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O Apocalipse

(Left Behind)

 

Elenco:

Nicolas Cage, Chad Michael Murray, Lea Thompson, Nicky Whelan, Quinton Aaron, Jordin Sparks, Martin Klebba, Laura Cayouette, Cassi Thomson, William Ragsdale.

Direção: Vic Armstrong

Gênero: Ação, Suspense, Ficção-Científica

Duração: 110 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ 15 milhões

Estreia: 23 de Outubro de 2014

Sinopse:

Adaptação de uma das mais impressionantes profecias da Bíblia, O Apocalipse narra os últimos dias na Terra após o arrebatamento. Em uma interpretação dos eventos descritos na Bíblia Sagrada, a trama acompanha a história de um pequeno grupo de sobreviventes que é deixado para trás junto com milhões de outras pessoas após uma parte da população da Terra desaparecer repentinamente. Investigando as causas desse evento, o jornalista Buck Williams (Chad Michael Murray) cruza o caminho do piloto de aviões Rayford Steele (Nicolas Cage) e de sua filha Chloe Steele (Cassi Thomson). Eles terão a ajuda do Pastor Bruce Barnes (Lance E. Nichols) para entender o que está acontecendo enquanto o mundo entra em colapso, iniciando uma nova era de caos e conflitos.

Curiosidades:

» Remake da franquia ‘Deixados para Trás‘ (Left Behind), trilogia de ação cristã estrelada por Kirk Cameron.

» Vic Armstrong dirige. Ele foi diretor de Segunda Unidade de ‘O Espetacular Homem-Aranha‘, ‘Thor‘ e ‘Salt‘, além de ter sido dublê de Indiana Jones e Superman.

» Os três filmes – lançados no Brasil em DVD – foram baseados na série de livros que vendeu mais de 70 milhões de exemplares e foi publicada em mais de 34 idiomas.

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

 

 

Grandes Amigos

(Amitiés Sincères)

 

Elenco: Jean-Hugues Anglade, Gérard Lanvin, Wladimir Yordanoff, Anna Girardot

Direção: Stéphan Archinard, François Prévôt-Leygonie

Gênero: Comédia

Duração: 104 min.

Distribuidora: Europa

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 23 de Outubro de 2014

Sinopse: 

Walter Orsini é um homem intenso, que adora falar alto. Ele é dono de um restaurante próprio e famoso na região, que está prestes a conquistar mais uma estrela. Sua vida é praticamente perfeita. Ama apaixonadamente seus grandes amigos de uma vida, Paul e Jacques, com quem costuma se reunir para pescar na praia, cozinhar e apreciar bons vinhos.

Curiosidades: 

» Rodado em 2012 na França.

» Grande parte da trama se passa em Paris e nos arredores da cidade, mas a produção do filme teve que improvisar. Por conta do tempo ruim, algumas filmagens foram deslocadas para a região de La Rochelle e também para Charentes-Maritime.

 

Trailer:

Cartazes: 

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Fotos:

 

 

 

Crítica 2 | Drácula: A História Nunca Contada

A Universal segue o caminho da Marvel

Sabe o Drácula, personagem clássico da literatura criado pelo escritor irlandês Bram Stoker em 1897, que teve diversas encarnações no cinema ao longo de mais de um século? Pois bem, talvez você precise esquecer tudo o que sabe sobre ele ao adentrar o novo Drácula: A História Nunca Contada. Uma coisa pode-se afirmar, os realizadores acertaram no título, essa é uma história nunca antes contada. Ao menos não lembro do atormentado príncipe romeno, transformado em conde da Transilvânia, ser um super-herói em qualquer outra versão.

No roteiro, escrito pelos iniciantes Matt Sazama e Burk Sharpless, Vlad Tepes (Luke Evans, de Velozes e Furiosos 6) é o regente da Romênia, marido romântico e pai carinhoso. O homem acolhedor e honesto luta contra as injustiças acometidas pelos turcos em relação ao seu povo. O último decreto previa que todos os jovens romenos fossem levados do reino para tornarem-se soldados turcos. Quando seu próprio filho é ameaçado, a linha na areia é traçada e o “empalador” vai à guerra. Porém, como derrotar um exército muito mais numeroso, apenas como um homem.

Assim como nas histórias de origem dos principais super-heróis, Vlad decide se tornar mais do que apenas um homem. Para isso, escala as distantes cavernas amaldiçoadas, usando sua enorme capa vermelha (que muito parece com as dos personagens Thor e Superman), para que uma criatura que ali vive (Charles Dance, com uma caracterização que remete a Nosferatu, a contraparte de Drácula) lhe confira grandes poderes, sem grandes responsabilidades.

Uma vez transformado, Drácula (como agora prefere ser chamado – afinal todo super-herói tem sua identidade secreta) é sensível à luz do sol, mas em compensação faz de tudo um pouco. A maior novidade talvez seja assumir a forma de não um, mas dezenas de morcegos de uma só vez. Dom útil para chegar mais rápido aos seus destinos. Se um dos roedores se perder no caminho, ele poderá ficar sem um dedo, quem sabe.

