Ontem, dia 29 de outubro, Winona Ryder completou 49 anos de vida. A atriz começou a carreira nas telonas ainda bem novinha, e sua aparência jovial a garantiu por muito tempo a sensação de eterna adolescência. Uma vez considerada a melhor atriz de sua geração, no fim dos anos 1980 e início da década seguinte, Ryder era uma das intérpretes mais quentes da época, com a qual grandes nomes desejavam trabalhar. Neste período, foi comandada por nomes como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola e Tim Burton, por exemplo.

Após vir a público seus problemas pessoais envolvendo a cleptomania e a condenação no julgamento por pequenos furtos de roupas em shoppings em 2002, a reputação da atriz ficaria manchada, marcando sua carreira e a relegando a pequenos papeis. Uma segunda chance foi dada para Ryder em 2016, ao emplacar no sucesso Stranger Things, série da Netflix.

Ryder é uma atriz talentosa que merece novas chances e nosso respeito. Como forma de homenagear os quase 50 anos desta icônica intérprete que tem tudo a ver com os anos 80 e 90, e cujo aniversário é bem próximo do halloween, selecionamos em sua filmografia as produções mais propícias para uma celebração de dia das bruxas, para você passar a data ao lado da atriz. Confira abaixo.

Os Fantasmas se Divertem



Poucos filmes da década de 1980 gritam tanto halloween quanto Beetlejuice. Enquanto o diretor Tim Burton não tira da cartola a tão aguardada continuação, vale a pena rever este neoclássico de 1988. No seu terceiro filme para o cinema, então com 17 aninhos, Ryder vive Lydia, uma adolescente gótica que se muda com os pais para uma mansão. Acontece que no local estão os espíritos dos antigos donos, um casal interpretado por Alec Baldwin e Geena Davis. Para se livrar dos novos inquilinos, os fantasmas decidem contratar os serviços de Beetlejuice (Michael Keaton), uma entidade “fanforrona”, que é simplesmente um dos melhores personagens do cinema de humor na história.

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Edward Mãos de Tesoura

Dois anos depois e Ryder recobrava a parceria com o diretor Tim Burton para uma nova trama com ares de surrealismo e fantasia, esta se encaixando perfeitamente tanto para o dia das bruxas quanto para o natal. O que Burton entrega aqui é uma subversão do clássico conto de Frankenstein – com um jovem criado artificialmente por um inventor (papel do lendário Vincent Price). O detalhe é que o “pai” da criatura, que recebe o nome Edward, deixa o trabalho inacabado, com tesouras no lugar de suas mãos. Este filme marca o epicentro da relação amorosa entre Ryder e Johnny Depp, que interpretam o protagonista Edward e sua paixão, a jovem Kim. O relacionamento entre o casal famoso durou de 1989 até 1993.

Atração Mortal

No meio das duas colaborações com Tim Burton citadas acima, Winona Ryder arrumou tempo para enfiar em 1989 este Heathers, filme que foi se tornando cult com o passar dos anos. Aqui, ela interpreta Veronica, uma estudante colegial cansada das colegas de classe, três patricinhas esnobes, que possuem o mesmo nome: Heather (interpretadas por Shannen Doherty, Kim Walker e Lisanne Falk). Disposta a dar um fim nas maldades do trio, com a ajuda de um rebelde sociopata (papel de Christian Slater), ela termina acidentalmente matando uma delas. E é aí que o filme dá uma guinada para o lado sombrio, já que após o fato, a dupla bola novas “execuções” para estas adolescentes dondocas. A ideia foi levada para a TV recentemente numa série.



Drácula de Bram Stoker

Como dito, Winona Ryder era um nome quente com quem todos queriam trabalhar, e isso incluía até mesmo o criador de O Poderoso Chefão, Francis Ford Coppola. A atriz se viu na mira do diretor para a conclusão de sua trilogia, lançada em 1990. Coppola queria Ryder no papel de Mary, filha de Michael Corleone, vivido pela terceira vez por Al Pacino. No entanto, a atriz se viu exausta e doente ao lançar nada menos que três filmes em 1990, assim precisando pular fora do projeto, o que fez Coppola ficar sem muita opção, precisando escalar sua filha Sofia no papel. Porém, visando “remendar” as coisas com o prestigiado cineasta, Ryder levou até Coppola o roteiro para este filme, fazendo do clássico texto um projeto em que poderiam trabalhar juntos. Na história mais famosa de vampiros de todos os tempos, Ryder vive Mina Murray, a “prometida” de um príncipe imortal. O Drácula de Coppola e Ryder é um deleite visual, igualmente um clássico moderno e uma excelente pedida para o halloween.

