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CinePOPcast #7 – Filmes Policiais

O CinePOPcast está de volta, e nesse episódio Renato Marafon, Pimp(Mal)Marcel Camp e Dudu Chaves conversam sobre os maiores policiais do cinema.

Elegemos como rei dos policiais o querido Bruce Willis, e comentamos quais foram os mais lendários personagens desses filmes. Tem também as duplas policiais, que às vezes pode envolver até um parceiro canino…

Ouça:

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Imperdível!

 

 

 

Atração Perigosa

 

(The Town)

 

Elenco:

Ben Affleck, Jon Hamm, Rebecca Hall, Jeremy Renner, Blake Lively, Pete Postlethwaite.

Direção: Ben Affleck

Gênero: Drama/Romance

Duração: 125 min

Distribuidora: Warner Bros.

Estreia: 29 de Outubro de 2010

Sinopse:

Em ‘Atração Perigosa‘, Doug MacRay (Ben Affleck) é um irrepreensível criminoso, líder de um grupo cruel de ladrões de banco que se orgulham de roubar tudo o que querem e sair impunes. Sem vínculos pessoais, Doug não teme perder alguém próximo. Mas tudo mudou no último trabalho do grupo, quando fez de refém uma gerente de banco, Claire Keesey (Rebecca Hall). Eles a libertam ilesa, mas Claire continua sob tensão, já que os ladrões sabem seu nome e seu endereço

. Ela começa a se recuperar quando conhece um homem modesto e bastante charmoso chamado Doug… sem perceber que ele é o mesmo homem que dias antes a tinha aterrorizado. A atração imediata entre eles pouco a pouco se transforma em um apaixonado romance que poderá conduzi-los a um destino perigoso e, até mesmo, mortal.

Curiosidades:

» Atração Perigosa‘ é uma adaptação do famoso romance de Chuck Hogan, ‘O Príncipe dos Ladrões‘, para o cinema.

Como Não Perder Essa Mulher

Após o ano de 2012, com pelo menos três ótimos filmes no currículo, o artista californiano Joseph Gordon-Levitt (Lincoln) resolve ingressar na carreira de diretor apresentando o interessante drama Como Não Perder essa Mulher. O roteiro – que também é escrito pelo Robin do último filme de Christopher Nolan – fala com maturidade sobre a vida sexual de um jovem, tema que em muitos outros filmes é tratado com descaso e ignorância, principalmente pelos bobocas filmes pipocas hollywoodianos. O longa-metragem, estimado em U$$ 6 Milhões, conta com as presenças marcantes de Julianne Moore (Carrie, a Estranha) e da musa Scarlett Johansson (Hitchcock), ambas super divertidas em seus respectivos papéis.

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A comédia cult Como Não Perder Essa Mulher acompanha Jon (Joseph Gordon-Levitt ), um clássico Don Juan dos dias de hoje que vive intensamente sua juventude e seus filmes pornôs. Levando uma vida sem relacionamentos sérios, consegue encontrar felicidade em simples movimentos noturnos cotidianos. Um dia, em mais uma dessas noites regadas a bebidas e mulheres, conhece Barbara (Scarlett Johansson), nascendo deste encontro uma paixão avassaladora. Após os enormes conflitos que atrapalham esse relacionamento, Jon conhece Esther (Julianne Moore) e a maturidade e os simples prazeres da vida são vistos de outra forma por esse curioso personagem.

Não é fácil abordar o sexo no cinema. Um dos grandes méritos de Gordon-Levitt e companhia é conseguir passar muita verdade e naturalidade nos ótimos diálogos que o filme possui. A história a princípio parece bobinha e seu personagem um eterno histrião. Porém, a cada nova sequência somos jogados e postos a pensar sobre as atitudes imaturas desse protagonista que com certeza vai dar o que falar no final da sessão. As coadjuvantes, já mencionadas no primeiro parágrafo, elevam a qualidade da fita, sendo muito bem aproveitadas pelo ótimo roteiro.

