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Marvel explica por que não há planos para filmes de Hulk e Viúva Negra

Alguns fãs ficaram desapontados com a Marvel por não ter incluído filmes solos dos heróis Hulk e Viúva Negra em seu calendário de estreias até 2019, divulgado ontem em evento ao vivo.

Durante uma sessão de perguntas e respostas após o evento, o presidente da Marvel, Kevin Feige, explicou porque o Hulk de Mark Ruffalo ainda não ganhará sua própria franquia.

“Eu não diria que Hulk está ausente do nosso cronograma, porque ele vai aparecer em muitos desses próximos filmes, particularmente em todos os filmes dos Vingadores até 2019, incluindo ‘Guerra Infinita‘. Mark Ruffalo está a bordo de todos esses longas e nós estamos animados em incluí-lo nesses projetos. Em relação ao filme solo do Hulk, eu vou dizer o que disse sobre ‘Pantera Negra’ semana passada, ou sobre ‘Capitã Marvel’ e ‘Doutor Estranho’ semanas antes disso, ou sobre ‘Guardiões da Galáxia’ há dois anos, ou sobre ‘Homem-Formiga’ há 10 anos: veremos. Nós adoraríamos fazer [um spin-off de Hulk], encontrar um espaço para encaixar o filme mas, por enquanto, Hulk vai aparecer com seus amigos em outros filmes.”

Questionado também sobre a ausência de um filme solo da Viúva Negra no cronograma da Marvel, Feige disse que o estúdio tem planos maiores para a personagem de Scarlett Johansson.

“Como eu disse na apresentação, tudo agora é questão de introduzir novos personagens. A Viúva Negra não poderia ser mais importante como uma Vingadora, e assim como o Hulk, eles têm um papel fundamental nos filmes dos Vingadores. O papel dela em ‘Vingadores: Era de Ultron’ é muito grande e desenvolve mais a fundo a personagem. Os planos que nós temos para ela ao longo da saga dos Vingadores são grandiosos. A Viúva é um dos pilares [da franquia]. Então, ao invés de tirá-la da franquia ou fazer um filme sobre suas origens, nós daremos continuidade a sua jornada dentro do nosso universo cinemático, no qual Viúva é uma peça chave.”

O time dos Vingadores sofrerá uma ruptura no final de ‘Vingadores: Era de Ultron‘ e vai mudar sua formação de heróis – saiba mais. Mas após as declarações de Feige, tudo indica que Hulk e Viúva Negra não devem desfalcar o grupo.

Assista ao segundo trailer de ‘Vingadores: Era de Ultron’

Confira as datas e os logos dos próximos filmes da Marvel:

Capitão América: Guerra Civil (6 de Maio de 2016)

– Doutor Estranho (4 de Novembro de 2016)

Guardiões da Galáxia 2 (5 de Maio de 2017)

Thor: Ragnarok (28 de Julho de 2017)

Pantera Negra (3 de Novembro de 2017)

Capitã Marvel (6 de Julho de 2018)

Os Inumanos (2 de Novembro de 2018)

Avengers: Infinity War Parte I (4 de Maio de 2018)

– Avengers: Infinity War Parte II (3 de Maio de 2019)

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Crítica | Labyrinthus: 38ª Mostra de Cinema de SP

SESSÃO DA TARDE NA MOSTRA

 

E literalmente foi uma sessão da tarde. Assisti ao filme na primeira sessão do dia. Labyrinthus, do diretor belga Douglas Boswell, atende a todos os requisitos de um filme da Sessão da Tarde. História com apelo com o público pré-adolescente – e nerd, rsrs –, uma narrativa com bastante aventura, humor jovial, uma vilão típico dos filmes adolescentes, linguagem simples, estrutura linear e roteiro seguindo uma estrutura bem clássica de narrativa.

Em Labyrinthus, depois de esbarrar com um homem misterioso, o adolescente Frikke (Spencer Bogaert) encontra uma caixa escura e um pendrive. Quando ele conecta esse pendrive ao computador, inicia-se um jogo. O que ele descobrirá em pouco tempo, é que a caixa serve para transferir objetos e pessoas para dentro do jogo. Frikke terá que ajudar a garota Nola (Emma Verlinden).

Estamos diante de uma aventura clássica. Todos os elementos estão presentes, do romance juvenil ao vilão caricato. No roteiro, são perceptíveis furos e obviedades. Como exemplo, temos Rudolf (Pepijn Coudron), sujeito mais velho que irá ajudar Frikke em solucionar o problema do jogo. Nem bem ele cruza com a mãe de Frikke, já sabemos que ele ficou interessado nela, mesmo sem ter nada disso construído na narrativa! Simplesmente, ele fica interessado, e ponto final! Claro que se trata de um filme mais singelo, despretensioso, que tende a agradar mais os adolescentes, e esses detalhes no roteiro não afetam a sessão da tarde. De qualquer forma, Labyrinthus pode ser uma opção mais leve entre um filme mais pesado e outro da Mostra.

