terça-feira, fevereiro 20, 2024

Crítica | Nimona – Último Projeto da BlueSky estreia na Netflix e é uma Grande SURPRESA

Você lembra da Blue Sky? Era o braço que produzia filmes de animação na finada 20th Century Fox, empresa que foi aglutinada à corporação dos estúdios Disney e que foi responsável, dentre outros, pela realização de sucessos como ‘Rio’ e ‘O Touro Ferdinando’. Porém, desde que houve o anúncio da venda da Fox, muitos projetos acabaram sendo engavetados, cancelados ou simplesmente transferidos para outras soluções, uma vez que, com a compra, a Disney acabou optando por não levar para sua plataforma tudo o que estava em andamento. Foi o caso da animaçãoNimona’, o último projeto da Blue Sky que acabou sendo interrompido e, posteriormente, foi desmembrado e reposicionado por suas produtoras investidoras. Agora, depois de tanto tempo, finalmente o longa de animação ganhou seu espaço com o público, através da Netflix, que, silenciosamente, lançou o filme em sua plataforma.

Ballister Coração Bravo (na voz original de Riz Ahmed) está prestes a se tornar escudeiro do reino de fulano. Ele será o primeiro plebeu a ocupar o posto, pois as regras são de que apenas os herdeiros diretos de Gloreth, fundadora da cidade, tem o dever e a honra de proteger a população. No ato de sua nomeação como protetor, um acidente ocorre e Ballister acaba sendo visto como criminoso e desertor. Anos se passam com Ballister vivendo no exílio, até que, certo dia, ele recebe a misteriosa visita de Nimona (Chloë Grace Moretz), uma jovem espevitada e que vê nele a sua chance de provar para a sociedade que os vilões também têm sentimentos. Acontece que Ballister não se vê como vilão e quer provar sua inocência, especialmente diante de Ambrosius Ouropelvis (Eugene Lee Yang), seu amor. Dessa parceria inusitada, muitas verdades acabarão vindo à tona, o que impactará no reino como um todo.

Misturando diversas técnicas de desenho – dentre colagem, 2D, 3D, entre outros – ‘Nimona’ é surpreendente, mas, ao mesmo tempo, é um filme muito doido. Baseado na HQ homônima de Nate Stevenson, a história inicialmente parece sem pé nem cabeça, pois mistura cavaleiros medievais num tempo futurista inseridos numa trama que envolve contos de fada, metamorfos e, de quebra, ainda é inclusiva, uma vez que o protagonista é gay e amputado – sendo ambas as características tratadas com muito respeito pelo roteiro.

Ainda assim, 2/3 do filme passam uma sensação de que a coisa toda é uma grande despedida sem sentido da equipe da Blue Sky, que, sei lá, sabendo que iam ser demitidos, parecem ter chutado o balde. Não são poucas as cenas e as falas que surpreendem pela “sinceridade” dos personagens, mesmo para um projeto independente. A protagonista Nimona, por exemplo, não tem nenhum filtro nem empatia ao jogar verdades na cara dos personagens e em ter um particular gosto pelo caos, além de se transformar em vários animais com o intuito declarado de destruir tudo, deixando tanto o espectador quanto seu co-protagonista Ballister de sobrancelhas arqueadas.

Nimona’ tem um quê de ‘Shrek’ com ‘Como Treinar Seu Dragão’ e ‘Wolfwalkers’. É fofo, levemente punk rock, sem noção e, quando você menos espera, te dá uma rasteira e arranca lágrimas dos seus olhos. Uma despedida melancólica que mostra todo o potencial de um estúdio e de seus profissionais que vão deixar saudades pelo dom de trazer algo de diferente no mundo um tanto homogeneizado das animações.

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