Esqueça qualquer resquício ou menção de terror, o novo Drácula é um filme de ação, uma obra inflada de US$ 70 milhões, recheada de efeitos visuais. A proposta da Universal é mesmo emplacar uma franquia tendo o protagonista como herói de sua própria série, assim como Homem de Ferro. É o que vende atualmente. O estúdio é dono dos monstros mais legais da sétima arte, pelo menos os mais icônicos, vide O Lobisomem, Frankenstein, Homem Invisível, o Monstro do Lago Negro e outros. Imagine um crossover no melhor estilo Os Vingadores.

Tudo bem que o mesmo já havia sido tentado, pela própria Universal, com Van Helsing (2004), e morrido na praia. Agora uma abordagem menos cartunesca e mais sombria é tentada. Algo como o Batman Begins dos monstros. Os atores são talentosos, mas realmente não são dados muito o que fazer aqui. Além do correto Evans, temos Dominic Cooper (nome igualmente em ascensão) como o vilão turco Mehmed. Um embate entre os dois no desfecho copia Lex Luthor e o Homem de Aço. Mesmo com todos os seus poderes, o kryptoniano tem o seu calcanhar de Aquiles, se tornando extremamente vulnerável.

Aqui, Cooper se esbalda com uma “chuva de prata” que cai sem parar. A bela Sarah Gadon (atriz recorrente do cultuado David Cronenberg em seus últimos três trabalhos) ganha mais destaque ao viver Mirena, a esposa do herói. Ainda é estranho referir-se ao personagem como herói. Fora isso, o novo Drácula é rotineiro, pouco inspirado e apenas repete a estrutura do mais banal que é produzido no subgênero, sem acrescentar nada em troca.

O clima jovial e descompromissado talvez não tenha atraído seu público alvo, já que o filme estreou em segunda posição no ranking das bilheterias americanas e na segunda semana em cartaz despencou para a sexta posição, acumulando tímidos US$ 40 milhões no país. Com o mercado atual, a produção poderá se pagar e lucrar ao redor do mundo, como Europa, Ásia e América Latina.

‘Vingadores: Era de Ultron’: Veja o primeiro trailer legendado!

Horas depois de ter vazado imagens do primeiro teaser de Vingadores: Era de Ultron, agora chegou a vez do próprio vídeo cair na rede.

A prévia tem baixa resolução e só deve ser liberada oficialmente no final do quinto episódio da segunda temporada de ‘Agents of SHIELD’, no próximo dia 28.

ATUALIZADO COM A VERSÃO OFICIAL E LEGENDADA, liberada pela Marvel:

A Marvel chegou a se pronunciar no Twitter sobre o vazamento do trailer: “Maldição, Hydra!”, brincou o estúdio, querendo culpar a organização terrorista pelo ocorrido.

Confira também o primeiro teaser pôster:

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Recentemente, saiu a informação que ‘Vingadores: Era de Ultron‘ terá o maior número de cenas com efeitos especiais da história da Marvel. Serão 3.000 cenas com efeitos especiais, contra 2.500 cenas de ‘Capitão América: O Soldado Invernal‘ e 2.250 de ‘Guardiões da Galáxia‘.

Homem de Ferro, Capitão América, Thor e Hulk não retornam em ‘Os Vingadores 3′

Uma prévia de ‘Vingadores: Era de Ultron‘ será lançada no Blu-ray de ‘Guardiões da Galáxia, que sairá em 9 de dezembro. Antes disso, o primeiro trailer do filme será exibido junto com as cópias de ‘Interestelar‘, nova ficção científica do diretor Christopher Nolan (trilogia do Batman).

Interestelar‘ estreia em 6 de novembro no Brasil e chega um dia depois aos EUA.

Disney divulga vídeo de bastidores de ‘Os Vingadores 2′

Em ‘Os Vingadores 2‘, quando Tony Stark (Robert Downey Jr.) tenta alavancar um dormente programa de manutenção da paz, as coisas dão errado e os mais poderosos heróis da Terra – Homem de Ferro (Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johanson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) – são testados ao limite com o destino do planeta pendurado na balança. Enquanto Ultron (James Spader) emerge, cabe aos Vingadores impedi-lo de executar os seus terríveis planos e suas preocupantes alianças, em uma ação desenfreante que abre espaço para uma épica e inigualável aventura global.

Com o apoio adicional de Nick Fury (Samuel L. Jackson) e da agente Maria Hill (Cobie Smulders), a equipe deve se reunir para derrotar Ultron, um terrível e infernal vilão tecnológico, empenhado na extinção humana. Ao longo do caminho, eles enfrentam dois misteriosos e poderosos recém-chegados, Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Pietro Maximoff (Aaron Taylor-Johnson), e encontram um velho amigo em uma nova forma quando Paul Bettany se torna o Visão.

O longa tem roteiro e direção de Joss Whedon.

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Crítica | Drácula – A História Nunca Contada

Como dizia o filósofo britânico Francis Bacon: “A Vingança é uma espécie de justiça selvagem”, assim para seguir exatamente esse pensamento, um dos maiores estúdios de cinema do mundo contratou o inexperiente diretor Gary Shore, juntou um orçamento de 100 milhões de dólares e deve ter pedido: por favor, me faça o melhor filme sobre Drácula já feito! Resultado, uma tentativa misturar Game of Thrones e Senhor dos Anéis, recheado de efeitos e atores sem nenhum tipo de carisma envolvidos em um roteiro que até a metade do filme funciona, depois vira um show da Broadway chato que nem de longe lembra outros belos filmes do famoso Drácula.