Crítica | Três Casamentos A Mais: 38ª Mostra de Cinema de SP

COMÉDIA ROMÂNTICA COM SABOR DE PAELLA

 

Estamos tão acostumados a assistir comédias românticas norte-americanas que assistir uma com sotaque diferente é estimulante. Três Casamentos A Mais (Tres Bodas De Más), do espanhol Javier Ruiz Caldera, segue à risca a fórmula do gênero. Ruth (Inma Cuesta) está triste com o fim do namoro e por receber convite para o casamento de três ex-namorados. Para não ir desacompanhada, ela convida Dani (Martiño Rivas), o novo e bonito estagiário. No primeiro dos três casamentos, Ruth conhece Álex (Quim Gutiérrez), cirurgião plástico desengonçado e bem menos bonito que Dani. Está armado o triângulo.

Sabemos que Ruth irá terminar com o bonitão Dani, mas o bom desse tipo de filme é como se chegará ao final. E, esse tempero espanhol, dá um sabor todo especial ao filme. Começa que as piadas são bem mais picantes do que a média das comédias românticas. Há muitas piadas de cunho sexual e até situações um pouco mais escatológicas, mas sempre deliciosamente engraçadas. Há também situações bem diferentes criadas pelo roteiro, como o segundo casamento que Ruth vai.

Destaque especial para Rossy de Palma, atriz clássica dos filmes de Almodóvar, que aqui fasta o papel da mãe fogosa de Ruth.

Crítica | Carta Ao Rei: 38ª Mostra de Cinema de SP

UMA AGRADÁVEL SURPRESA

 

Carta Ao Rei (Brev Til Kongen) é um filme pautado na emoção. Um grupo de migrantes curdos, que residem no interior da Noruega, organiza uma viagem para Oslo. Cada uma dessas pessoas tem um objetivo. Um jovem querendo cobrar seu salário atrasado; uma mulher buscando um acerto de contas com o homem que desgraçou sua vida; um homem que tem um encontro marcado com uma mulher. Não há propriamente um protagonista, mas o título do filme é um tributo ao Tio Mirza, que deseja entregar uma carta ao rio da Noruega.

Ao longo do filme, vamos acompanhando a leitura da carta em narração em off feita pelo Tio Mirza. Não vale dizer mais sobre o filme, apenas que cada um das personagens de destaque no filme é profundamente humano, especialmente Mirza; não há como não se emocionar com as razões que lhe levam a escrever a carta ao rei. Destaque para a costura feita pela edição, que permite um claro entendimento da narrativa, sem prejudicar a emoção.

Os Inumanos

(Inhumans)

Elenco:

Direção:

Gênero: Aventura

Duração: — min.

Distribuidora: Marvel Brasil

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 31 de Agosto de 2017

Sinopse:

O filme foi cancelado, mas iniciará uma série de TV. Os dois primeiros episódios de The Inhumans serão exibidos em cinemas IMAX dos Estados Unidos a partir de 1º de setembro de 2017. No Brasil, a estreia acontece dia 31 de Agosto.

Criados por Stan Lee e Jack Kirby, os Inumanos são descendentes de humanos normais, que há muitos séculos foram mudados em experiências realizadas pelos alienígenas conhecidos por Krees. Eles apareceram pela primeira vez na revista Fantastic Four #45, de 1965, como coadjuvantes do Quarteto Fantástico. A formação de heróis é composta por Raio Negro, Medusa, Karnak, Gorgon, Triton, Crystl e Máximus, o Louco.

Curiosidades:

» Os oito episódios devem ser exibidos sem hiatus pela emissora.

Trailer:


Cartazes:

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Fotos:

Guerra é Guerra!

(This Means War)

 

Elenco: Reese Witherspoon, Chris Pine, Tom Hardy, Laura Vandervoort, Til Schweiger, Rebel Wilson, Angela Bassett, Abigail Spencer, Emilie Ullerup, Chelsea Handler.

Direção: McG

Gênero: Comédia/Ação

Duração: 120 min.

Distribuidora: Fox Film

Orçamento: US$ 60 milhões

Estreia: 16 de Março de 2012

Sinopse: Na comédia romântica de ação ‘Guerra é Guerra‘, dois amigos inseparáveis (Pine e Hardy) se apaixonam pela mesma garota (Witherspoon) e acabam entrando em uma guerra cheia de ação para conquistá-la. Como ambos são veteranos espiões, a batalha pelo coração da garota toma grandes proporções.

Leia a crítica!

 

Curiosidades:

» Sam Worthington (‘Avatar’) abandonou a produção, sendo substituído por Tom Hardy.

Crítica | A Gangue: 38ª Mostra de Cinema de SP

O CINEMA SURDO-MUDO

 

A comparação mais aproximada da experiência de ver ao filme ucraniano A Gangue (Plemya) é a de assistir um filme estrangeiro sem legenda. Nele, só teríamos as imagens para nos ancorar. Em A Gangue, para a grande maioria do público, só restam as imagens.