Como-Não-Perder-Essa-Mulher

O filme é muito direto na hora de passar suas mensagens se tornando dinâmico mas também um pouco repetitivo. O lado positivo é que essa tática em chegar logo ao tema central da história, prende o público rapidamente (ajudado pelo forte carisma dos personagens). O lado negativo é que perto do fim da história percebemos que muitas mensagens se tornaram repetitivas e isso pode gerar um certo desgosto do espectador que entender assim.

Uma curiosidade marcou a pré-produção deste projeto. Joseph Gordon-Levitt escreveu o papel de Barbara especialmente para Scarlett Johansson. Imaginem a felicidade do jovem artista quando a musa de Woody Allen – e porque não dizer, de todos nós cinéfilos – concordou em estrelar o filme. Além disso, o personagem principal era para ser interpretado por Channing Tatum, porém, o diretor assumiu o posto alguns dias antes de começar a rodar o filme. Não é todo dia que podemos contracenar com a Scarlett não é Sr. Gordon-Levitt?

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Brincadeiras à parte, esse trabalho merece ser conferido por todos os cinéfilos. Afinal, não é todo dia que somos brindados com argumentos inteligentes e fáceis de entender sobre um tema que corre nosso imaginário desde a juventude. Lembramos vagamente de Kinsey e outros tantos estudiosos da área que tentaram surpreender o público em dezenas de publicações. Usar o cinema para falar sobre o sexo desta forma madura é muito mais prazeroso para todos nós.

A Última Viagem a Vegas (2)

Anunciado como o Se Beber, Não Case da terceira idade, A Última Viagem a Vegas consegue superar os filmes do “wolfpack” em todos os quesitos. O primeiro e mais óbvio é o peso do elenco de veteranos que conta com Morgan Freeman (Truque de Mestre), Michael Douglas (Behind the Candelabra), Kevin Kline (Sexo Sem Compromisso) e Robert De Niro (A Família), e traz grande nostalgia para uma fatia do público. Eles são como nossos velhos amigos, que viemos acompanhando por décadas nas telas.

O fato causa identificação imediata para todos que já viram sua época de auge passar. O humor aqui é mais limpo também, e de certa forma seguro, apropriado para todas as idades sem precisar apelar para a escatologia como nos filmes de Alan e Cia. (nada contra, quando o humor sujo funciona). Mas o grande fator diferencial é a alma e coração que A Última Viagem a Vegas surpreendentemente possui. Essa não é apenas uma comédia vazia cujo único mote é juntar velhos astros e fazê-los se comportar como idiotas.

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Pelo contrário. Quem der uma chance ao filme, ganhará uma obra mais calorosa do que o esperado, e que tem muito a dizer sobre amizade e amor. Na trama, quatro amigos de infância e ex-reizinhos de um bairro em Nova York envelheceram, mas sua amizade continuou em grande parte intacta. Billy (Douglas), fazendo uso da persona de galã do ator, vai se casar com uma jovem com idade para ser sua filha, ou quem sabe neta. Vale lembrar que Douglas, na vida real com 69 anos, é casado com a atriz Catherina Zeta-Jones (Red 2), 25 anos mais jovem.

Para a despedida de solteiro, Douglas reúne seus melhores amigos em uma viagem inesquecível. Archie (Freeman, de 76 anos) vive com o filho, a nora e a netinha. Depois de um derrame, sua família se tornou extremamente preocupada com ele, e a viagem para Vegas é um segredo que ele precisará manter deles. Sam (Kline, de 66 anos) é o único da turma ainda casado, e recebe um passe livre da esposa, juntamente com um Viagra, uma camisinha e os dizeres: “o que acontece em Vegas, fica em Vegas”.

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Por fim temos Paddy (De Niro, de 70 anos), viúvo amargurado que tem problemas não resolvidos com o personagem de Douglas. O personagem de De Niro também faz uso de sua persona ranzinza e durona nas telas. A química entre os veteranos é ótima, e a sensação que temos é a de que esse grupo realmente se divertiu durantes as filmagens. Grande parte reflete no que vemos. A ainda bela Mary Steenburgem (a eterna Clara Clayton de De Volta para o Futuro III) chega para abalar as estruturas desse quarteto na pele de Diana, uma cantora de bar muito especial.

