Crítica | The Last Kingdom: Seven Kings Must Die – Filme da Netflix Entrega Final ÉPICO à Premiada Série

As histórias medievais até hoje permanecem no imaginário das pessoas. A imaginação sobre esse período é passada de geração em geração nos países da Europa, criando lendas como a do rei Arthur e construindo mocinhos e vilões ao longo de séculos e séculos de história. Um dos maiores especialistas vivos em criar ficção baseada em história real da Grã-Bretanha é o escritor Bernard Cornwell, que basicamente dedicou a sua vida a recontar a história do Reino da Bretanha. Uma de sua coleção de livros foi adaptada em formato seriado levando o mesmo título, ‘The Last Kingdom’. Inicialmente produzida para um outro canal, foi a partir do momento em que a Netflix adquiriu os direitos de exibição que esta série excelente acabou ganhando fãs no mundo inteiro. Agora, cinco temporadas depois, o desfecho dessa trajetória chega à plataforma através de um longa-metragem intitulado ‘The Last Kingdom: Seven Kings Must Die’.

Uma sombria profecia começa a circular: a de que sete reis e uma mulher a quem se ama precisam morrer para a paz acontecer. Uhtred (Alexander Dreymon) e seus companheiros ficam ressabiados, mas tentam não dar importância ao anúncio. Porém, quando a saúde do rei Edward começa a ficar frágil e ele vem a óbito, e sua viúva (Elaine Cassidy) e seu filho Edmund (Zak Sutcliffe) pedem refúgio no reino de Wessex, Uhtred começa a desconfiar de que de fato as coisas possam estar em perigo na Bretanha. Quando visita um dos filhos de Edward para assegurar a pacífica passagem de coroa, Uhtred é surpreendido pelo comportamento inesperado de Athelstan (Harry Gilby), que, sob a influência de um conselho ultra cristão, Ingilmundr (Laurie Davidson), mata o irmão e se autointitula rei da Bretanha. Mais ainda: declara que conseguirá unir todos os reinos a partir da conversão forçada de todos ao cristianismo. Assim, uma última vez, Uhtred precisará entrar em batalha para estabelecer a paz entre os reinos saxões, e, quem sabe assim, unir de vez a Grã-Bretanha.

Uma das coisas que chamam a atenção em ‘The Last Kingdom: Seven Kings Must Die’ é que o filme consegue se resolver em menos de duas horas de duração, contrariando a tendência contemporânea de fazer longas mais estendidos. O filme tinha história suficiente para ser uma nova temporada, mas foi acertada a decisão da produção de encerrar a história em outro formato, justamente para não desgastar a franquia.

Para quem não viu absolutamente nada da série, este filme trará bastante dificuldade, pois são muitos os personagens – e com nomes incomuns –, muitos reinos e territórios com mais de um nome, além relações entre personagens que, se você estiver com sono, não conseguirá acompanhar. Tipo aquela sensação de ver ‘Game of Thrones’ pela primeira vez. Por outro lado, apesar do susto inicial o roteiro de Martha Hillier com colaboração do próprio Bernard Cornwell consegue construir uma história que, mesmo que a princípio o espectador não consiga entender quem é quem, aos poucos tudo vai se encaixando, de modo que mesmo a pessoa que nunca leu nada da história da Inglaterra ou que sequer acompanhou a série poderá entender mais ou menos como se deu o início de tudo o que entendemos como Inglaterra nos dias de hoje.

O diretor Edward Bazalgette cria ambientes diferentes em cada um dos pilares dessa equação: mais obscuro no núcleo saxão, mais solar no núcleo do rei Athelstan. Ainda assim, dá uma leve incomodada ver cenários e figurinos muito limpinhos para um contexto histórico em que a higiene não era uma preocupação.

Apesar do título em inglês aqui no Brasil, ‘The Last Kingdom: Seven Kings Must Die’ encerra de forma épica a trajetória bem-sucedida de uma série que, inspirada em eventos reais, ajudou a reviver o mito de criação do Reino da Grã-Bretanha de maneira epopeica e valente, dando o devido protagonismo a um personagem cujo sangue danês precisava ser relembrado ao público. Vai deixar saudade.

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