Em seu longa de estreia, o diretor Myroslav Slaboshpytskiy optou por um filme inteiramente falado na linguagem de sinais. Exceto as legendas no começo da projeção que explicam a concepção do filme, nenhuma outra palavra será escutada ou legendada. O filme conta a história do jovem Sergey, que ingressa em um internato para surdos-mudos, no qual alguns estudantes formam uma rede de crimes e prostituição. Em pouco tempo, Sergey irá fazer parte desse grupo.

Impressiona a capacidade do diretor de nos conduzir por uma narrativa só com as imagens, mesmo sendo um filme com diálogos e com a maioria dos espectadores não conhecendo essa linguagem. E, pensando no público brasileiro, isso fica mais impressionante. Enfim, somos jogados em um universo sem um tradutor simultâneo.

A Gangue consegue a compreensão do público por causa de um procedimento usado nas origens do cinema. No começo, os filmes eram exaustivos na exposição de suas imagens. Seja pelo baixo desenvolvimento da montagem, seja pela novidade do cinema, que não contava com uma linguagem difundida entre o público, os fatos eram expostos por inteiro. Se havia um assalto a um trem, então era preciso mostrar todos os seus passos. Com o tempo, e com a ajuda do som, os filmes ficaram mais sugestivos; bastava ver o começo e o final da ação para se entendê-la. O corte da cena produz uma ausência que o espectador preenche graças aos elementos que o restante do filme fornece.

Sabendo que seu público não conheceria a linguagem dos sinais, Myroslav Slaboshpytskiy é exaustivo em suas imagens, explorando as cenas ao máximo possível, muitas vezes reiterando a ação, de forma que o público compreenda o que está acontecendo. Se um crime será cometido, acompanhamos todas as etapas. Isto explica, no filme, a presença constante do plano-sequência – quando a câmera mostra a ação sem cortes.

Como o corte exige que o espectador complete o espaço vazio, e como não temos outro apoio além da imagem, a solução é o plano-sequência. Quando Sergey paga para transar com uma amiga prostituta, assistimos tudo, as posições, a recusa de beijar Sergey e o beijo apaixonado de ambos no final. A garota já gostava de Sergey? Ela percebeu sua paixão durante o sexo? Foi um beijo encenado?

Ambiguidade e violência dominam o filme. Ambíguo porque, mais do que em outros, não temos grandes certezas sobre os fatos e personagens. Violento, bem, vá e veja!

Alguns podem falar – e terão certa dose de razão – que a opção por um filme todo em linguagem de sinais é uma extravagância, uma forma de um diretor estreante ganhar divulgação fácil. Fato, se o filme fosse falado, seria apenas mais um filme violento de festival. Sua força está em sua opção estética, que não se limita ao mero fetichismo.

A Gangue nos coloca em um universo particular, que a maioria de nós ignora, desafiando nossos preconceitos. Ele não apresenta suas personagens como pobres coitados, ou como pessoas angelicais por causa de um problema físico. O filme trata suas personagens de maneira adulta. Os alunos do internato são figuras humanas que expõem o pior que temos. Isto desafia tanto o preconceituoso que costuma rir de uma deficiência, quanto aquele seu conhecido que adora levantar “a bandeira da causa justa”.

Por tudo isso, o longa de estreia de Myroslav Slaboshpytskiy merece nossa atenção. Já na espera de seus próximos trabalhos!

Transformers 4: A Era da Extinção

(Transformers 4: Age of Extinction)

 

Elenco: Mark Wahlberg, Nicola Peltz, Stanley Tucci, T.J. Miller, Sophia Myles, Kelsey Grammer, Peter Cullen, Titus Welliver, Bingbing Li, Jack Reynor, Geng Han.

Direção: Michael Bay

Gênero: Ação

Duração: 166 min.

Orçamento: US$ 165 milhões

Distribuidora: Paramount Pictures

Estreia:

17 de Julho de 2014

Sinopse:

Ambientado após os eventos de ‘Transformers: O Lado Oculto da Lua’, ‘Transformers: A Era da Extinção‘ mostrará a humanidade tentando se reerguer após o desaparecimento dos Autobots e dos Decepticons da face do Planeta Terra. Porém, um grupo de empresários poderosos e cientistas pesquisar a passagem dos Transformers pela Terra, e acabam empurrando a tecnologia a limites para além do que eles podem controlar. Ao mesmo tempo, uma poderosa ameaça Transformer coloca a Terra em sua mira. Começa uma aventura épica e a batalha entre o bem e o mal, para a liberdade ou para a escravidão.

Curiosidades:

» O título será ‘Transformers 4: Age of Extinction‘ (Transformers 4: Era da Extinção), bastante similar ao ‘Era de Ultron‘ de ‘Os Vingadores 2‘.  ‘Transformers: Last Stand’‘Transformers: Apocalypse’ e ‘Transformers: Future Cast’ eram as outras opções de título.