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Entre brigas, reflexões de vida, debates sobre amizade, e gracinhas envolvendo danças, piscinas e vodka com Red Bull, A Última Viagem a Vegas é a comédia mais agradável do ano. Entretém sem nunca passar dos limites, e consegue ser muito mais emocionante do que imaginaríamos. Em especial os personagens de Douglas e De Niro causam nós na garganta em mais de um momento. Escrito por Dan Fogelman, um especialista em obras calorosas, vide Amor a Toda Prova (2011) e Minha Mãe é uma Viagem (2012), o filme ganha o contorno simpático das produções de Jon Turteltaub (Enquanto Você Dormia, Fenômeno e Duas Vidas).

Crítica » O Último Mestre do Ar


Sinopse: Katara e Sokka são habitantes da Aldeia da Água e libertam Aang do meio do gelo. O garoto é o Avatar, destinado a restaurar a paz no mundo. Para isso ele deve aprender a manipular os quatro elementos.

Não há como negar que M. Night Shyamalan é um dos cineastas mais irregulares da atualidade. Sempre assombrado pelo grande sucesso de O Sexto Sentido, entrega filmes bons (A Dama na Água) e fiascos (Fim dos Tempos). Quando ele assumiu a adaptação cinematográfica de O Último Mestre do Ar (The Last Airbender), achei que seria uma boa saída para ele, deixando parte do fardo sobre os ombros de outros.

O problema é que o sujeito não consegue delegar funções: além de dirigir, ele assina o roteiro e produz o filme – e faz questão que todos saibam disso. O resultado já pode ser visto pela triste bilheteria que o título teve nos Estados Unidos.

A saga de Aang é longa e se passa em um universo complexo. O Último Mestre do Ar sofre da mal que outros começos de franquia já penaram: a necessidade de apresentar todo um cenário fantástico. Quando se tem uma série animada – de onde surgiram os personagens –, a estrutura de episódios funciona para que sejam mostrados elementos do universo sem que se perca o entusiasmo pelos protagonistas. No filme, tudo acaba tendo de ser jogado rapidamente e o mascote de Aang parece apenas ser um figurante de luxo, por exemplo.

Uma boa transposição de série animada para longa-metragem é Pokémon, que criou uma história nova, com referência às temporadas televisivas sem influenciar na história central. Talvez um spin-off fosse melhor do que a adaptação, mas com apenas uma pessoa respondendo pelo roteiro, direção e produção, fica complicado de uma ideia infeliz ser barrada antes de ser impressa em celuloide.

Um aviso final: não assista ao filme em 3D! Com tantas opções desse tipo de projeção, é melhor guardar sua verba e investir em títulos que foram realmente pensados para serem apresentados dessa forma. O Último Mestre do Ar foi porcamente convertido para estereoscopia na pós-produção e o efeito é praticamente impercepitível.


Nota:

Crítica por: Edu Fernandes (CineDude)

Crítica 3 » O Último Mestre do Ar


Quando estreou nos cinemas dos Estados Unidos, no dia 02 de julho, a mais nova produção de M. Night Shyamalan (“Sinais”, “O Sexto Sentido”, “A Dama na Água”, entre outros), O ÚLTIMO MESTRE DO AR (The Last Airbender), foi bombardeado pela crítica norte-americana ficando com apenas 7% de aprovação no site Rotten Tomatoes.

Conhecendo apenas por nome e pelo sucesso entre os jovens, resolvi dar uma chance e conferir o filme baseado na famosa série de animação AVATAR: THE LAST AIRBENDER, do canal Nickelodeon. As expectativas eram baixas, tenho que confessar, mas não é que o filme acabou me surpreendendo positivamente e me fez pensar por que ele acabou sendo escorraçado.