Na trama, no começo muito bem construída, somos levado a conhecer uma terrível guerra entre os romenos e os turcos. Assim, logo aparece o temido príncipe romeno Vlad, carinhosamente ou não conhecido como: o Empalador! Uma espécie de herói/anti-herói que luta pelo bem estar de seu povo. Durante essa guerra sanguinária, Vlad toma decisões arriscadas e coloca todo seu povo em risco. Para consertar e vencer a guerra, resolve fazer uma espécie de pacto com um monstrengo dando início a uma mitológica e já conhecida história sobre vampiros e criaturas feiticeiras.

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Obviamente a ideia dessa produção é dar início a uma saga que culminará na história do Drácula, já contada em outros filmes. Criar esse “Begins” é interessante, diversas outras franquias estão seguindo esses passos com sucesso. A questão é que nesse caso, a combinação que os produtores querem é a de um Drácula histórico com o do romance famoso de Bram Stoker. Partindo desse princípio, Drácula – A História Nunca contada, começa bem bastante real e convencendo com bons argumentos históricos de como essa lenda começou a partir de Vlad e seu misterioso pacto. O problema é quando começam a entrar os efeitos na história e tudo que estava sendo construído vira um calabouço exibicionista, muito mal dirigido e com interpretações extremamente não convincentes.

Há uma quebra de ritmo, de cronologia, os efeitos tomam conta de uma maneira que qualquer movimento real feito, vira um enter dado por um computador. Precisa ter alguém com experiência por trás das câmeras para tornar esses efeitos com um certo sentido dentro da história. Ao longo dos curtos 92 minutos, os dentes afiados, as bizonhas atuações, a fraca direção acabam tornando as cenas que eram para serem aterrorizadoras virarem um grande Lexotan. Lugar para dormir é em casa, não no cinema.

Crítica | Salto No Vazio: 38ª Mostra de Cinema de SP

AFINAL, QUEM DEPENDE DE QUEM?

 

Exibido na 4ª Mostra de Cinema de São Paulo, e reexibido nesta 38ª no contexto da retrospectiva da produtora francesa MK2, Salto No Vazio (Salto Nel Vuoto) é uma obra de meio de carreira do diretor Marco Bellocchio, que, apesar de não ter as qualidades de Vincere ou de A Bela que Dorme, é um trabalho de qualidades. É a chance de assistir um filme seu difícil de achar no Brasil.

De forma um tanto irregular, Salto No Vazio começa expondo a relação entre o juiz Mauro Ponticelli (Michel Piccolli) e sua irmã Marta Ponticelli (Anouk Aimée). Marta apresenta problemas mentais e tem tendências suicidas. O espectador pode ficar um pouco perdido no começo, uma vez que certas relações não ficam bem claras. Mas, logo no começo do segundo ato, já temos noção dos problemas de ambos.

Talvez por pena, ou por desejar não ter o peso de cuidar da irmã, Mauro apresenta-lhe um rapaz, contudo, este está sendo processado, o que obviamente, terão consequências ao longo do filme.

À medida que a narrativa avança, começamos a duvidar até que ponto Marta seja a maior dependente. Diversos atos de Mauro expõem que sua vida não teria muito sentido sem sua irmã. Contudo, esta talvez seja a mais superficial das interpretações. Bellocchio deixa ambiguidades ao longo das sequências, o que, certamente, é dos maiores méritos do filme. Destaque também para a cenografia da residência dos irmãos, com muitos espelhos e portas, passando uma impressão de um labirinto, tal qual uma mente desequilibrada.

Crítica | Carta A Um Pai: 38ª Mostra de Cinema de SP

DIRETOR ARGENTINO FAZ REMINISCÊNCIAS EM DOCUMENTÁRIO

 

O diretor argentino Edgardo Cozarinsky busca fazer do documentário Carta A Um Pai (Carta a un Padre) uma máquina de memórias. Partindo de objetos, seja uma fotografia ou um punhal, o diretor busca reconstruir a genealogia de sua família, iniciando por seu avó, que viveu na cidade de Entre Ríos. Partindo dos fatos que seu avô era judeu e seu pai oficial da Marinha, o diretor busca não só reconstruir sua memória como também as raízes da história da argentina.

Talvez estivesse num dia ruim, mas o documentário não conquistou este crítico. Apesar de curto – 70 minutos – não me senti laçado pela história pessoal do diretor. É um risco desse tipo de documentário, que pode ser uma experiência bela, quando se consegue conectar o particular ao universal, ou ser um verdadeiro sonífero, meu caso, que não consegui embarcar na viagem do diretor.

De qualquer forma, para os apreciadores do cinema argentino ou para os caçadores de documentários, fica a dica.

Lutando Contra o Tempo

(Ticking Clock)

 

Elenco:

Cuba Gooding Jr., Neal McDonough, Nicki Aycox, Austin Abrams, Yancey Arias, Dane Rhodes, Danielle Nicolet, Adrianne Frost, Edrick Browne.

