E seguimos com nossa retrospectiva 2020… Após conhecermos as Melhores Séries do Ano, chegou a hora de relembrarmos alguns dos melhores episódios de séries que se destacaram nos últimos doze meses.

O CinePOP separou para vocês os dez melhores episódios de 2020. E tem muita coisa importante e diferente. Temos séries novas, séries acabando e até mesmo episódios isolados – que não fazem parte de uma temporada de sua produção.

Vem ver a nossa lista!

 



10) End Game (O Gambito da Rainha)

A minissérie O Gambito da Rainha foi das maiores sensações do ano. Quem esperava se apaixonar por uma série sobre xadrez? Pois bem, ninguém. Mas foi justamente isso que aconteceu com TODO MUNDO. A produção estrelada por Anya Taylor‑Joy é envolvente e divertida. É verdade que a metade final da temporada perde um pouco do fôlego, mas o último episódio merece todo o reconhecimento. O capítulo mostra Joy reorganizando sua vida e indo até Moscou para uma importante competição de xadrez, onde tem nova oportunidade de enfrentar seu maior adversário. Toda saga da jovem na Rússia é fascinante, especialmente a forma como conquista a admiração dos “inimigos”. Ao final, temos nova demonstração de que Joy não apenas ama competir, mas ama o xadrez em si.

 

9) The View From Halfway Down (BoJack Horseman)



Despedidas são sempre complicadas… The View From Halfway Down é o penúltimo episódio da última temporada de BoJack Horseman e é sem dúvida um dos melhores de toda série. Trata-se de uma falsa despedida de nosso protagonista, uma imaginação do que aconteceria se BoJack morresse ao final da série. O capítulo acompanha BoJack numa experiência de quase-morte, em que ele perde a consciência após uma overdose de drogas. Em sua imaginação, ele reencontra amigos e familiares que morreram, e acaba confrontando muitos de seus demônios. Como de costume, a série explora as falhas e a humanidade do protagonista, reforçando toda sua complexidade.  

 

8) Episode 10 (Normal People)

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Normal People é outra das sensações do ano. Uma minissérie viciante e apaixonante. E angustiante, sobre um longo período na vida de dois jovens em meio a um relacionamento de idas e vindas, mas em que nenhum deles consegue “se livrar” do outro. São vários episódios marcantes, mas é no décimo capítulo que a série toma uma decisão surpreendente e eleva o nível dramático da produção. O episódio em questão deixa de lado um pouco o relacionamento sexual dos protagonistas e foca no tratamento terapêutico de Connell (Paul Mescal), que busca ajuda após a morte de um amigo do colégio. O ator entrega uma atuação forte e repleta de dor, transmitindo bem a depressão vivida pelo personagem. Os momentos em que interage com Marianne (Daisy Edgar-Jones) são bem tocantes, especialmente pelo afastamento dos dois, uma vez que os encontros são em conferências de vídeo. Tudo muito triste, tudo muito lindo.

 

7) I Am (Lovecraft Country)

Não foi fácil escolher o episódio para representar Lovecraft Country na nossa lista. A série da HBO que subverte o universo criado por H.P. Lovecraft oferece muitos momentos de alta ao longo da temporada, com destaque para capítulos como Sundown (o primeiro) e Strange Case. Mas aquele episódio que mostra todo o potencial criativo e de impacto da série é I Am, focado em uma personagem até então coadjuvante: Hippolyta Freeman, vivida pela incrível Aunjanue Ellis. O capítulo traz Hippolyta explorando o multiverso e experimentando as mais diversas realidades. Desde desenvolver uma amizade com Josephine Baker em Paris à lutar ao lado de amazonas. Um episódio empolgante e também emocionante.



 

6) On the Run (What We Do in the Shadows)

What We Do in the Shadows é uma pequena preciosidade ainda pouco reconhecida, talvez pela dificuldade no acesso. No Brasil, é exibida pelo Fox Premium. Mas a série que expande o universo do filme homônimo de Taika Waititi merece melhor atenção. Justamente por coisas como On the Run. O sexto episódio da segunda temporada acompanha Laszlo (Matt Berry) deixando sua casa e pegando a estrada após o surgimento de um vampiro inimigo, vivido por ninguém menos que Mark Hamill. A estadia de Laszlo na Pensilvânia (que, não por acaso, lembra Transilvânia) é fascinante, especialmente quando se disfarça como o humano bartender Jackie Daytona. Divertidíssimo!

