segunda-feira, maio 27, 2024

Crítica | Terrifier 2 – Sequência do Terror é HILÁRIA e REPUGNANTE ao mesmo tempo!

Existe uma linha muito fina que separa a comédia do terror. Quando bem feito, o terror envolve o espectador, causando repulsa ou tirando-lhe o sono à noite. Porém, se o equilíbrio não é encontrado, o que era para assustar pode acabar tendo o efeito reverso. Agora, quando um filme chega ao Brasil já com uma trajetória bem-sucedida de público no exterior, ele já estreia com um passo à frente dos demais concorrentes, aterrissando com um boca-a-boca bem sucedido em seu país de origem, que gera a curiosidade do público brasileiro. Ainda que de uma maneira tortuosa, é assim que tem sido a trajetória de ‘Terrifier 2’, continuação do longa de terror que fez os espectadores passarem mal nas salas de exibição dos Estados Unidos este ano e que chega no último final de semana de 2022 aos cinemas brasileiros, graças às distribuidoras Imagem Filmes e A2 Filmes.

Depois dos terríveis acontecimentos, Art, O Palhaço (David Howard Thornton) virou uma espécie de lenda urbana, uma vez que seu corpo nunca foi encontrado. Neste Halloween, entretanto, o jovem Jonathan (Elliott Fullam) decide se vestir como o palhaço serial killer, o que levanta a discussão em sua família sobre a morbidez com a qual o adolescente anda enxergando a vida. Ao mesmo tempo, eventos sombrios começam a acontecer pela cidade, e, quando Sienna (Lauren LaVera) acorda de repente no meio da noite com seu quarto pegando fogo e encontra com um sujeito cujo comportamento esquisito a faz desconfiar, ela passa a achar que sua vida e a de sua família estão em perigo, pois tudo leva a crer que o verdadeiro ‘Terrifier’ está vivo e de volta à cidade.

Excessivamente longo (com quase duas horas e vinte minutos de duração) para um filme desse gênero, ‘Terrifier 2’ tem seus altos e baixos, ainda que, no geral, entregue um filme bem feito que poderá entreter quem curte um horror tipo gore. Ah sim, porque isso não falta (aliás, sobra, até!) no filme de Damien Leone, com loooongas cenas de tortura, de matança explícita, de carnificina em close, e muito, muito, mas muuuuito sangue, tripas e pele sendo arrancadas e jorrando para todos os lados. Ainda que fake (afinal, é ficção né), o excesso de tempo com que essas cenas se prolongam na telona é o que de fato causa mal estar no espectador, especialmente se você for desses que gosta de levar uma pipoca ou alguma guloseima para o cinema. Com tanta intensidade nas matanças, deixa de ser entretenimento e vira tão somente crueldade mesmo.

Por outro lado, Damien Leone constrói um assassino um bocado hilário, posto que mais que palhaço, Art, The Clown é um mímico. Isso faz com que muitas vezes ele aborde suas vítimas de maneira infantil, gestual, cômica mesmo, porque nós, espectadores, sabemos quem ele é o que vem em seguida, de modo que sua abordagem, desse jeitinho amigável, é, no mínimo, um deboche à vítima – e isso provoca o riso na plateia. Tirando o serial killer com humor questionável, a protagonista, Sienna, é apresentada como uma adolescente forte, madura, conservadora até, dado seus comentários; entretanto, tão logo começa o Halloween (já com quase uma hora de filme) ela passa a usar uma fantasia de guerreira extremamente curta e sensual, quase uma Xena. Tendo em vista as cenas finais, dá para pescar não só a referência do diretor, como também sua intenção com relação ao seu público alvo.

Terrifier 2’ não é tão bizarro quanto disseram por aí, mas cansa, seja pela sua duração, seja porque demora a entrar na história, seja pela extensão das cenas de matança. Mas para quem curte horror raiz, é desses filmes que você precisa ver, nem que seja para comentar que não te assustou tanto assim, afinal, ‘Terrifier 2’ é o filme de terror mais brutal do ano.

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