» Depois de uma colaboração bem-sucedida no filme ‘Sem Dor, Sem Ganho‘ (Pain and Gain) que estreia em breve, Michael Bay escolheu o ator indicado ao Oscar® Mark Wahlberg para estrelar. “Mark é incrível. Foi muito divertido trabalharmos juntos em Pain and Gain e estou muito entusiasmado por voltar a trabalhar com ele. Um ator do seu calibre é o cara perfeito para revigorar a franquia e levar adiante o legado de Transformers”, disse Bay.

» O primeiro filme ‘Transformers‘ foi uma sensação das bilheterias em 2007, abrindo em primeiro lugar e arrecadando mais de US$ 700 milhões em todo o mundo. Seu segundo capítulo arrecadou mais de US$ 830 milhões mundialmente, em 2009. Em 2011,‘Transformers: O Lado Oculto da Lua‘ arrecadou mais um bilhão de dólares mundialmente e se tornou o filme com a 5ª maior arrecadação de todos os tempos.

»  Até hoje, a franquia já soma mais de US$ 2,6 bilhões arrecadados em todo o mundo.

» Shia LaBeouf não retorna.

» Jason Statham chegou a ser cotado para protagonizar.

» Michael Bay voltou a fazer drama e dizer que o quarto ‘Transformers‘ será seu último. Vale lembrar que o diretor também disse que não voltaria para o terceiro, nem para este, acabou assinando contrato com o estúdio.

» O diretor falou sobre ‘Transformers 4’. “Não trata-se de um reboot, essa palavra talvez esteja errada. Não quero que as pessoas pensem que será como o Homem-Aranha, que reinicia toda a história da franquia. Não vamos fazer isso”, disse. “Vamos pegar toda aquela história que você já viu, nos três filmes da saga, e levá-la para uma nova direção. Tudo que contamos continua valendo”, continua. Segundo o diretor, a história não deve se passar no planeja Terra. “Quero uma ficção-científica, mas mantendo os pés no chão, realista. É o que funciona nesses filmes”.

» O orçamento ficou na casa dos US$ 165-170 milhões, inferior ao de ‘Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua‘, que custou US$195 milhões.

 

Crítica:

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Transformers 4 – A Era da Extinção
7.

 


Entrevista Nicola Peltz e Jack Reynor: 


Trailer: 

Cartazes:

 

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Fotos:

 

 

Crítica | Permanência

Instabilidade constante

Hibrido do curta-metragem Décimo Segundo (2007), também protagonizado pela dupla Irandhir Santos e Rita Carelli, Permanência, primeiro longa-metragem de Leonardo Lacca, fala sobre o ir e voltar, da não estabilidade emocional e do banal, colocados numa situação que geralmente deixa cicatrizes.

É assim o personagem Ivo (Santos), um fotógrafo pernambucano que vai a São Paulo para realizar sua primeira exposição solo, lá se hospeda na casa Rita (Carelli), uma ex-namorada que agora está casada. No primeiro encontro do casal percebemos o desconcerto com alguns sorrisos amarelos e closes analíticos. Com o tempo o clima vai se tornando cada vez mais delicado e ambos parecem novamente apaixonados, afetando, dessa maneira, o casamento de Rita e dando rumos diferentes as ideias profissionais de Ivo.

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Ainda que sem grandes diálogos, sempre apostando em gags cômicas que pouco funciona, o filme fala muito por meio de gestos e olhares, Lacca consegue imprimir a angustia e solidão interna de seus personagens através de câmeras estáticas e frios tons fotográficos. A narrativa tem um ritmo lento e caminha junto à passagem do protagonista pela nova cidade, um tanto difusa e improdutiva.

Apesar de acompanharmos Ivo durante toda sua jornada, pouco sabemos dele, menos ainda das demais figuras que o rodeiam, podendo dessa forma excluir o processo de identificação e não captar alguns espectadores. No entanto, entende-se que essa proposta se dar pela intenção de Lacca em querer apenas tratar daquele momento prosaico vivido por muitos, quando alguém chega e se vai, o conceito da impermanência, onde tudo é inalterável.

Tanto Irandhir, quanto Carelli desempenham bem suas funções e conferem atuações críveis, sendo fundamentais para que o troço funcione. A fita também lembra alguns trabalhos do cineasta paulista Beto Brant, pela atmosfera gélida e ambiguidade latente. Em suma, Permanência não é uma obra esplendida, mas transmite de maneira universal suas ideias.

Texto originalmente publicado na cobertura do VII Janela Internacional de Cinema do Recife.

Vizinhos

(Neighbors)

 

Elenco:

Zac Efron, Rose Byrne, Dave Franco, Seth Rogen, Christopher Mintz-Plasse, Jake Johnson, Lisa Kudrow, Chasty Ballesteros, Carla Gallo, Ali Cobrin, Olia Voronkova.