As adaptações sempre são alvos de críticas dos fãs, que nunca se dão por satisfeitos e acabam achando defeitos em várias coisas, claro que algumas vezes os defeitos são visíveis, como acontece também em O ÚLTIMO MESTRE DO AR (The Last Airbender), mas não precisamos exagerar, pois o longa-metragem também tem seu lado bom.

Adaptar uma série de animação com cerca de 30 horas em um filme com atores reais não deve ser uma tarefa fácil. A história é boa e foi bem contada pelo diretor M. Night Shyamalan, isso não podemos negar, mas o filme acaba se tornando cansativo.

No filme, a Nação do Fogo, por quase uma década, trava uma batalha mortal para controlar as nações do Ar, Água e Terra, oferecendo a elas as opções de se entregarem ou serem aniquiladas. Dominando a todos, a Nação do Fogo volta suas atenções para a Nação da Água, lugar em que encontram Katara, uma jovem Dominadora de Água, seu irmão Sokka e um garoto chamado Aang.

O que ninguém sabe é que Aang, é na verdade é o último Dominador de Ar, o profetizado Avatar, o único capaz de controlar os quatro elementos, e será o único que conseguirá combater a temida Nação do Fogo e restaurar o equilíbrio no mundo.

O grande problema da produção acaba sendo a falta de experiência e carisma dos atores, fazendo com que o público não se envolva com os personagens. Mesmo mostrando a tradicional saga do herói, fica difícil se envolver com a história e com os protagonistas. Outra falha é não conseguir encontrar um público, pois, trazendo uma história mais voltada para as crianças, o filme por ser muito longo acabará as entediando e será difícil agradar aos adolescentes com mais de 12 anos.

Os efeitos especiais, os cenários, a trilha sonora e especialmente o 3D da produção são o ponto alto da produção, que mesmo com as criticas negativas, poderá ganhar mais dois filmes, fechando a trilogia ou então acabará se juntando a outros filmes como “Bússola de Ouro”, “Eragon”, “Desventuras em Série”, entre outros, que acabaram não ganhando as adaptações das outras obras.

Se você for ao cinema esperando uma grande produção comparando com franquias como “Senhor dos Anéis”, “Harry Potter” e “As Crônicas de Nárnia”, vai se decepcionar, pois O ÚLTIMO MESTRE DO AR (The Last Airbender), que chega aos cinemas nacionais com cópias dubladas e legendas, é uma boa pedida para uma sessão sem compromissos em família ou para divertir a garotada. Além de aguçar a curiosidade pela série de animação.

 

Nota:
Crítica por: Léo Francisco (PlanetaDisney)

O Último Mestre do Ar

(The Last Airbender)

 

Elenco:
Noah Ringer, Nicole Peltz, Jackson Rathbone, Dev Patel, Aasif Mandvi, Shaun Toub, Cliff Curtis.

Direção: M. Night Shyamalan

Gênero: Aventura/Ação

Duração: 94 min.

Distribuidora: Paramount Pictures

Estreia: 20 de Agosto de 2010

Sinopse:

Há muito tempo atrás, o mundo era dividido em quatro grupos: Nação do Fogo, Tribo da Água, Reino da Terra e Nômades do Ar. Essas nações viviam em perfeito equilíbrio, até o dia em que a Nação do Fogo atacou. O Avatar, mestre dos quatro elementos, é o responsável por manter o equilíbrio do mundo e quando o mundo mais precisou, ele desapareceu. Cem anos após esse acontecimento, dois jovens da tribo da água do sul encontram o avatar, um habilidoso dominador de ar chamado Aang.

Curiosidades:

» O filme foi  lançado em 3D convertido.

» Trata-se da adaptação cinematográfica do desenho ‘Avatar: A Lenda de Aang‘ (Avatar: The Last Airbender), que Shyamalan trabalhou dois anos para tirar do papel.

» O filme foi originalmente intitulado ‘Avatar: The Last Airbender‘. Entretanto, James Cameron e 20th Century Fox já tinham registrado o título do filme Avatar (2009), e a palavra foi retirada para evitar confusão.

» Jesse McCartney foi originalmente escalado para interpretar Zuko, mas foi substituído por Dev Patel, devido a conflitos de agenda.

» Esta é a primeira adaptação que M. Night Shyamalan dirigiu.

Trailer:


Cartazes:

Fotos:

 

 

Carrie – A Estranha (3)

Carrie – A Super-heroína

O que existia de errado com Carrie –A Estranha, filme de 1976? Para falar a verdade, nada! A onda de refilmagens que assola Hollywood se tornou uma doença, e ela se chama falta de boas e novas ideias. Pensem, o desespero é tão grande que em breve não existirá mais nenhum filme que não tenha sido refeito. Nunca havia pensado de tal forma, de maneira tão contrária a refilmagens até assistir a essa. Filmes mais queridos já haviam sido repaginados antes, então por que será que o remake de Carrie incomoda tanto?

Talvez seja um pouco pela importância de sua história. Carrie original foi o primeiro filme de destaque na carreira do diretor Brian De Palma (Passion), que o alçou de certa forma ao estrelato. Foi também o primeiro romance do escritor Stephen King adaptado para o cinema, e também o primeiro livro de King. O curioso é que sabemos que é difícil uma refilmagem ficar boa, e não ser associado e comparado ao filme original. Raros são os casos. Carrie é um filme que não precisava de refilmagem. Já marcado no consciente popular, o original de 1976 ganhou uma continuação malfadada em 1999, e uma refilmagem feita para a TV em 2002.

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Agora a Sony tenta mais uma vez, trazendo a trama (passada originalmente tanto no livro quanto no filme, na década de 1970) para os dias atuais. Porém, só a modernidade de veículos e apetrechos tecnológicos evoluem, e não os conceitos. E talvez esse seja o seu maior erro. É difícil, por exemplo, pensar que numa época tão informatizada, e que qualquer criança tem acesso as mais altas tecnologias e informações, uma jovem mulher não saberia o que é uma menstruação.

Tudo bem que o mote aqui era vender Carrie para outro público, mais jovem, desses que lotam os cinemas de shopping. E talvez sendo assim a refilmagem tenha atingido seu objetivo e feito um bom trabalho, afinal quanto mais efeitos e barulho melhor para uma geração hiperativa e dispersa. O Carrie original, por outro lado, era mais calmo. E embora usasse jovens em sua trama principal, não era tão indicado para eles, por cenas de nudez e violência. Virou Cult. O novo Carrie capricha na violência (digital), mas nenhuma nudez, afinal a hipocrisia da censura não permite.

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A história todos já conhecem: Ao entrar na vida adulta e ficar menstruada pela primeira vez, Carrie, uma menina solitária e sem amigos, também descobre poderes telecinéticos fortíssimos. A obra original de King servia como uma analogia da entrada na vida adolescente, quando descobrimos grandes mudanças em nossa fisiologia. Ela é criada pela mãe, uma fanática religiosa, que já passou bastante da linha da sanidade. Outro erro do remake é a escolha do elenco. Se no original tínhamos excelentes performances de Sissy Spacek (Histórias Cruzadas) como Carrie, e Piper Laurie (Juventude em Fúria) como sua mãe fanática religiosa, no novo Chloe Grace Moretz (Kick-Ass 2) não convence muito como adolescente reprimida e ao final enfurecida, e a talentosíssima Julianne Moore (Como Não Perder Essa Mulher) também não é ideal para o papel da desequilibrada mãe.

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Não acreditamos nos personagens, que parecem sempre serem interpretados sem pertencerem ao mundo real. O relacionamento de Carrie com o rapaz que decide levá-la ao baile é perfeito no original, e funciona ao ponto de percebermos que existe algo ali, na sinceridade e entrega dos dois. O mesmo não pode ser dito aqui. Mesmo sem ser um filme muito curto, as coisas soam apressadas na refilmagem. Essa história deveria ter evoluído para acompanhar o mundo moderno. Do jeito que está, a solução era ter novamente centrado a trama na década de 1970. Carrie, por ter sido escrito em tal época, não combina muito com os dias atuais.