Direção:  Ernie Barbarash

Gênero:  Ação

Duração:  111 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: US$ 6 milhões

Estreia: 2011

Sinopse:

Cuba Gooding, Jr., ator premiado com o Oscar® de Melhor Ator Coadjuvante em 1996 pelo filme Jerry Maguire, interpreta Lewis Hicks, um jornalista de página policial especializado em homicídios brutais. Ao encontrar o corpo mutilado da sua nova namorada e obter um diário macabro que revela a lista das futuras vítimas do assassino, ele terá que correr contra o tempo e encontrar maneira de impedir os terríveis assassinatos antes que eles ocorram.

Curiosidades:

» Lançado direto em Home Video.

 

Trailer:

 

Cartazes:

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Os Cinco filmes imperdíveis da Mostra de São Paulo

Até o dia 29 de outubro o público poderá conferir mais de 300 filmes de diversas nacionalidades durante a 38ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Destacamos cinco filmes que você não pode perder, confira!

1 – Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

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O filme foi um dos mais elogiados do Festival de Cannes este ano (onde o diretor Bennet Miller, de Capote, ganhou o prêmio de direção), e é um dos favoritos as indicações do Oscar 2015. Steve Carell, em raro papel dramático, dá um show à parte. A trama, baseada em história real, narra como um ex-medalhista olímpico vai da fama ao caos após se envolver com um milionário que deseja montar um centro de excelência esportiva.

Confira os horários!

 

2 – Relatos Selvagens

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O candidato argentino ao Oscar de filme estrangeiro é mais um da boa safra de Cannes este ano. Comédia de humor negro, com seis histórias onde os personagens perdem o controlem após terem suas vidas testadas por situações imprevisíveis. No elenco, o ‘muso’ argentino Ricardo Darín.

Confira os horários!

 

3 – Dois Dias, Uma Noite

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O novo filme dos irmãos Dardene (O Garoto de Bicicleta) também fez sucesso em Cannes, e traz a oscarizada Marion Cotillard como Sandra, que precisa da ajuda de seus colegas para conseguir ter seu emprego de volta. Um dos fortes candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2015.

Confira os horários!

 

4 – Um Pombo Pousou Num Galho Refletindo Sobre a Existência

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O longa sueco ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza deste ano, e acompanha dois homens cansados da vida em uma viagem de negócios. Vale pela forma inusitada como é contada a história, e pela originalidade.

Confira os horários!

 

5 – Leviatã

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Mais um bom filme que veio da seleção de Cannes deste ano (ganhou o prêmio de roteiro no Festival). O longa russo conta a história de um pai de família que é ameaçado de despejo por um político corrupto. É o indicado da Rússia ao Oscar de filme estrangeiro em 2015.

Confira os horários!

Crítica | Festa no Céu (2)

A mística dos sonhos românticos, ano após ano, quando desenterrada, fazem toda a diferença. Produzida pelo craque do cinema Guilhermo Del Toro, a comédia romântica que utiliza técnicas de animação Festa no Céu é um filme que será taxado, facilmente, como fofo. Além da melosidade dos simpáticos personagens, o roteiro consegue ser competente o suficiente para oferecer diversão e reflexão para todas as idades.

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Esta ótima animação, bem romântica por sinal, traz de volta aos cinemas o polêmico universo das touradas. Assim conhecemos o Julio Iglesias das touradas, Manolo, um jovem confiante e corajoso que é apaixonado pela bela Maria. Manolo é íntegro em seu modo de pensar e sempre sofre bullying de todos por não querer machucar os tourinhos que desafia. Até que um dia, por força de uma aposta de duas figuras místicas, Manolo vai para o céu mas logo percebe que seu lugar é entre os vivos, por isso, embarca em uma divertida aventura de volta ao nosso mundo para, entre outras coisas, lutar por seu grande amor.

Com um enredo repleto de canções, Festa no Céu pode ser considerado um semi-musical animado. O protagonista, usa todo seu charme na música, ecoando a voz de romântico sempre acompanhado de seu inseparável banjo. A interpretação de uma adaptação da música Creep da banda Radiohead é maravilhosa! Sem dúvidas o número musical mais legal da fita!

O poder da música, a força do coração, a coragem para vencer os medos… esse belo projeto cheio de efeitos, personagens desenhados com traços diferenciáveis, explora muitos conceitos que vemos aos montes em nosso cotidiano. Além de tudo, consegue com maestria ser um filme para todas as idades. Não perca essa deliciosa viagem pela história da família Sanchez que, mal ou bem, pode parecer com a minha ou a sua.

Scarlett Johansson pode estrelar adaptação hollywoodiana de ‘Ghost In the Shell’

A adaptação live-action do cultuado mangá ‘Ghost In the Shell‘ pode ser estrelada por Scarlett Johansson, a Viúva Negra nos filmes da Marvel.

Segundo o Deadline, a DreamWorks já ofereceu o cargo de protagonista para a atriz, apesar de Margot Robbie (‘O Lobo de Wall Street’) ter sido associada ao projeto há pouco tempo.

Rupert Sanders (‘Branca e Neve e o Caçador’) foi contratado para dirigir a versão cinematográfica.

Criada por Masamune Shirow em 1989, os quadrinhos já inspiraram jogos, uma série animada e dois animes (animações japonesas) em longa-metragem, dirigidos por Mamoru Oshii. No Brasil, os animes foram rebatizados como O Fantasma do Futuro.

