quarta-feira, abril 24, 2024

Os 10 Melhores Álbuns Internacionais dos anos 1990

Os anos 1990 foram marcados por uma profunda revolução musical que não apenas comportava a exaltação de um gênero, mas de vários estilos fonográficos que dominaram o cenário mainstream e caíram no gosto popular – marcando, para sempre, a cultura pop.

Apenas a encargo de exemplificação, podemos citar clássicas produções como ‘Nevermind’, da banda Nirvana; ‘Ray of Light’, da rainha Madonna; ‘The Miseducation of Lauryn Hill’, o icônico e único álbum de Lauryn Hill; e vários outros.

Pensando nisso, preparamos uma lista com os dez melhores álbuns internacionais da década de 1990, focando no impacto que trouxeram para o escopo do entretenimento e na recepção que tiveram.

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual o seu favorito:

10. CRAZYSEXYCOOL, TLC (1994)

Os anos 1990 foram marcados pela ascensão de diversos grupos musicais masculinos e femininos – e é claro que as mulheres dominavam as paradas ao redor do mundo, principalmente no gênero pop e R&B. Em 1994, o trio conhecido como TLC causava impacto gigantesco com o lançamento de ‘CrazySexyCool’, segundo álbum de estúdio que contou com nada menos que quatro singles, incluindo a icônica faixa “Waterfalls”. Aqui, o grupo ajudou a popularizar ainda mais o R&B e o hip hop através de narrativas de amadurecimento e explorações sobre sexualidade, romantismo e a experiência do novo.

9. WHEN THE PAWN…, Fiona Apple (1999)

Fiona Apple é, até hoje, um dos nomes mais originais da indústria fonográfica – e, por essa razão, tem poucos discos ao longo de sua carreira. E, antes de lançar o memorável ‘Fetch the Bolt Cutters’ em 2020, ela havia finalizado a década de 1990 com ‘When the Pawn…’ (versão encurtada de um longo título que, na verdade, é um poema assinado pela cantora e compositora). Trazendo uma mistura explosiva de art rock, rock alternativo, art pop e jazz fusion, o compilado contou com três singles e foi ovacionado pela crítica mundial por sua extravagante arquitetura.

8. ONE IN A MILLION, Aaliyah (1996)

Não deixe de assistir:

Assim como alguns dos maiores nomes da música, Aaliyah nos deixou muito cedo – mas não antes de imortalizar um legado que a alcunhou de Princesa do R&B e de Rainha do Pop Urbano. Em 1996, a artista entregaria o atemporal ‘One In a Million’, seu segundo álbum de estúdio e, de fato, o melhor de sua carreira, que trouxe nada menos que seis singles promocionais e influenciou gerações de artistas, como, mais recentemente, Frank Ocean, SZA, Jhené Aiko e Drake (que ajudaram a eternizar ainda mais o estilo único de Aaliyah).

7. OK COMPUTER, Radiohead (1997)

É notável que, a partir dos anos 2000, o rock começou a perder força no cenário mainstream, dando lugar ao pop, ao R&B e ao EDM, para citar alguns gêneros. Mas, nos anos 1990, é notável como o estilo dominava as paradas e as playlists ao redor do mundo – auxiliado por bandas como Radiohead. Em 1997, o grupo lançou o ovacionado ‘OK Computer’, uma sorumbática epopeia que narra um mundo distópico fragmentado pelo consumismo desenfreado, pelo capitalismo predatório e pela alienação social, apostando no art rock e no rock progressivo para dar vida a esse épico e crítico enredo.

6. AQUEMINI, OutKast (1998)

‘Aquemini’ é um dos discos mais inesperados dos anos 1990. Encabeçado pelo duo conhecido como OutKast, o título faz alusão aos signos de seus membros: Aquário (de Big Boi) e Gêmeos (André 3000) – e a decisão de construir um portmanteau serviria como base para a influência do hip hop, do funk, do soul, do country e do gospel presente no álbum. Conhecendo a já solidificada carreira da dupla, a obra discorre sobre temas como individualidade, relações interpessoais e conflitos internos, sendo elogiado pela crítica em unanimidade surpreendente.