Direção: Nicholas Stoller

Gênero: Comédia

Duração: 97 min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: US$ 18 milhões

Estreia: 19 de Junho de 2014

Sinopse:

A comédia Vizinhos retrata a vida do casal Mac (Seth Rogen) e Kelly Radner (Rose Byrne) depois da chegada de sua primeira filha. Além de lidar com as novas tarefas com a recém-nascida, o casal terá que suportar o dia a dia ao lado de seus novos vizinhos: uma república com mais de 50 estudantes festeiros.

Curiosidades:

» Nicholas Stoller (‘Ressaca de Amor’) dirige.

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

Como Treinar o seu Dragão 2

(How to Train Your Dragon 2)
Elenco: Vozes de: Jay Baruchel, Gerard Butler, Craig Ferguson, America Ferrera, Jonah Hill, Christopher Mintz-Plasse, TJ Miller, Kristen Wiig.

Direção: Dean DeBlois

Gênero: Animação

Duração: 102 min.

Distribuidora: Fox Film

Orçamento: US$ 90 milhões

Estreia: 20 de Junho de 2014

Sinopse:

Depois de convencer o seu vilarejo que os dragões não devem ser combatidos, Soluço convive com seu dragão Fúria da Noite, e estes animais integraram pacificamente a rotina dos moradores da ilha de Berk. Entre viagens pelos céus e corridas de dragões, Soluço descobre uma caverna secreta, onde centenas de novos dragões vivem, e não estão dispostos a viver em harmonia com os habitantes da ilha. Enquanto o perigoso Dragon Rider ameaça acabar com a paz no local, Soluço e Fúria da Noite unem-se novamente para provar que homens e animais devem ser parceiros.

Curiosidades:

» Sequência da adaptação do livro infantil ‘Como treinar seu Dragão‘, de Cressida Cowell.

» Peter Hastings, diretor do original, não retorna. Dean DeBlois, co-diretor do original, comanda.

» O vilão Drago terá a voz de Djimon Honsou (‘A Ilha’). Outra novidade no elenco de dubladores é Kit Harington (‘Game of Thrones’).

» Retornam do primeiro filme Jay Baruchel como a voz de Soluço, Gerard Butler como o chefe Viking Stoico, America Ferrera como Astrid, Jonah Hill como Melequento, Kristen Wiig como Cabeçaquente e Christopher Mintz-Plasse como Perna-de-Peixe.


Trailer:

 

Cartazes:

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Fotos:

Amor Sem Fim

(Endless Love)

 

Elenco:

Alex Pettyfer, Gabriella Wilde, Robert Patrick, Emma Rigby, Rhys Wakefield, Joely Richardson, Bruce Greenwood, Dayo Okeniyi, Anna Enger, Sharon Conley.

Direção: Shana Feste

Gênero: Romance

Duração: 104 min.

Distribuidora: H2O Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 12 de Junho de 2014

Sinopse:

Amor sem Fim” traz Alex Pettyfer (“Magic Mike” e “Eu Sou o Número Quatro”) e Gabriella Wilde (“Os Três Mosqueteiros” e “Carrie – A Estranha”) como os protagonistas Jade Butterfield e David Elliot. Na história, ela, uma menina com um futuro brilhante, e ele, um jovem carismático, vivem um intenso caso de amor. Embora pertençam a diferentes classes sociais e enfrentem a oposição dos pais, a atração que os une é inegável e inevitável.

Ao conhecer Jade, David se apaixona por uma garota que, mesmo linda e brilhante, é extremamente tímida e não consegue se relacionar na escola. Parte de sua dificuldade de integração social se deve ao fato de ter sofrido uma grande perda familiar. Com David, Jade consegue ver o mundo além dos colegas de classe e de seu mundo particular. Com o amor, David também se sente encorajado a enfrentar a vida, ganhando autoconfiança.

Curiosidades:

»  Refilmagem de ‘Amor Sem Fim‘ (1981), estrelado por Brooke Shields, Shirley Knight e Don Murray.

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

O Doador de Memórias

(The Giver)

 

Elenco:

Brenton Thwaites, Jeff Bridges, Meryl Streep, Taylor Swift, Alexander Skarsgård, Odeya Rush e Katie Holmes.

Direção: Phillip Noyce

Gênero: Drama

Duração: 97 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ 25 milhões

Estreia: 11 de Setembro de 2014

Sinopse:

O Doador de Memórias‘ é baseado no livro de Lois Lowry, e conta a história de um mundo perfeito, no qual todos são felizes. Quando Jonas faz 12 anos, é escolhido para ser o Receptor de Memórias da comunidade. Ele entra em treinamento com um velho homem, a quem chamam O Doador. Do Doador, Jonas aprende sobre dor, tristeza, guerra e todas as verdades infelizes do mundo “real”, percebendo rapidamente que a comunidade vive em falsidade. Confrontado com a realidade, Jonas enfrenta escolhas difíceis sobre sua própria vida e seu futuro.

