Crítica | Skinamarink: Canção de Ninar – Um Curioso TERROR Sensorial

Um filme que fez muito sucesso mostrando a vida de objetos longe dos seres humanos foi ‘Toy Story’. Na trama, toda vez que o menino Andy saía, os brinquedos ganhavam vida e se jogavam em aventuras. Embora não seja uma ideia inovadora, se torna novidade quando você atinge um público ao qual não era ofertado esse tipo de questionamento. De lá pra cá vinte anos se passaram e começamos a olhar com outros olhos essas ausências: o que os animais domésticos fazem quando os humanos se ausentam, como a bicharada da floresta se comporta quando nós não estamos de olho e até mesmo o que as crianças fazem quando não há nenhum adulto por perto. Mas nem sempre este tema é abordado com bom humor, como vimos em ‘A Vida Secreta dos Bichos’; desta, com uma pegada de terror e suspense, chega aos cinemas brasileiros esta semana o filme ‘Skinamarink: Canção de Ninar’, que vai na mesma pegada.

É de noite na casa desta família comum, composta por um pai, uma mãe, uma menina de 9 anos, chamada Kyleen, e um menino de 4 anos chamado Kevin. Poderia ser só mais uma noite normal, exceto que Kevin sofre um acidente nas escadas e machuca a testa. Aparentemente, o menino está bem, segundo seu pai, mas depois deste episódio ele passa a dormir no porão da casa junto com sua irmã, onde passam o tempo brincando com brinquedos analógicos e assistindo a televisão, que passa desenhos animados antigos em preto e branco. Porém, enquanto assistem a tv escondido as duas crianças passam a ouvir barulhos estranhos no andar de cima. Entre o medo e a coragem para subir as escadas ou permanecer no lugar, coisas ainda mais estranhas começam a acontecer, deixando ambas as crianças cada vez mais assustadas.

Poucas palavras ajudam a definir este suspense que é ‘Skinamarink: Canção de Ninar’. Talvez o que mais o defina seja o clássico aforismo do livro ‘O Pequeno Príncipe’, que diz “o essencial é invisível aos olhos”. É basicamente esta a pegada do diretor Kyle Edward Ball, pois opta por um formato em que nada é exatamente evidente para o espectador; o posicionamento de câmera favorece tomadas angulares, ou seja, enquadramentos de esquinas de paredes, de portas, de portais, de móveis etc, e sempre com a câmera posta de baixo para cima, para que o espectador fique na altura dos olhos das crianças, trazendo esta percepção de que as coisas ao redor são maiores e mais assustadores do que foram projetadas inicialmente.

É muito curiosa a forma como o diretor compôs o roteiro e o reproduziu em uma hora e quarenta de filme, que ao mesmo tempo parece muita coisa, também parecem não dizer nada, uma vez que a maior graça em ‘Skinamarink: Canção de Ninar’ é a ideia do o que pode estar acontecendo, construindo uma sensação de terror que não se explica mas que alimenta a tensão ao longo do filme. As perguntas e as respostas ficam a cargo do espectador.

Skinamarink: Canção de Ninar’ é um terror experimental bem interessante em sua estética e em seu formato. Mesmo com pouco jump scares, é um filme pra ver de olhos bem abertos e pensar no quanto o universo do terror é muito maior para as crianças, especialmente durante a noite quando os adultos estão dormindo.

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