Há dez anos, o aclamado drama cômico O Artista chegava aos cinemas brasileiros e se tornava um dos grandes títulos da década passada.

Dirigido e escrito por Michel Hazanavicius, a produção é ambientada na Hollywood de 1927 e acompanha o astro do cinema mudo George Valentin (Jean Dujardin), que começa a temer que a chegada do cinema falado pode ameaçar sua carreira de enorme sucesso e fazê-lo cair no esquecimento. Enquanto isso, a bela Peppy Miller (Bérénice Bejo), jovem dançarina por quem ele se sente atraído, recebe uma oportunidade e tanto para traballhar no segmento. Será o fim de sua carreira e de uma paixão?

Elogiado pela crítica, a produção levou diversos prêmios para casa, incluindo cinco estatuetas do Oscar – dentre elas, Melhor FilmeMelhor DiretorMelhor Ator. Além de se tornar o primeiro título francês a conquistar a condecoração mais cobiçada da Academia, foi a primeira obra muda a ganhá-lo desde 1927, com ‘Asas’, e a primeira em preto e branco desde 1993, com ‘A Lista de Schindler’.

Para celebrar sua importância, o CinePOP preparou uma breve lista com algumas curiosidades de bastidores do longa-metragem, que você pode conferir abaixo:



Aproveite para assistir:

  • Quando conquistou o Oscar, Dujardin se tornou o primeiro ator francês a levar para casa o prêmio de Melhor Ator.
  • Não há nenhuma tomada com zoom no filme, porque a tecnologia em questão não havia sido inventada à época em que a narrativa se passa.
  • A cena em que Peppy Miller se enrola no casaco de George Valentin é uma homenagem à sequência do filme mudo ‘Sétimo Céu’, de 1927, em que Janet Gaynor se enrola no casaco de Charles Farrell.

  • Dujardin e Bejo ensaiaram a climática sequência de dança por cinco meses, praticando quase todos os dias no mesmo estúdio em que Debbie ReynoldsGene Kelly ensaiaram para o clássico ‘Cantando na Chuva’“Foi muito difícil”, Bejo comentou em uma entrevista. “E, até agora, quando olho para o filme, não consigo acreditar o quão rápido estávamos. Às vezses meus pés ainda doem”.
  • A montagem do café da manhã, neste filme, mostrando o desmantelamento de um casamento, é um tributo direto a uma montagem quase idêntica em ‘Cidadão Kane’, lendária produção de 1941 dirigida por Orson Welles.

  • O compositor Ludovic Bource conquistou o Oscar de Melhor Trilha Sonora Original pela obra, apesar de nunca ter tido uma educação formal ou qualquer treinamento em música orquestral ou composição musical para filme.
  • James Cromwell, que interpretou Clifton no longa, recorda-se de que sua performance não foi exatamente uma “silenciosa”, visto que todas as cenas em que estava incluíam diálogo em vez de pantomima. Ele revelou que interpretou o papel como qualquer outro, isto é, dizendo suas falas em voz alta.
  • O filme foi um de dois no Oscar 2012 a examinar o cinema mudo; o outro foi ‘A Invenção de Hugo Cabret’. Ambos conquistaram diversas indicações na premiação (10 para O Artista e 11 para ‘Hugo’).



  • Os créditos falsos que são mostrados para ilustrar a ascensão de Peppy à frama contêm ao menos dois easter eggs: o primeiro é o crédito para Uggie como O Cão (Uggie sendo o nome verdadeiro do ator canino que interpreta o cachorro de George); o segundo, um crédito para Alan Smithee, popular pseudônimo utilizado por diretores que não queriam receber menções em um longa-metragem.
  • A direção de arte e o design de produção foram inspirados por dois clássicos de F.W. Murnau‘Aurora’, de 1927, e ‘O Pão Nosso de Cada Dia’, de 1930.

Não deixe de assistir: