Quando o diretor Rupert Wyatt anunciou que voltaria a explorar o icônico mundo distópico de Planeta dos Macacos, ainda em 2011, não pudemos deixar de ficar com um pé atrás – principalmente considerando os desequilibrados títulos que já fizeram parte da saga.

Entretanto, o resultado foi muito além do esperado, conquistando o público e a crítica ao redor do mundo. Não demorou muito para que a Warner Bros. investisse em sequências de uma franquia inesperada, contratando Matt Reeves (‘The Batman’) para comandar o vindouro Planeta dos Macacos: O Confronto’. Assim como o capítulo original, o longa-metragem caiu no gosto dos especialistas e arrecadou mais de US$710 milhões nas bilheterias mundiais, ganhando aplausos pela direção, pela narrativa e pelas performances do elenco.

Conquistando uma indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais, a história é ambientada dez anos depois da gripe símia varrer boa parte da humanidade. Caesar (Andy Serkis), ao lado dos demais macacos que conquistaram a tão desejada liberdade, vivem na floresta próxima a São Francisco. Lá, eles desenvolveram uma comunidade própria, baseada no apoio mútuo, enquanto os humanos lutam para permanecerem vivos. Sem energia elétrica, um grupo de sobreviventes planeja invadir a floresta e reativar a usina lá instalada. Malcolm (Jason Clarke), único que conhece bem os símios, tenta agir pacificamente e impedir que o confronto aconteça.

Para celebrar seu recente aniversário de sete anos, o CinePOP separou uma lista com várias curiosidades de bastidores do filme, que você pode conferir abaixo:



  • James Franco estrelou o primeiro capítulo da trilogia, Planeta dos Macacos: A Origem’, como Will Rodman, mas não retornou para a sequência. Em ‘O Confronto’, há duas pistas que indicam o destino de seu personagem: quando Caesar volta para a casa em que morava, é possível ver um grande símbolo “X” na porta. Normalmente, isso significa que alguém que vive lá está infectado – então assume-se que ele foi um dos primeiros a morrer pela praga. Além disso, o jipe de Will ainda está parado em frente à casa, coberto por ervas daninhas e vegetação. Se Will tivesse deixado a casa, ele teria levado o carro.
  • O orangotango que aparece no filme se chama Maurice, nome que faz homenagem a Maurice Evans. Evans deu vida ao orangotango Dr. Zaius em ‘O Planeta dos Macacos (1968) e ‘De Volta ao Planeta dos Macacos (1970).

  • O livro que Alexander (Kodi Smit-McPhee) compartilha com Maurice é ‘Black Hole’, de Charles Burns. A narrativa funciona como uma alegoria fantástica sobre infecções sexualmente transmissíveis entre adolescentes estadunidenses que os transformam em exilados. O livro tem diversas similaridades com a franquia, incluindo o fato dos exilados viverem na floresta, segregados do resto do mundo.
  • De acordo com Reeves, o rascunho original da produção, que foi escrito antes dele ser contratado, era ambientado ainda mais longe no futuro, onde os macacos haviam ganhado a habilidade de falar fluentemente. Entretanto, Reeves achou que seria mais interessante explorar o arco de Caesar em um estágio mais cedo, pedindo permissão para reescrever o roteiro do zero. O pedido foi aceito, com a condição de que terminasse o filme dentro do cronograma pré-estabelecido.

Aproveite para assistir:

  • Durante o ataque dos símios no assentamento humano, um enorme gorila joga um barril em chamas. A sequência é homenagem à clássica série de videogames chamada ‘Donkey Kong’.
  • Esse foi o sétimo filme com captura de movimentos do qual Serkis trabalhou. Entre 2001 e 2014, o ator deu vida a diversos personagens icônicos da cultura pop, incluindo Gollum em ‘O Senhor dos Anéis’ e Caesar na trilogia em questão.
  • Essa é a primeira vez na franquia em que os macacos são retratados como onívoros. Eles são vistos caçando um cada (uma espécie cervídea) no começo do filme e, mais tarde, podemos vê-los comendo o animal.

  • O nome Blue Eyes (Olhos Azuis) foi dado ao filho de Caesar por ser o primeiro da geração a nascer sem os químicos que mudaram os olhos dos outros símios para verde quando estavam presos no laboratório.
  • Apesar de ter uma breve aparição via vídeo, Franco não teve envolvimento ou conhecimento dessa participaçõ. O vídeo em questão havia sido guardado das gravações de ‘A Origem’. Em uma entrevista, Franco comentou: “espera, eu tenho uma aparição? Eu nem sabia disso. Sabe, acho que eles nem pediram a minha permissão”.
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