terça-feira, fevereiro 27, 2024

Crítica | Nosso Natal na Fazenda – O ‘Babe, O Porquinho Atrapalhado’ Natalino da Netflix

Qualquer pessoa que cria uma criança numa cidade grande em algum momento da vida se pergunta se seria melhor sair do centro urbano e ir morar em algum lugar mais próximo à natureza, com menos poluição, estresse, violência e todos os males das cidades grande. Claro, o interior tem muitas vantagens para a criação e o desenvolvimento das crianças, e esse mote já foi muitíssimo abordado na sétima arte – especialmente por países como Estados Unidos e Inglaterra, que parecem ter uma cultura de “ou cidade ou campo”, como se ambos os cenários não pudessem coexistir em uma mesma realidade. Trazendo uma versão natalina desse mote, chegou recentemente à Netflix o longa ‘Nosso Natal na Fazenda’, uma das apostas de fim de ano da gigante do streaming para seus assinantes.

Matt Cunningham (Scott Garnham) é viúvo e pai de cinco filhos. Todos os dias ele tenta dar conta de criá-los, mas sempre os atrasa para a escola e, por consequência, também se atrasa no trabalho, onde é gerente de projeto de marketing. Certo dia, duas coisas inacreditáveis acontecem: a primeira é que sua chefe (Ashley Jensen) encarrega a ele a principal campanha do ano, cujo contrato com o cliente garantirá o emprego de todo mundo na empresa, e Matt também recebe uma misteriosa carta, comunicando-lhe o testamento de seu desaparecido pai, que deixa a seus cuidados a Fazenda do Visco, no interior do país. Numa tentativa de conciliar todas as pendências, Matt decide levar os filhos para uma temporada na tal fazenda, imaginando que lá as crianças fossem se divertir enquanto ele cuidaria da venda do imóvel e também trabalharia na tal campanha da empresa. O que ele não esperava era encontrar resistência dos moradores da região, altamente conectados com o local, atrapalhando todos os seus planos.

Escrito e dirigido por Debbie Isitt, ‘Nosso Natal na Fazenda’ tenta trazer um clima meio ‘Babe: O Porquinho Atrapalhado’ com ‘Nanny McPhee – A Babá Encantada’ e ‘Esqueceram de Mim’, indo para todos os lados sem se preocupar com qualquer coerência. Parece que o longa foi escrito para trazer o que há de melhor nesse tipo de filme (aventura, bichinhos fofinhos, crianças brincando com bichinhos, um cara adulto agindo como se fosse criança para mostrar que o mundo mágico é melhor que a realidade, um cenário pitoresco) somado à necessidade de obedecer certas demandas atuais, mas faz tudo de maneira mal feita e estereotipada. Por vezes o filme dá atenção a assuntos sem desenvolvê-lo (a suposta problemática do menino que sofre bullying na escola por gostar de usar coisas brilhantes, mas isso não é mostrado, não tem consequência nem influencia na trama, ou seja, é apenas jogado no roteiro) e por outras simplesmente resolve de maneira bem infantil pontos que deveriam ser trabalhados com mais de cuidado, ou simplesmente excluídos do enredo, se estavam atrapalhando (como a resolução do tal projeto de Matt, tratado como um dever de casa de escola).

Numa vibe beeeem Sessão da Tarde, ‘Nosso Natal na Fazenda’ é um filminho família para deixar os vovôs e as crianças reunidas na sala, entretidos com uma historinha boba, enquanto papais e mamães cuidam dos preparativos da ceia. Misturando aventura com protagonismo infantil e muitos animaizinhos, é bem o tipo de produção pensada tão somente nos pequenos mesmo.

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