 

5) The Rescue (The Mandalorian)


The Mandalorian causou muito barulho em sua segunda temporada. E foi totalmente justificado. Se o primeiro ano foi basicamente Pedro Pascal cuidando do Baby Yoda, o segundo teve muito mais desenvolvimento. A segunda temporada traz melhores antagonistas e uma história mais envolvente, e mais ligada ao universo Star Wars. E isso é elevado à última potência no episódio final da temporada, The Rescue, que traz o Mandaloriano reunindo aliados na difícil missão de resgatar Grogu (o bebê). Ao final, uma participação especialíssima deixou todo mundo empolgado e querendo mais. E teremos muito mais, afinal não só a terceira temporada está confirmada como pelo menos dois spin-offs envolvendo Boba Fett e Ahsoka Tano.

 

4) Whenever You’re Ready (The Good Place)

Ai, gente… Só de começar a escrever sobre este episódio já dá vontade de chorar. The Good Place teve seus momentos de altos e baixos ao longo das quatro temporadas. Mas seu final foi absolutamente fascinante e doloroso. Whenever You’re Ready traz nosso quarteto favorito finalmente no tal Lugar Bom. Acontece que nem o Lugar Bom dura para sempre. Cada um a seu tempo, os personagens ganham a oportunidade de encerrarem seus ciclos no universo. O público tem a oportunidade de se despedir individualmente de cada protagonista, mas a parte que dói forte é ver eles se despedindo entre si. Que jornada!

 

3) Ego Death (I May Destroy You)

I May Destroy You é uma das série mais fortes e importantes da temporada. E seu final não deixou pedra sobre pedra. Ego Death, o último episódio, traz Arabella (Michaela Coel) finalmente relembrando os detalhes da violência sexual que sofreu. De forma inteligente, a série apresenta três cenários imaginários para o espectador, com três soluções diferentes. Em nenhum dos casos, nem Arabella, nem o público vai ficar completamente satisfeito. Não é sempre que uma série consegue tocar em temas tão graves e ainda fazer o espectador sentir na pele a confusão, a agonia e a tristeza de uma pessoa vítima de violência. Como na realidade, não há solução completamente satisfatória.

 

2) Bagman (Better Call Saul)

Passadas cinco temporadas, com uma sexta a caminho, já não é nenhum exagero dizer que Better Call Saul é uma série melhor que Breaking Bad. Ou, pelo menos, mais regular. Talvez Breaking Bad tenha mais pontos altos, mas BCS consegue manter um alto nível de forma rara na história das séries. E a quinta temporada é um bom exemplo disso. Vários episódios poderiam estar presentes nessa lista, mas acaba que Bagman (o oitavo da temporada) é o mais simbólico. O capítulo mostra Jimmy chegando ao limite após um simples pedido de cliente dar errado. É repleto de conexões e acenos ao universo de Breaking Bad. Não por acaso, a direção é de Vince Gilligan, criador das duas séries. 

 

1) Trouble Don’t Last Always (Euphoria)

Euphoria inovou e decidiu lançar dois episódios especiais entre a primeira e a segunda temporada. Trouble Don’t Last Always é justamente o primeiro especial, lançado no início de dezembro. E é de tirar o fôlego. Com quase uma hora de duração, o episódio quase poderia entrar numa lista de Melhores Filmes do Ano. O nível da dramaturgia é altíssimo. E a forma escolhida para seguir com a série de forma minimalista – após o adiamento das filmagens da segunda temporada por causa do Covid-19 – se revelou precisa e criativa. O capítulo especial é basicamente todo focado no diálogo entre Rue (Zendaya) e Ali (Colman Domingo), seu padrinho nos narcóticos anônimos. O nível do texto é impressionante e os dois atores estão fabulosos. A melhor hora de TV em todo 2020.

 

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