Sim, é isso mesmo: um desenho de terror francês bem emozinho acaba de ser anunciado como um dos finalistas na corrida pelo Oscar 2020! E sabem o que mais? ‘Perdi Meu Corpo’ também estava indicado ao Critics Choice e levou o prêmio especial do Júri em Cannes 2019. E você nem ouviu falar dele, né?

            Acontece que ‘Perdi Meu Corpo’ é uma animação francesa com um estilo de traço bem semelhante ao de uma HQ bem raiz, com um roteiro simples, porém profundo. E tudo bem a gente ficar lembrando da mãozinha de ‘A Família Addams’ o tempo todo – que provavelmente inspirou a história –, só que nesta animação ela ganha sentimentos, e isso faz toda a diferença.

Na trama, Naoufel é um rapaz imigrante na caótica Paris. Ele divide um quartinho apertado com um sujeito mau-caráter, trabalha como entregador de pizza e é péssimo em cumprir o horário da entrega. Um dia, durante uma chuva torrencial, ele tenta entregar uma pizza para uma moça, porém não consegue chegar a tempo nem tampouco abrir a porta do prédio. Preso na chuva, ele fica conversando com ela pelo interfone e, dias depois, Naoufel fica pensando na jovem e meio que decide stalkeá-la. Então, alguns acontecimentos ocorrem na trama e Naoufel perde a mão.

            Só que toda essa história, vejam só, é contada pelo ponto de vista da mão, através das memórias dela. Sim, isso é muito louco! O roteiro de Guillaume Laurant e Jérémy Clapin (que também dirigiu o longa) reconta os passos da mãozinha (pera, isso ficou meio esquisito, rs) desde o hospital até o ponto de partida da história, antes de avançar no futuro.

O espectador vai acompanhando a jornada da mãozinha pela cidade, procurando seu corpo através dos muitos desafios que uma capital cosmopolita oferece às criaturas pequenas. Aliás, nessa parte a mãozinha se assemelha bastante a um bichinho assustado, e é impossível não sentir empatia por ela, por mais bizarro que seja.

            Com uma boa trilha sonora, ‘Perdi Meu Corpo’ faz uso da figura da mão para alegoricamente trabalhar temas profundos e humanos, como a busca pela identidade perdida em um país diferente da sua cultura; o primeiro amor; o contraste cultural; a depressão e o isolamento da juventude. É um filme belo, porém triste, especialmente nos 19 minutos finais; inovador, porém com uma estética que nos remete à uma história de terror bastante presente em nosso imaginário; e que, ao misturar técnicas de animação, aproxima sua história mucho loca à realidade do espectador. Ah! E está disponível na Dona Netflix.

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