Curiosidades:

» ‘O Doador’ é um livro infanto-juvenil ambientado num futuro distópico, assim como o fenômeno ‘Jogos Vorazes’. A diferença é que a obra de Lois Lowry, também um sucesso de vendas, foi lançada muito antes, em 1993.

Trailer:

Cartazes:

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Crítica | Brasil S/A

 Evolução ou involução?

O cinema de Marcelo Pedroso sempre foi experimental, mesmo o documentário Pacific (2009) possui estranheza no formato, mas este Brasil S/A transcende o significado e aparece como o longa mais difícil de sua carreira. Trazendo tópicos que já debateu em títulos anteriores (o curta Em Trânsito (2013) pode ser o embrião), como homem versus máquina e a urbanização inumana, Pedroso realiza uma obra belíssima do ponto vista estético visual (cada plano poderia ser facilmente emoldurado) e narrativo. E, mesmo que algumas abordagens possam soar tolas se vistas isoladamente, quando juntas conferem uma forte mensagem consciente.

Isento de diálogos, desde o primeiro plano o filme se preocupa em falar através de imagens e até o fim utiliza o artificio do chamado Efeito Kuleshov. Logo de cara começamos a notar inúmeras alegorias, como a do tratamento despojado dado aos trabalhadores e a máxima segurança com os tratores.

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Daí em diante o diretor segue esse esquema e vai empreendendo, um a um, os temas que julga nocivos para sociedade moderna. O caso das infindáveis construções civis, que excluem qualquer verde, a compra exacerbada de automóveis, gerando engarrafamentos quilométricos e o problema da era digital, que vem nos tornando mais alheios à vida real.

Em alguns momentos durante a exibição, vemos a bandeira brasileira (com o “Ordem e Progresso” excluído do meio) tremular sobre as edificações e empalidecer todos que estão em sua sombra. Mais uma óbvia metáfora que se completa ao final do longa, quando o estandarte toca o sol, mas as pessoas não conseguem enxergar, tanto que agora precisam de um binóculo. Aliás, tudo aqui são símbolos e, como a fita possui uma linguagem peculiar, certamente irá causar a rejeição de alguns espectadores. No entanto, só pela ousadia de Pedroso realizar algo tão incomum em solo brasileiro, o troço já merece destaque.

Texto originalmente publicado na cobertura do VII Janela Internacional de Cinema do Recife.

Crítica | Ciclo: 38ª Mostra de Cinema de SP

O SILÊNCIO QUE PRECEDE O ESPORRO

 

Sabe quando achamos que estamos fazendo algo que vai ser bom para nós, mas, ao final, os burros encontram a água? O filme turco Ciclo (Daire) pode ser lido assim, como uma trágica ironia sobre a vida. Muitas situações podem parecer nonsense, mas elas seguem a mesma lógica, personagens que buscam algo, mas que suas ações resultam o inesperado.

Se a descrição acima pode passar a impressão de tratar-se de uma comédia, não! O filme de Atil Inac é equilibrado entre humor e drama, embora este prevaleça. Três são as personagens de destaque: Feramus (Fatih Al), um professor de filosofia que precisa vender as terras da família, mas enfrenta a burocracia que deseja tornar a área uma reserva ambiental; Betül (Nazan Kesal) é diretora de teatro que, pela crise econômica, passa a trabalhar como uma espécie de agente funerária; Arif (Erol Babaoglu) é um funcionário de um aeroporto novinho, mas que não funciona por causa do tamanho da pista.

Mesmo sendo Feramus o que tenha maior destaque, são os outros dois que são os mais cativantes. Betül é uma fortaleza. Precisando de dinheiro para o tratamento de saúde de sua filha, ela faz um curso para tornar-se a responsável pelo ritual religioso de lavagem do corpo de mulheres mortas.

Bem mais leve é a história de Arif. Funcionário de um aeroporto sem atividade, Arif e os demais funcionários agem como se o aeroporto estivesse em plena atividade. Uma representação bem humorada de uma vida sem sentido.

Em algum momento, nossos três heróis estarão diante de uma grande ironia da vida – no caso de Betül, uma ironia dolorosa; três pessoas que tomaram um rumo para suas vidas, mas a vida decidiu mudar o percurso.

Crítica | O Retorno de Antígona: 38ª Mostra de Cinema de SP

NÃO FEZ JUS AO MITO

 

Típico filme que promete e não cumpre.  Se vocês lerem a sinopse do grego O Retorno de Antígona (Na Kathese Kai Na Koitas), podem pensar que se trata de uma obra com muitas camadas e de conflitos épicos! Antígona retorna para sua cidade natal e descobre que, por de baixo de um clima tranquilo, seus moradores vivem uma onda de violência e discriminação. Um círculo vicioso que permanece pela cumplicidade entre vítimas e perpetradores.

Ler o resumo pode passar a impressão de um filme interessante. Que nada, inocente! Até debate eleitoral é mais instigante do que isto. O diretor e roteirista Yorgos Servetas não consegue equilíbrio entre o esconder e o revelar, gerando desinteresse pela narrativa. Além do mais, a protagonista não possui empatia e nem passa credibilidade, dificultando a identificação com o público.

Enfim, um filme que não faz jus à carga dramática existente em Antígona, peça de Sófocles. Ao menos, em filmes assim, sempre podemos culpar o cara que fez a sinopse.

Crítica | Tsili: 38ª Mostra de Cinema de SP

AMOS GITAI FOCALIZA O DRAMA DOS REFUGIADOS NA SEGUNDA GUERRA

 

Em Tsili (Tsili), o israelense Amos Gitai escolhe abordar a segunda guerra mundial do ponto de vista dos refugiados. O filme começa com a protagonista Tsili (Sara Adler), vestida de branca, em um fundo preto, fazendo passos de dança moderna. Em seguida, encontramos a mesma personagem lançada em uma floresta da Ucrânia.

Somando dança e as primeiras cenas na floresta, são quase 20 minutos sem diálogos. Nessa parte inicial, veremos Tsili, já sem ninguém, em um confronto pela sobrevivência. Sara Adler transmite toda a dor da personagem, seja pela expressão facial, seja pelo gestual. As primeiras falas surgem quando Tsili encontra Marek (Adam Tsekhman). Ambos estabelecerão uma relação complicada, como uma guerra.

No segundo ato do filme, Tsili afasta-se de Marek e se junta a um grupo de judeus refugiados. Mais dificuldade e chegamos à parte final, na qual vemos Tsili em um hospital destruído. Em um dos instantes mais emocionantes da película, acompanharemos um monólogo interno dela. A sequência irá encerrar com um close do rosto de Tsili, em uma síntese de dor e esperança.

O filme ganha camadas com as imagens de arquivos usadas na parte final. São filmagens de crianças refugiadas sorridentes, mas com marcas dos sofrimentos decorrentes da guerra. O filme torna-se a narrativa da capacidade da inocência resistir à brutalidade.

Por sua forma, Tsili não é fácil de assistir. Com muitos silêncios e com um tema forte, o filme, livremente inspirado no livro de Aharon Appelfeld, pode não agradar a todos.

Crítica 2 | Cantinflas: A Magia da Comédia

O prazer em fazer os outros rirem é quase uma exclusividade das pessoas que amam o que fazem. Lembrando de uma época de glória do cinema mundial, onde astros inesquecíveis cortavam quarteirões emendando uma grande produção atrás da outra, o simpático longa-metragem Cantinflas mostra a trajetória corajosa de um ícone do cinema mexicano, seus amores e seu triunfo em Hollywood. Na pele do protagonista, o ótimo ator espanhol Óscar Jaenada dá conta do recado tirando diversos risos da plateia ao longo dos 100 minutos de filme.

Na trama, conhecemos Mario Moreno, um homem bastante humilde que luta diariamente pelo pão nosso de cada dia. Pulando de emprego em emprego, consegue aos poucos mostrar todo seu talento com o humorista em alguns circos (teatros populares). Em paralelo à trajetória de vida desse que se tornaria o grande Cantinflas no futuro, um dos grandes produtores da Era de Ouro de Hollywood Michael Todd (Michael Imperioli) está encontrando dificuldades para poder fechar com um elenco estelar de seu novo filme A Volta Ao mundo em 80 dias. Assim, conhecemos essas histórias que se unem e transformam esse filme em uma das grandes homenagens a um artista latino dos últimos tempos.

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Não é fácil homenagear um artista de expressão no cinema. O que ajuda muito, neste caso, é que a vida do grande Cantinflas é tragicômica do início ao fim. Com uma atuação para lá de inspirada de Jaenada, o público é presenteado com muitas cenas engraçadas, com dramas comoventes e presta atenção atentamente a todas as ações do polêmico ícone do cinema mexicano. A direção de Sebastian del Amo também é um dos destaques da fita, transformando a telona em um ambiente charmoso, estilizado, quase noir. O cineasta francês/mexicano dá uma aula em como ser criativo com a câmera nas mãos.

Quando o filme inverte, saindo das quase sempre cenas cômicas e se remodela em cenas mais densas, consegue subir de nível mais ainda, fruto dos ótimos atores reunidos em cena. O descontrole que vemos do protagonista, quando sua vida vira quase um novelão mexicano é muito bem retratado. Moreno gostava de rir e fazer os outros felizes, se escondia em Cantinflas mas nem sempre isso era possível. Outro ponto importante a ser analisado é a questão do sindicato dos artistas no México e a influência do protagonista nesta história. Quando o roteiro entra nessa questão o filme peca um pouco, poderia e deveria ser mais profundo no tema mas nada que prejudique ou atrapalhe o bom andamento do roteiro.

Cantinflas chegou aos cinemas brasileiros no último dia 23 de outubro e promete agradar a quase todos que amam cinema. Uma grande homenagem dessas, merece ser conferida por todos nós que sempre estamos aplaudindo de pé qualquer respiro de amor à sétima arte.

