Crítica | Toc, Toc, Toc: Ecos do Além – Protagonista de ‘The Boys’ Estrela TERROR que não convence, mas surpreende no final

Filme de terror é quase sempre uma aposta. E alguns elementos geralmente ajudam a atrair o público que gosta desse gênero de filme, como um palhaço assassino, algum tipo de possessão demoníaca com exorcismo em sequência e crianças protagonizando histórias assustadoras. Esse último tipo ganhou muito sucesso em franquias como ‘IT’ e ‘A Órfã’, apoiadas em um elenco que conseguiu atingir o ponto certo do susto. A partir de hoje os cinemas brasileiros recebem mais um filme nesse estilo, o terror ‘Toc, Toc, Toc: Ecos do Além’.

Peter (Woody Norman) é uma criança introvertida e sem amigos, pois sofre bullying diariamente na escola, mas seus pais (Anthony Starr, de ‘The Boys’, e Lizzy Caplan, de ‘Meninas Malvadas’) não sabem disso. Às vésperas do Halloween a turma recebe uma nova professora substituta, Srta. Devine (Cleopatra Coleman), que passa a prestar a atenção em Peter e, num ato de ousadia, decide procurar a mãe do menino em sua própria casa. Tudo isso por causa de um desenho que ele fez, no qual pede ajuda. Sem conseguir fazer com que ninguém acredite nele, Peter passa as noites em claro por conta de batidas incessantes que ouve na parede do seu quarto, acompanhadas de uma voz feminina que chama pelo seu nome e parece conhecer tudo sobre sua vida…

Curtinho, com menos de uma hora e trinta de duração, ‘Toc, Toc, Toc: Ecos do Além’ tem uma premissa interessante, mas fica só na promessa. O roteiro de Chris Thomas Devlin tinha potencial para fazer a história se desenvolver por diversos caminhos, no entanto, justamente por isso (por abrir tantos caminhos) a coisa toda parece não se decidir e, por avançar em todas as frentes, acaba trazendo uma resolução inacreditável – no real sentido da palavra.

A direção de Samuel Bodin passa insegurança para a produção. Podemos sentir isso no excesso de cenas em close up no protagonista, numa tentativa de criar uma sensação claustrofóbica do medo infantil com relação ao desconhecido; só que o roteiro acaba entregando soluções repentinas para problemas que não foram nem apresentados anteriormente, o que termina por invalidar as ações dos personagens. Nem mesmo a presença de Lizzy Caplan e Anthony Starr no elenco foi bem aproveitada pelo diretor, que extraiu deles atuações caricatas e nem um pouco convincentes. Apesar de Woody Norman demonstrar seu esforço em carregar o protagonismo sendo tão jovem, a sensação geral é que os quatro atores do núcleo principal não confiavam no taco do roteiro.

Se por um lado a história não convence, ao menos a reta final de ‘Toc, Toc, Toc: Ecos do Além’ contempla os fãs de terror mais casca grossa, com sequências de cenas com sangue voando, cabeças rolando e gente morrendo. Ainda que o contexto não convença e o fato de ser Halloween ser apenas um detalhe (a história poderia ter se passado em qualquer outra época do ano que não faria a menor diferença), para quem está atrás de filmes com essa pegada vale a pena ir ao cinema pelos trinta minutos finais, que se não assustam, ao menos entretêm.

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