Ambientada na primeira metade do século 21, a trama gira em torno do Setor de Segurança Pública 9, especializado em combater crimes cibernéticos. A protagonista é a Major Motoko Kusanagi, uma ciborgue à procura de um hacker conhecido como Pupper Master (Mestre das Marionetes).

Este é um projeto que o cineasta Steven Spielberg (‘Lincoln’) está desenvolvendo há muito tempo, através de seu estúdio DreamWorks, que distribuiu Ghost In the Shell 2: Innocence’. A companhia tem planos ambiciosos de filmar o longa em 3D.

A nova versão do roteiro é de William Wheeler (‘O Vigarista do Ano’, ‘O Relutante Fundamentalista’).

A produção é de Ari Arad e Avi Arad, que trabalharam juntos em ‘Homem de Ferro’, e Steven Paul, que colaborou com Ari nos dois ‘Motoqueiro Fantasma’.

Não há cronograma definido para o filme.

Ghost In the Shell O Fantasma do Futuro

Crítica | Festa no Céu

Cultura mexicana vendida para as massas

O ano de 2014 está bem servido de animações. Além de produtos vindos de grandes estúdios, como Lego (Warner), Peabody & Sherman (Dreamworks), Rio 2 (Fox), Como Treinar o Seu Dragão 2 (Dreamworks) e Aviões 2 (Disney), temos neste segundo semestre produções de estúdios menores e mais interessantes. No início do mês, o estúdio Laika, especializado em stop-motion, lançou sua nova obra, Os Boxtrolls. Agora é a vez da animação produzida pelo prestigiado Guillermo del Toro (Círculo de Fogo).

O cineasta mexicano, forte representante de seu país em Hollywood, banca a ideia do diretor Jorge R. Guitierrez e leva ao grande público a cultura e folclore do México. Apresentado literalmente na forma de uma aula, na qual uma guia conta a história para crianças americanas, Festa no Céu usa como trama o popularizado triângulo amoroso entre seus protagonistas. Além disso, o filme tem como tema o dia dos mortos, e seus mundos do além vida (crença entranhada na cultura do país).

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Maria, Manolo e Joaquin são amigos de infância. Desde cedo os rapazes disputam o amor da menina. Na fase adulta, já uma jovem formosa, Maria (voz de Zoe Saldana no original) retorna para a cidade após completar seus estudos. Lá, ela encontra o pomposo Joaquin (voz de Channing Tatum no original) como o chefe da guarda cheio de coragem, medalhas e único capaz de liderar a resistência contra a iminente ameaça de um grande vilão. E também Manolo (voz de Diego Luna no original), um jovem com crise existencialista, já que deseja ser músico ao contrário da tradição da família de toureiros.

Temos também a parte sobrenatural da história, com a inclusão de figuras como La Muerte (voz de Kate del Castillo no original), soberana do reino dos “Lembrados”, e Xibalba (voz de Ron Pearlman no original), governante da terra dos “Esquecidos”. Trata-se do céu e purgatório respectivamente. Neste trecho, a obra remete ao elogiado filme de Tim Burton, A Noiva Cadáver (2005), na forma como trata o animado mundo dos mortos.

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As entidades, antigas amantes, fazem joguetes com as vidas dos protagonistas através de apostas. La Muerte garante que Manolo terminará com Maria, já o trapaceiro Xibalta deposita suas fichas em Joaquin, inclusive dando-lhe certa vantagem. Festa no Céu pulsa com energia. O filme é recheado de cores vibrantes e uma animação única. É difícil para quem assiste a muitos filmes ser surpreendido, principalmente no que diz respeito a animações, mas a obra entrega justamente isso, algo extra e com muita alegria.

A obra produzida por del Toro aposta no diferencial, entregando um design estranho e peculiar, seja de seus personagens como dos cenários e criação de cenas. Existe inclusive espaço para a criatividade musical, ao reproduzirem diversas canções de sucesso e atuais na forma de músicas latinas de mariachis, dentre as quais uma que se destaca é Creep do Radiohead. Qualquer filme mirado ao público mais novo que se dê a esse trabalho tem o meu voto de confiança.

Crítica | Fúria

Uma pistola para Nicolas Cage

Deus abençoe Nicolas Cage! No auge de seus 50 anos, o sobrinho de Francis Ford Coppola, duas vezes indicado e vencedor do Oscar por Despedida em Las Vegas (1995), faz de tudo menos ficar sem trabalho. Nos últimos anos, voltou a uma superprodução em Motoqueiro Fantasma 2, obteve sucesso de público dublando a voz do protagonista na animação Os Croods, e de crítica com o filmaço sério e ainda inédito por aqui, Joe.

Fúria, seu novo trabalho, não se encaixa em nenhuma categoria citada e é essencialmente mais uma produção B no acervo do curioso ator. O filme é uma mistura de Sobre Meninos e Lobos (2003) e o recente O Protetor (com Denzel Washington), dadas as devidas proporções. Aqui Cage é Paul Maguire, ex-criminoso reformado, chefe de uma família aparentemente perfeita, e atual assessor do prefeito. Seu passado volta para assombrá-lo quando membros de uma gangue russa invadem sua casa e sequestram sua filha adolescente (papel da bela e carismática Aubrey Peeples).