5. HOMOGENIC, Björk (1997)

Björk carrega consigo uma identidade única e peculiaridades que não podem ser encontradas em nenhum outro artista – desde seus inesperados vocais até suas produções conceituais e complexas que exploram os âmagos e os anseios da alma humana. E isso não seria diferente com ‘Homogenic’: considerado a obra-prima da artista islandesa, o álbum amalgama com perfeição a música eletrônica, o trip hop, o art pop e as pulsões experimentais que renderam cinco singles que prestaram tributo à sua terra natal.

4. RAY OF LIGHT, Madonna (1998)

Considerado por muitos como um dos melhores álbuns da rainha do pop, ‘Ray of Light’ foi lançado em 1998 e representa um dos ápices do fin-du-siècle. O sucesso do álbum foi tamanho que Madonna foi indicada a nada menos que seis categorias do Grammy Awards, levando para casa quatro estatuetas (as primeiras nas categorias musicais da artista); mais do que isso, em um momento em que as boybands e os girlgroups ganhavam força, e com a insurgência de nomes como Christina Aguilera e Britney Spears no cenário adolescente, Madonna precisava manter-se ativa e, depois de seu sétimo lançamento de estúdio, credita-se a ela a globalização da música eletrônica, que, até então, restringia-se às inventivas inflexões europeias.

3. NEVERMIND, Nirvana (1991)

São poucas as pessoas que nunca ouviram falar da banda de rock Nirvana – e, principalmente, o álbum que é considerado como o melhor do grupo e um dos definidores dos anos 1990: ‘Nevermind’ ajudou a popularizar o gênero conhecido como grunge e é um dos grandes representantes da “era dos álbuns” do cenário fonográfico, sendo um dos mais vendidos ao redor do mundo. E isso não é tudo: guiado pelo impecável lead single “Smells Like Teen Spirit”, o compilado é uma montanha-russa dilacerante de emoções, oscilando entre o obscuro e o humor de forma fluida, além de promover um discurso anti-establishment que é próprio do gênero em questão.

2. LOVELESS, My Bloody Valentine (1991)

Se você nunca ouviu falar da banda de rock My Bloody Valentine, não tem ideia do que está perdendo – e, em 1991, lançariam um surpreendente álbum de estúdio intitulado ‘Loveless’. O compilado posta-se como um apogeu emblemático da criação artística, promovendo uma mixórdia retumbante de gêneros não muito conhecidos dentro do escopo musical, como o shoegaze, o dream pop, o noise pop e o noise rock. Um dos aspectos mais interessantes do disco é o fato dele ter sido acompanhado por apenas um single promocional e contar com uma produção extremamente meticulosa e, ao mesmo tempo, dissonante.

1. THE MISEDUCATION OF LAURYN HILL, Lauryn Hill (1998)

Imagine lançar apenas um álbum de estúdio, levar o prêmio máximo do Grammy para casa e depois se aposentar da carreira musical?

Pois foi isso que Lauryn Hill fez em 1998: após o lançamento de ‘The Miseducation of Lauryn Hill’, a rapper fez história ao quebrar inúmeros recordes de vendas e de premiações, consagrando-se como a detentora do álbum de neo-soul mais comercializado de todos os tempos e de um legado infindável que, através de uma repaginação do cenário mainstream, influenciou nomes como Beyoncé, Nicki Minaj, Lucinda Williams, Adele, Ariana Grande e outros. Não é por qualquer motivo, pois, que Hill ocupe merecidamente o primeiro lugar de nossa lista – merecendo ser redescoberta ano após ano pelo impacto que causou com apenas um compilado de originais.

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Thiago Nollahttps://www.editoraviseu.com.br/a-pedra-negra-prod.html
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.

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