Você conhece os ‘Minions’. Sim, aquelas criaturinhas arredondadas, amarelas, que usam macacões jeans com têm falas ininteligíveis e que conquistaram o coração da pimpolhada mais nova (e muitos adultos também). Após o enorme sucesso como coadjuvantes do vilão Gru em ‘Meu Malvado Favorito’, os sujeitinhos ganharam o primeiro filme solo, lançado em 2015, com o intuito de surfar na onda do sucesso. Na aventura, os amarelinhos percorriam uma verdadeira jornada pela Europa, envolvendo a rainha da Inglaterra e tudo. Porém, duas coisas não funcionaram bem naquele primeiro filme: o fato de os protagonistas não falarem (ainda que isso seja positivo na acessibilidade) e a ausência de Gru, que faz o contraponto fundamental para que as criaturinhas amarelas sejam engraçadas. Agora, corrigindo esses dois percalços do anterior, finalmente chega aos cinemas a sequência ‘Minions 2: A Origem de Gru’.


Quando Gru (novamente dublado por Steve Carell/Leandro Hassum) tinha onze anos e três quartos, ele tinha um sonho: participar do Sexteto Sinistro, o maior e mais temido grupo de vilões do mundo. Só que, no passado, um dos integrantes, Willy Kobra (Alan Arkin/Gesteira), desaparecera, e agora Donna Disco (Taraji P. Henson/Sarito Rodrigues), Jean Garra (Jean-Claude Van Damme/Bruno Rocha), Svengança (Dolph Lundgren/Garcia Jr.), Punho de Aço (Danny Trejo/Marco Dondi) e Irmã Chaco (Lucy Lawless/Telma da Costa) estão a procura de um novo malvadão para compor o grupo, e acabam enviando um convite para Gru. Animado por finalmente começar sua carreira na vilania, Gru decide embarcar na aventura, deixando para trás seus fiéis escudeiros – que, claro, não vão deixar o mini-mestre sozinho e acabam indo junto, afinal, a amizade é maior do que a malvadeza.


Curtinho, com apenas uma hora e vinte de duração, e sem pós-créditos, ‘Minions 2: A Origem de Gru’ tem o formato certo para agradar tanto a garotada quanto aos pais que os acompanha no cinema. Ao mesmo tempo em que o roteiro de Matthew Fogel para a história de Brian Lynch se preocupa em incluir cenas de suave escatologia para arrancar risadas dos pequenos (piadas envolvendo pum, bumbum, cocô e outras nojeirinhas), também trabalha, de maneira não profunda porém evidente, a importância da passagem do saber dos mais velhos aos mais novos, a valorização do conhecimento (dos avós), que andou sendo desprezado pela juventude mas que atualmente vem sendo resgatado. Louvável!

Outro ponto forte que faz toda a diferença nesta sequência é, novamente, o belo trabalho da equipe de dublagem e tradução, que não só modulou a voz de Hassum para ficar mais juvenil e encaixar no personagem pré-adolescente, como também conseguiu alocar uma penca de piadas maravilhosas de fácil absorção pelo público brasileiro ao cenário original, que já anuncia a adoração por penca de bananas que os ‘Minions’ têm.

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Por inserir novos personagens, o diretor Kyle Balda expande o universo maléfico de modo que a partir de agora a franquia consegue andar com duas linhas narrativas em paralelo, que se complementam. Assim, ainda que ‘Minions 2: A Origem de Gru’ não trate de fato o começo da relação entre Gru e os ‘Minions’, ilustra bem como o rapazote começou a caminhar pela estrada da vilania. Recheado de referências a filmes de ação (de ‘Rambo’ e ‘Rocky’ a ‘O Clã das Adagas Voadoras’) e outras tantas ao universo pop (como a banda KISS e os desenhos dos Looney Tunes), ‘Minions 2: A Origem de Gru’ supera, de longe, o primeiro filme, e arranca boas risadas do espectador. Pra ver com a família, com os amigos ou mesmo sozinho, pois é diversão garantida!


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