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Assim, ao lado de dois ex-comparsas, o protagonista irá despejar toda a sua “fúria” nos responsáveis e em quem encontrar pelo caminho. O filme é um veículo de ação para Cage, altamente esquecível, recheado de clichês do gênero e com diálogos embaraçosamente sofríveis. O que chama a atenção é o fato de tais filmes do repertório do ator continuarem encontrando espaço nos cinemas brasileiros. Ligado no automático, o protagonista faz sua melhor cara de quem não tem vergonha em descontar um belo cheque, em troca de entregar isto para o público.

Entre tiros e brigas, Cage tenta não se descabelar muito. Aqui fazendo uso de um penteado que reforça sua falta capilar. Sentimos que Cage almeja sair da mesmice em duas cenas específicas, nas quais exibe traços daquele Cage insano que costumávamos ver em obras esquisitas de seu começo de carreira. Ele grita, repete aceleradamente a mesma frase para um inimigo moribundo, e faz cara de louco durante uma luta. Mas Fúria, que no original leva o nome de uma pistola russa (Tokarev), não permite que o ator se liberte das amarras impostas por um roteiro mundano e sem brilho, que entrega justamente e somente o que este tipo de público quer ver.

À Queima Roupa

(À Queima Roupa)

 

Elenco:

Documentário

Direção:  Theresa Jessouroun

Gênero:  Documentário

Duração:  90 min.

Distribuidora: Downtown Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 16 de Outubro de 2014

Sinopse:

Documentário investigativo que mostra a violência e a corrupção da polícia do Rio de Janeiro nos últimos 20 anos, apresentando os fatos mais emblemáticos deste período do ponto de vista dos familiares, testemunhas, sobreviventes e demais envolvidos diretamente nos casos, como advogados, promotores e juízes. O filme parte da Chacina de Vigário Geral de 1993, culminando com execuções cometidas em nome da lei em 2012 e 2013. Os fatos são apresentados através de entrevistas, imagens de arquivo e cenas ficcionais que reconstroem a memória dos sobreviventes das chacinas.

Curiosidades:

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Trailer:

 

Cartazes:

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Ilha dos Lêmures: Madagascar

(Island of Lemurs: Madagascar)

 

Elenco:

Morgan Freeman.

Direção:  Benjamin Eicher, Timo Joh. Mayer

Gênero:  Documentário

Duração:  50 min.

Distribuidora: IMAX

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 16 de Outubro de 2014

Sinopse:

Um lugar real que você nunca poderia imaginar. Estranhas criaturas que você nunca esquecerá. Filmado com câmeras IMAX® 3D, Ilha dos Lêmures: Madagascar leva o espectador em uma jornada espetacular para o remoto e maravilhoso mundo de Madagascar. Lêmures chegaram em Madagascar como náufragos milhões de anos atrás e evoluíram em diversas espécies, agora sob risco de extinção. Junte-se a cientista pioneira Dra. Patricia Wright em sua missão de vida para ajudar estas estranhas e adoráveis criaturas a sobreviverem no mundo moderno.

Curiosidades:

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Trailer:
 

Cartazes:

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Na Quebrada

(Na Quebrada)

 

Elenco:

Felipe Simas, Jorge Dias, Daiana Andrade, Domenica Dias, Jean Luis Amorim, Emanuelle Araujo, Claudio Jaborandy, Eucir de Souza.

Direção:  Fernando Grostein Andrade

Gênero:  Drama

Duração:  94 min.

Distribuidora: Downtown Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 16 de Outubro de 2014

Sinopse:

Até que ponto o passado dos seus pais determina o seu futuro? Quem cresce na marginalidade tem o direito de sonhar e mudar o seu futuro?

Baseado em histórias reais surpreendentes e inspiradoras, “Na Quebrada” revela a luta de jovens que cresceram entre armas, sangue e muito perrengue, para mudar suas vidas. Zeca sobreviveu à uma chacina. Gerson nunca viu seu pai fora das grades. Monica é diferente de todos da sua família. Junior explode tudo o que tenta consertar. Joana sonha com a mãe que nunca conheceu. O que acontece quando essas vidas são tocadas pelo cinema e os jovens decidem desafiar o destino?

Curiosidades:

» O elenco conta com Emanuelle Araujo, Gero Camilo e detentos da Penitenciária Desembargador Adriano Marrey que integram o grupo de teatro Do Lado de Cá.

 

Trailer:

 

Cartazes:

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Crítica | O Juiz

Não se engane com o cartaz deste drama. O Juiz não é apenas um filme do subgênero “tribunal”, mas uma narrativa que dialoga com dramas familiares, sendo assim, um enredo cheio de histórias paralelas, orquestradas com bom humor e um excelente trabalho de direção de David Dobkin, mais conhecido pelos trabalhos em Penetras Bons de Bico (2007) e Bater ou Correr em Londres (2005). Com o versátil Robert Downey Jr e o veterano Robert Duvall no elenco principal, adornado pelas participações brilhantes de Vera Farmiga e Billy Bob Thornton, O Juiz também é um daqueles filmes produzidos na intenção de brilhar na tal festa mais “famosa” (não diria mais importante, porque de fato não é) do cinema: a cerimônia do Oscar.