‘De Volta Para o Futuro’ voltará aos cinemas

De Volta Para O Futuro‘ completa 30 anos em 2015, e o clássico da ficção científica dos anos 80 voltará aos cinemas do mundo todo.

O filme será exibido com uma orquestra ao vivo tocando a trilha indicada ao Oscar, composta por Alan Silvestri, em turnê mundial.

A primeira exibição acontece em maio de 2015, em Loarno, na Suíça. Outras cidades e países que terão o lançamento serão divulgados em breve.

Lançado em 1985, o filme dirigido por Robert Zemeckis e produzido por Steven Spielberg contou a história de Marty McFly (Michael J. Fox), jovem que acidentalmente volta no tempo de 1985 para 1955 e conhece seus futuros pais no colégio. Ele acaba fazendo com que sua futura mãe fique romanticamente interessada por ele, mas com a ajuda do Dr. Emmett Brown (Christopher Lloyd), Marty tenta consertar o dano e encontrar um modo de voltar para 1985.

Recentemente, o produtor e roteirista da trilogia, Bob Gale, discutiu a possibilidade de novas versões da popular franquia.

“Vamos encarar os fatos: já vimos continuações feitas anos depois e não acho que dá para citar nenhuma que tenha sido realmente boa ou que superaram o filme original. Não dá para capturar aquela sensação novamente”, confessou ao site Yahoo!

Diante dessa onda de sequências e reboots de franquias dos anos 80, Gale foi questionado também sobre o retorno de sua cinessérie, mas descartou retomá-la ou revisitar de alguma forma os personagens de ‘De Volta Para o Futuro‘.

“Não faremos uma versão do diretor, relançar os filmes em 3D ou remexer nos efeitos especiais. As pessoas gostam desses filmes do jeito que eles são e achamos que são realmente muito bons. Então não vamos estragá-los.”

De Volta Para o Futuro‘ no momento está virando um espetáculo musical. Mas segundo o produtor, a peça só vai estrear “quando tivermos certeza absoluta que chegamos ao nível que queremos”.

Além disso tudo, o Hoverboard, skate voador visto em De Volta para o Futuro 2’, também virou realidade. A empresa californiana Arx Pax inventou Hendo, o primeiro Hoverboard funcional que vem com uma tecnologia capaz de fazer o skate flutuar. Como era de se esperar, o acessório possui algumas limitações, por exemplo, sua bateria dura apenas 7 minutos e ele só funciona sobre superfícies metálicas, a alguns centímetros do chão.

Dez protótipos já estão à venda por 10 mil dólares, mas a empresa está promovendo uma campanha no Kickstarter para arrecadar US$ 250 mil e aperfeiçoar o Hoverboard.

Para os afortunados que comprarem o skate voador, devem recebem o cobiçado objeto em 21 de outubro de 2015, justamente a data que Marty McFly (Michael J. Fox) chega ao futuro.

Confira um vídeo mostrando o Hoverboard real:

 

Crítica | Adorável Louise: 38ª Mostra de Cinema de SP

ADORÁVEL E ELEGANTE

 

Nem só de filmes chocantes, bizarros ou que busquem quebrar a narrativa clássica se faz uma Mostra de Cinema. Nem todos entram na clássica ideia de “filme de festival”. Adorável Louise (Lovely Louise), da diretora suíça Bettina Oberli, não entraria na classe que minha mãe chama de “esses filmes malucos”. Ele nem parece um filme de festival. Com uma narrativa clássica, Adorável Louise faria razoável sucesso no circuitão.

Oberli, que também é roteirista, em tudo adota uma linguagem clássica, e saiu-se muito bem. A direção adota quase uma câmera invisível, com cortes que não se notam, movimentações comedidas e, no geral, planos clássicos. Em termos de enquadramentos, chama atenção a similaridade de alguns planos conjuntos usados por Oberli com aqueles que vemos nos filmes de Wes Anderson.

Mas, o que deve chamar mais a atenção do espectador é a história. Adorável Louise segue, claro, um roteiro clássico. No primeiro ato, conhecemos André (Stefan Kurt), um taxista na casa dos 50, que mora com sua mãe, Louise (Annemarie Düringer), uma atriz de cinema aposentada. André tem toda sua vida dedicada à sua mãe, o que dificultará o envolvimento com Steffi (Nina Proll).

Devidamente aclimatados, surge Bill (Stanley Townsend), supostamente, filho que Louise teve quando morou nos Estados Unidos. E eis que conhecemos o problema essencial da trama. Claro, haverá confusões, uma suposta resolução dos conflitos, até que a questão é encerrada. No terceiro ato, um novo acontecimento conclui a transformação de André. Enfim, um roteiro clássico.

Além de suas qualidades técnicas, o filme mantém-se por personagens cativantes e história de fácil identificação. Não chega a ser uma obra-prima, não é um estonteante filme de festival, mas é um agradável filme normal.