terça-feira, fevereiro 20, 2024

Crítica | Power Rangers: Agora e Sempre – Especial da Netflix é Ruim, Mas Bate uma Nostalgia…

Se você tem mais de 30 anos você cresceu acostumado à hora do almoço ser a hora de morfar. Saudosa época em que as manhãs da semana eram preenchidas na televisão aberta com conteúdo infantil e juvenil, e a garotada foi presenteada com toda sorte de desenhos e aventuras para prendê-las vidradas na telinha. Uma dessas franquias completa exatos 30 anos este ano, e, como forma de homenagem, a Netflix produziu um especial da franquia ‘Power Rangers’: uma aventura que estreou essa semana aos assinantes da plataforma, com o nome ‘Power Rangers: Agora e Sempre’.

O pior pesadelo dos Power Rangers aconteceu: Rita Repulsa (Barbara Goodson, na voz original) está de volta do além das galáxias é está sedenta por vingança contra os Rangers que a destruíram. Com uma aparência mais robótica, ela está flanqueada pela ajuda de duas criaturas malignas – Minotauro (Ryan Cooper) e Lagarcobra (Daniel Watterson) –, cujos poderes conseguem capturar os Rangers e aprisioná-los em pequenas miniaturas, que, reunidas, têm suas energias drenadas para uma grande máquina criada por Rita Repulsa com o objetivo de, através da energia dos Rangers, conseguir voltar no passado para passar toda a sua sabedoria à sua versão mais jovem. Porém, quando Kwan, a Ranger amarela, pula para salvar Billy (David Yost), o Ranger azul, ela acaba sendo capturada para sempre, deixando sua filha adolescente órfã. Agora Zack (Walter Jones), o Ranger preto, precisará cuidar de Minh Kwan (Charlie Kersh) enquanto ao mesmo tempo bola um plano para conter Rita repulsa. Só que Minh está decidida a seguir os passos da mãe e treinar com afinco para herdar o posto de Ranger amarelo para vingar sua mãe.

Felizmente ‘Power Rangers: Agora e Sempre’ tem apenas 55 minutos de duração – um pouco mais do que um episódio comum e bastante menos do que um longa-metragem precisaria. Na prática isso significou o filme já começar com a ação acontecendo, como se tivéssemos perdido uma parte da introdução, e ele vai jogando elementos ao longo da trama apressadamente, para fazer com que a história se conclua dentro do tempo previsto. Tecnicamente isso é muito ruim, pois não desenvolve o enredo e nem faz o espectador engajar com os personagens e seus dramas. Por outro lado, quem cresceu vendo a esses super-heróis com poderes de dinossauros sabe que a coisa toda nunca fez muito sentido, o lance era apenas ver os heróis batendo nos monstrengos.

Assim, se a gente deixa de lado a lógica, ‘Power Rangers: Agora e Sempre’ é nostalgia pura. É um pouco esquisito ver como os atores são engessados na forma de pronunciar a frase mais clássica da série, “hora de morfar”, com a mesma animação com quem pede o troco da padaria. Hilário! Interessante ver como o filme de Charlie Haskell encontrou soluções bacanas para reviver a Rita Repulsa (trazendo imagens da atriz original, Machiko Soga), o robô Alpha (Richard Steven Horvitz) e ainda conseguir inserir, de alguma forma, uma participação especial de Thuy Trang e Jason David Frank, os Rangers originais Amarelo e Verde, cujos rostos aparecem no final em uma belíssima homenagem póstuma. Nostalgia por nostalgia, é uma alegria ver o Megazord montado com efeitos a la nos 80, deixando feliz a criança de 10 anos dentro de nós.

Power Rangers: Agora e Sempre’ é um especial cheio de memórias, mas esquisito enquanto passagem de bastão. Uma ideia legal, mas tomara que fique por isso mesmo.

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