Crítica | The Serpent Queen – Samantha Morton é VINGATIVA Rainha em Luxuosa Série da Starzplay

Catherine de Médice foi uma figura controversa. Adorada por uns, odiada por muitos, fato é que ela faz parte da História com H maiúsculo da França – e, a bem da verdade foi uma das primeiras mulheres de que temos registro de ter peitado o sistema patriarcal que rege as monarquias europeias. Talvez por isso tenha feito tantos inimigos em seu percurso. Agora, sua vida ganha uma nova leitura com a série original da StarzplayThe Serpent Queen’, estreia da semana na plataforma.

Rahima (Sennia Nanua) é uma mera servente no castelo da Catherine de Médice (Samantha Morton), excluída por ser uma jovem negra. Quando a Rainha Mãe solicita especificamente seus serviços e a torna sua protegida no castelo, isso desperta a inveja dos outros funcionários, e também cria um vínculo amigável entre as duas, ao ponto de Catherine confidenciar à sua nova dama de companhia toda a sua história de vida, desde o momento em que fora resgatada na Itália pelo tio, o Papa Clemente (Charles Dance), até o momento em que conhece pela primeira vez, aos quatorze anos, o então príncipe Henrique (Alex Heath), que viria a ser seu marido. Tendo se apaixonado perdidamente à primeira vista, desde o início Catherine (Liv Hill) percebe que terá dois desafios muito grandes na França: o primeiro seria aguentar eternamente o desprezo de muitos súditos por ser uma rainha italiana que se tornaria a rainha consorte da França; o outro seria conviver com o relacionamento conturbado que seu marido mantinha com a viúva Diane de Poitiers (Ludivine Sagnier), amante incondicional de Henrique II.

Baseado no livro de Leonie Frieda e criado e escrito por Justin Haythe, a primeira temporada da série se divide em oito episódios com uma hora de duração cada. Algumas escolhas do roteiro são tentativas de atualizar a história da monarca e aproximar o público, com uma pegada inclinada para o pop. Por exemplo, a abertura da série é carregada de um rock’n roll pesado, há a inclusão de personagens negros na trama e, ao final de cada episódio, a trilha sonora pop se faz presente. Tais artifícios das diretoras Stacie Passon e Ingrid Jungermann se somam à constante quebra da quarta parede, especialmente por parte da protagonista, frequentemente voltando-se para a câmera para dar sua opinião ao espectador sobre um fato ocorrido na trama. Utilizado para dar um tom confidente à narração, acaba que ocorre em demasia, cansando a quem assiste, especialmente porque muitas das vezes é possível entender o ocorrido sem que a personagem se explique.

O que chama a atenção em ‘The Serpent Queen’ é que a série é luxuosamente produzida, com um figurino, adereços e locações que enchem os olhos e preenchem a tela. O contraste de cores entre personagens marcam bem a característica de cada um, construindo a opinião do espectador a partir das tonalidades: Catherine em tons de verde, Mary da Escócia (Antonia Clarke) em branco puríssimo e Diane de Poitiers sempre acompanhando a vestimenta de Henrique II, mostrando-se ao lado de quem está.

Com uma primeira temporada que se encerra fechando o ciclo passado da protagonista, ‘The Serpent Queen’ deixa uma brecha para continuação – ou várias, posto que esta personagem de fato marcou a História da França. Para quem curte ficção baseada em fatos históricos e personagens que existiram de verdade, ‘The Serpent Queen’ é uma série recheada de intrigas que explana bem como a monarquia europeia se forjou através de sequentes trocas de interesses.

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