quarta-feira, fevereiro 21, 2024

Crítica | Perlimps – Animação de Alê Abreu é como um ‘O Pequeno Príncipe’ Brasileiro

O ano de 2023 começa com tudo na indústria cinematográfica brasileira. E, particularmente, no campo da animação, o Brasil começou o ano mostrando que tem muita técnica e muita coisa boa para apresentar ao público – de todas as idades. Em janeiro, tivemos a estreia em circuito do longa de animação ‘Chef Jack: O Cozinheiro Aventureiro’, e agora, após pré-estreia durante o Festival do Rio 2022, a partir do próximo fim de semana teremos a estreia nas salas de cinema nacionais do segundo longa animado brasileiro do ano: a aventura ‘Perlimps’.

Claé (com dublagem de Lorenzo Tarantelli, que empresta sua voz ao protagonista de ‘Young Sheldon’) é uma jovem criaturinha do Reino do Sol parecida com uma raposa, mas que, na real, é um agente infiltrado na floresta, com a missão de captar os sinais e descobrir a localização dos ‘Perlimps’, únicos seres capazes de barrar o avanço do Capitão Dourado e da grande inundação, que ameaça a estabilidade da floresta. Enquanto realiza sua missão, Claé descobre que não está sozinha: Bruô (na voz de Giulia Benite, a Mônica de ‘A Turma da Mônica’), uma criaturinha que parece um urso, oriunda do Reino da Lua, o está seguindo e acaba se juntando a ele na aventura, cuja trajetória ainda faz com que cruzem seus caminhos com o sábio João de Barro (voz de Stênio Garcia).

Ao longo dos cento e vinte minutos de duração (tempo ideal para a criançada mais novinha), ‘Perlimps’ é uma aventura deslumbrante aos olhos, com uma técnica de traço bastante suave e autoral. A mistura de cores ajuda a construir o aspecto lúdico no filme de Alê Abreu (da animação ‘O Menino e o Mundo’, de 2013), ora alterando em tons mais escuros/azulados, ora mais alaranjados, de acordo com o protagonismo do longa que alterna entre os fofíssimos e agêneros Claé e Bruô.

A história já começa com a aventura acontecendo, o que pode causar certa estranheza, especialmente com o público mais jovem que talvez precise de uma introdução mais mastigada. O roteiro vai sendo costurado a partir da entrada dos elementos na trama e que não são comuns à nossa realidade. Após meia hora as peças começam a se encaixar, ainda que através de metáforas e subtextos, se assemelhando bastante à construção narrativa do clássico da literatura infantil ‘O Pequeno Príncipe’.

A seu modo, ‘Perlimps’ tenta mostrar os impactos da destruição das florestas por parte das hidrelétricas e outros invasores (como os garimpeiros, madeireiros, etc), mas não de maneira drástica. Não à toa, o longa tem a produção de Luiz Bolognesi (‘A Última Floresta’) e Laís Bodanzky (‘Bicho de Sete Cabeças’), cineastas bastante engajados com a preservação do meio-ambiente.

Perlimps’ é uma fábula metafórica esteticamente apaixonante, para ser vista não só pelas crianças, mas também por adultos, para que a conversa sobre a importância da floresta em pé comece desde a primeira infância.

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