As Bruxas de Salem

Por falar em dia das bruxas, este filme tem tudo a ver com a data, até mesmo em seu título. No entanto, não vá esperando bruxas no sentido mais famoso delas, ou seja, com vassouras voadoras, feitiços e caldeirões. Este longa está mais voltado ao drama de como mulheres eram realmente consideradas bruxas nesta época medieval. Passado em Salem na década de 1692, Ryder vive uma personagem dúbia e manipulativa, que faz da calúnia uma arte. Revivendo a parceria com o renomado Daniel Day-Lewis (iniciada no filme de Scorsese, A Época da Inocência), os atores interpretam amantes proibidos. O medo aqui é provido pela crueldade do homem em si, que bancando Deus decidia sobre os que deveriam viver e os que deviam ser queimados na fogueira.



Alien – A Ressurreição

A franquia Alien começou de forma avassaladora com o filme de 1979, dirigido por Ridley Scott, ainda tido como referência de seu gênero. Depois, seguiu para uma produção ainda mais ambiciosa, que não apenas serviu para marcar a franquia na cultura pop e tornar James Cameron um nome imponente na indústria, como fez grande parte dos fãs optarem pela sequência como seu favorito. Depois da terceira parte, que quase encerrou a carreira de David Fincher no cinema antes mesmo de começar, a franquia tentava a sorte mais uma vez, e para dar algum prestígio ao projeto eram trazidos dois nomes de peso. O primeiro é o de Winona Ryder, que faz uma dobradinha eficiente com Sigourney Weaver, funcionando muito como bussola e verdadeira protagonista desta quarto exemplar. E o segundo é o diretor francês Jean-Pierre Jeneut (O Fabuloso Destino de Amélie Poulin), cineasta dono de um estilo visual único.

Dominação

A esta altura a carreira de Winona Ryder já começava a sair levemente dos trilhos. Tanto que este é um filme que poucos, até mesmo dentre os fãs da atriz, lembram ou conhecem. Mas que este que vos escreve chegou ao cúmulo de assistir no cinema. Pegando carona com os filmes demoníacos sobre o fim do mundo, muito em voga na época – vide Fim dos Dias, Stigmata e A Filha da Luz – este Dominação traz Ryder na pele de uma mulher que sobreviveu a uma possessão demoníaca e a um exorcismo, e fez de sua missão impedir novas vindas do capeta para a Terra, ao lado de um grupo de padres católicos. Ela descobre que a próxima vítima do apocalipse é um jornalista ateu, que será usado como receptáculo para o coisa ruim, a fim de destruir nosso planeta.



Frankenweenie

Começamos a lista com duas parecerias de Winona Ryder com o diretor Tim Burton, responsável por alguns dos filmes mais famosos de sua filmografia. E em 2012, a tão aguardada nova colaboração entre os artistas finalmente saía do papel. Trata-se de uma animação no formato stop-motion, especialidade do diretor, que começou sua carreira como técnico de animação da Disney. Ainda queremos um filme em live action comandado por Burton para Ryder estrelar, mas enquanto isso, esta afetuosa produção animada serve, fazendo bem o trabalho de ser um filme muito indicado para esta data. Essa é a versão em longa-metragem de um dos primeiros trabalhos da carreira de Burton, um curta de mesmo nome, filmado em live action. Aqui, o diretor opta pela animação, para novamente homenagear o clássico Frankenstein, trocando o morto-vivo por um cachorrinho amável, trazido de volta à vida por seu dono. Ryder dubla a personagem Elsa Van Helsing.

Bônus: Stranger Things



No papel de Joyce Byers, Winona Ryder deu a volta por cima em sua carreira, e voltou a ser um nome na boca de todos. A série da Netflix se tornou um verdadeiro fenômeno e fez de seu elenco mirim sensação do dia para a noite. Ryder era o nome mais conhecido do projeto, uma aposta arriscada da empresa (que não época não possuía a dimensão que tem hoje) que terminou se mostrando vencedora. A trama mistura experimentos científicos secretos do governo americano, envolvendo dons extra-sensoriais como telecinese, teletransporte e portais para outras dimensões. Nem precisa ser dito que aqui temos muitos elementos sobrenaturais relacionados ao terror, a ficção e o suspense. Mas a graça do programa é o grupo de amigos inseparáveis, que faz uma muito bem-vinda homenagem ao tipo de filme que fez muito sucesso na adolescência de Ryder nos anos 80. Aqui, a atriz vive a mãe de um dos garotos, que desaparece logo de cara, e seu sumiço é o que faz girar a primeira temporada do programa. Stranger Things parte agora para seu quarto ano.

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