O filme, repleto de flashbacks e cenas de impacto memorialista, nos apresenta um advogado prepotente e suntuoso: ele se acha o melhor do pedaço, possui um belo carro, bem como uma linda esposa e uma casa espetacular. O padrão perfeito do que se convencionou chamar american way of life. Mas na realidade, é tudo uma fachada, como você perceberá no caminhar da narrativa: o casamento não vai bem, o protagonista vivencia constantemente dramas pessoais envolvendo a família, em especial, o pai, interpretado na medida por Robert Duvall, um homem igualmente prepotente, mandão e cheio de valores ultrapassados no que tange os padrões de vida estadunidense da contemporaneidade.

O império deste advogado vai ruir ainda mais: logo no começo do filme, enquanto defende um caso no qual o personagem gaba-se da tamanha vantagem diante dos argumentos da promotoria, recebe uma mensagem através do celular, pedindo-lhe urgência: a sua mãe faleceu, a sua presença no funeral é solicitada, bem como a necessidade de enfrentar os problemas do passado, reencontrar a família, amores do passado, lembranças em constante fade: ora felizes, ora tristes, contempladas por um excelente trabalho de direção, numa narrativa que ganha mais valor pelo cuidado diante dos enquadramentos, movimentos e planos de câmera, montagem e direção de arte exemplares e roteiro equilibrado, assinado a quatro mãos por Bill Dubuque e Nick Schenk.

Olhado através do prisma da famigerada originalidade, O Juiz reelabora alguns arquétipos, modela o enredo para os padrões dramáticos que o Oscar adora: uma família disfuncional, com doenças chegando para vitimar alguns, acidentes para desmotivar outros, num jogo entre encenação e mixagem de som que solicita ao espectador o derramamento de lágrimas. Mas isso não é ruim. Aí é que está o argumento desta trama: mesmo tomando como ponto de partida situações que consideramos os chavões do cinema, O Juiz consegue alcançar o seu lugar com dignidade. Pretensioso aos extremos, mas disse os motivos que lhe trouxeram. E mais, busca radiografar a sociedade estadunidense como ela talvez seja: conflituosa diante dos valores capitalistas, demonstrando, inclusive, certa frieza diante dos fatos cotidianos, haja vista o envolvimento da nação em tantos conflitos bélicos ao longo do século XX (só para ser modesto e traçar um recorte).

Ao passo que o filme trafega, percebemos que a narrativa não traz nada de novo, mas consegue capitalizar em torno de boas ideias. Esse é o grande saque que nem todos os produtores estão atentos, afinal, quantos filmes situados em um tribunal nós temos disponíveis? Vários. Os clássicos 12 homens e uma sentença e Testemunha de Acusação são “assumidades” dentro deste subgênero. Cher, em 1987, já foi advogada no ótimo Sob Suspeita, Sandra Bullock já foi assistente de um advogado em Tempo de Matar, Tom Hanks já foi vítima da homofobia em Filadélfia, e a lista, por sinal, é imensa e não cabe aqui: filmes no tribunal ou sobre alguns aspectos da área de Direito são produzidos à exaustão todos os anos. No que tange aos aspectos da família disfuncional, Meryl Streep e Julia Roberts protagonizaram um duelo similar ao apresentando em O Juiz, no drama Álbum de Família. O filho que retorna para resolver questões pendentes do passado está presente praticamente todo ano no mercado, tanto nas exibições em salas de cinema, quanto nos diversos lançamentos direto para o mercado de DVD e Blu-ray. A já citada Sandra Bullock retorna para o interior dos Estados Unidos em Quando o amor acontece, drama romântico lançado em 1997, após humilhação pública oriunda da traição do marido. Trazendo novamente para a relação pais e filhos, podemos observar que é constante esta reflexão na seara cultural: em séries como Will e Grace e Sex and The City, os pais são sempre vistos como algo digno de vergonha, um estorvo, uma pedra no sapato dos personagens. Sem querer recorrer aos estereótipos, mas dando margem para isso, inevitável em minha reflexão, diria que este é um tema constante nas produções e um caso para estudo mais aprofundado, quem sabe, na seara do academicismo. Sendo assim, voltando ao aspecto “originalidade”, tão comentado por outros críticos e alguns espectadores durante a espera para a sessão do filme, a questão aqui não é a produção ser inovadora, mas saber se adequar dentro de um padrão de mundo pós-moderno, com tradição narrativa milenar, cheio de histórias já contadas, em muitos casos, muito bem contadas.

Com 142 minutos de duração, diria que O Juiz é um bom filme. Isso vai contra os meus princípios em relação às reflexões sobre o que realmente é uma crítica de cinema, um texto onde chamamos o filme para dançar, dialogamos com ele e entregamos algumas observações abertas, nunca definitivas, estas, que estarão mais próximas da completude, não definitivamente, claro, com o seu senso crítico como leitor e espectador. Assista, reflita e, se possível, retorne para um diálogo saudável: a indústria cinematográfica e a crítica precisam disso, ou seja, de reflexão, de debate e constante circularidade entre produtores (diretores, atores, estúdios), comunicadores (nós críticos) e espectadores (vocês, leitores). A crítica que diz a você assista ou não assista deveria estar morta: ao decidir o que você deve fazer, adentra no seu pensamento e guia as suas escolhas. E daí, surge a pergunta: é isso que você quer para você, caro leitor do CinePOP?

