentemente dirigiu os filmes ‘Tá Escrito’ e ‘Anavitória’), o filme é dirigido por Alexandre Machafer, que também produz e atua no papel principal. Sem contar com verbas públicas, ‘Jorge da Capadócia’ traz qualidade e dedicação de elenco e equipe para exibir em imagens a história desse que é um dos mais queridos e cultuados santos no Brasil.

Para aqueles que não conhecem a história, ‘Jorge da Capadócia’ é uma boa dica para tomar conhecimento de quem foi o soldado Jorge e como ele se tornou o santo guerreiro a quem tanta gente ama. Para aqueles que já conhecem a trajetória desse herói, o filme é a pedida para começar o fim de semana de celebrações do santo guerreiro.

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