 

Série de exorcismo de Eli Roth contrata sua protagonista

‘South of Hell‘, série de exorcismo produzida pelo cineasta Eli Roth (‘O Albergue’, ‘Cabana do Inferno’), encontrou sua protagonista.

Segundo o Deadline, Mena Suvari (‘Beleza Americana’) foi a escolhida para o papel, da exorcista e caçadora de demônios possuída Maria Abascal, que reside na Carolina do Sul. Ela luta contra Abigail, o demônio que a possui, pelo controle de sua alma, enquanto o alimenta com o mal que ela exorciza dos outros.

A atração terá James Manos Jr., o criador de ‘Dexter‘, como produtor principal. Além de dirigir o episódio piloto, Roth também assumirá a produção executiva ao lado de Jason Blum, produtor das franquias ‘Atividade Paranormal’ e ‘Sobrenatural’.

South of Hell‘ será a segunda produção original do canal pago americano WeTV. A primeira temporada, com oito episódios, estreia em 2015.

Crítica | Intocáveis

Entrou em cartaz nos cinemas brasileiros o filme francês Intocáveis. A produção vem fazendo muito sucesso mundo afora e é inclusive o filme mais visto nos EUA nesse ano de língua não inglesa. Atualmente o filme que já rendeu bastante dinheiro, conseguiu atrair mais de 40 milhões de espectadores para as salas de cinema de todo o mundo.

Quem for conferir pode ir sem medo que provavelmente vai gostar bastante da produção que é muito bem feita.

O filme é baseado em uma história real sobre a relação entre um milionário tetraplégico e o seu enfermeiro. No Brasil junto com o lançamento do longa chegam dois livros: O SEGUNDO SUSPIRO – livro que baseou o filme, escrito pelo próprio Phillippe Pozzo di Borgo – (Ed. Intrínseca) e VOCÊ MUDOU A MINHA VIDA (Ed. Record) – versão da história do enfermeiro argelino Abdel Sellou sobre as aventuras que emocionaram o público na França e que o próprio Philippe Pozzo di Borgo assina o prefácio.

A produção é comandada por Olivier Nakache e Eric Toledano. A dupla já fez outros filmes juntos em especial Apenas Bons Amigos, produção de 2005 estrelada por Gérard Depardieu. Assim como Intocáveis, esta película aborda um bromance, um roteiro que enfoca na relação de amizade masculina. Este é o 1° sucesso internacional da dupla que já levou alguns prêmios na produção de curtas.

No filme somos apresentados a história de Philippe (François Cluzet) um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático. De início eles enfrentam vários problemas, já que ambos têm temperamento forte, mas aos poucos passam a aprender um com o outro.

Intocáveis é uma produção de qualidade, um filme realmente muito bom e gostoso de assistir. É uma película muito bem filmada, intimista e bastante agradável. Os minutos da produção passam voando, especialmente pela boa qualidade da edição. A trilha sonora casa perfeitamente com todas as cenas e as atuações também são muito boas. Não pude conferir outros filmes do Omar Sy mas achei ele um ator de mão cheia, a sua atuação cativa muito o espectador e denota todo o tom cômico-sério do longa.

A história de amizade e cumplicidade construída entre Driss e Philippe também é bastante tocante, mas não é piegas ou forçada. As coisas transcorrem na tela com uma naturalidade e simplicidades impar. Isto gera no espectador uma sensação muito agradável enquanto este acompanha a jornada transformadora que passam junto com os personagens da película. Intocáveis é um filme para todos, dos mais novos aos mais velhos e dificilmente não vai agradar alguém. Cinema francês de extrema qualidade, que deve ser conferido e prestigiado pelos amantes da 7ª arte.

‘A Sogra’ vira série de TV

A Sogra‘, comédia estrelada por Jennifer Lopez e Jane Fonda em 2005, será transformada em série de TV pela Fox.

Chamada ‘Monster-in-Law‘ (mesmo título do filme original), a série terá seu episódio piloto escrito por Amy Harris, a criadora de ‘The Carrie Diaries’, e John Riggi (’30 Rock’). Os roteiristas também servirão como produtores executivos ao lado de Chris Bender e J.C. Spink. As informações são do Deadline.

No longa, Charlotte ‘Charlie’ Cantilini (Lopez) finalmente encontra o homem dos seus sonhos, o Dr. Kevin Fields (Michael Vartan), mas acaba descobrindo que a super protetora mãe dele, Viola (Fonda), é a mulher dos seus pesadelos.

O seriado se baseará levemente na produção original, ao explorar o mundo de casais infelizes enquanto mostra as alegrias e os horrores da paternidade. A versão televisiva de ‘A Sogra‘ focará o desafiador relacionamento entre uma recém-casada com sua terrível sogra.

Esta é a segunda adaptação de um filme para a TV anunciada pela New Line Cinema depois de ‘A Hora do Rush‘, que recebeu encomenda de episódio piloto pelo canal CBS.

A Sogra‘ teve um moderado sucesso de bilheteria, ao arrecadar US$ 154,7 milhões pelo mundo para seu orçamento de US$ 43 milhões.