Quando Carrie começa a dominar seus poderes sobrenaturais, nunca sentimos a ameaça de uma obra que deveria ser de suspense e terror, mas somos logo lembrados de algum filme de super-herói. Afinal, qual jovem hoje não faria tal associação. Quando Carrie levanta voo então, e começa a flutuar é que a coisa descarrila de vez. Não que a sutileza já não tivesse ido embora muitas cenas atrás. Talvez o novo Carrie acerte seu público alvo (embora tenha passado em branco nos Estados Unidos), mas com a existência do original, ou quem sabe até mesmo sem ele, não posso dar o meu aval.

EXCLUSIVO: Entrevista com Chloë Moretz e Julianne Moore, de ‘Carrie, A Estranha’

Nos anos 70, o livro foi banido nas escolas americanas. Foi o primeiro romance do escritor Stephen King, que ganhou fama como o rei do terror.

Carrie, A Estranha‘ virou um clássico nos cinemas, nos anos 70.  Agora, chega a nova versão.

As estrelas do filme Julianne Moore e Chloë Grace Moretz conversaram, em Los Angeles, com nosso repórter Hollywood, Jânio Nazareth.

Assista:

Carrie White é uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com sua mãe, uma pregadora religiosa fanática. A garota é menosprezada pelas colegas e Sue Snell, uma das alunas que zombam dela, fica arrependida e pede a seu namorado que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson, uma aluna que foi proibida de ir à festa, prepara uma armadilha para ridicularizar Carrie em público. O que ninguém imagina é que a jovem possui poderes paranormais e muito menos conhece sua capacidade de vingança quando está repleta de ódio.

Chloe Moretz concorria ao papel com Dakota Fanning, Emily BrowningBella Heathcote,Haley BennettLily CollinsHailee SteinfeldLindsay Lohan e Megan Fox. Julianne Moore disputava o papel de mãe de Carrie com Jodie Foster.

Kimberly Pierce, premiada diretora de ‘Meninos Não Choram‘, comanda.

Crítica em vídeo | ‘Carrie, a Estranha’

Acaba de sair do forno a nova edição do CineAgenda, vídeo apresentado pelo editor Renato Marafon com as estreias deste final de semana (6 de Dezembro).

Toda semana, vamos informar sobre os lançamentos e comentá-los.

Carrie, A Estranha

Carrie White é uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com sua mãe, uma pregadora religiosa fanática. A garota é menosprezada pelas colegas e Sue Snell, uma das alunas que zombam dela, fica arrependida e pede a seu namorado que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson, uma aluna que foi proibida de ir à festa, prepara uma armadilha para ridicularizar Carrie em público. O que ninguém imagina é que a jovem possui poderes paranormais e muito menos conhece sua capacidade de vingança quando está repleta de ódio.

 

A Última Viagem a Vegas

Estrelado por quatro atores vencedores do Oscar®, o filme apresenta Billy (Michael Douglas), Paddy (Robert De Niro), Archie (Morgan Freeman) e Sam (Kevin Kline), amigos desde a infância. Billy, o solteirão compromissado do grupo, finalmente pede em casamento sua (claro) namorada de trinta e poucos anos e os quatro vão a Las Vegas com planos de parar de agir como velhos e reviver seus dias de glória. No entanto, ao chegar, os quatro rapidamente percebem que as décadas tem transformado a Cidade do Pecado e testado suas amizades de várias formas que nunca imaginaram. O Rat Pack pode ter reinado no Sands e o Cirque du Soleil talvez agora comande a Strip, mas são esses quatro que agora mandam em Vegas.

 

Como Não Perder Essa Mulher

Jon Martello (Joseph Gordon-Levitt) é um cara sedutor, considerado um verdadeiro Don Juan moderno pelos seus amigos. Seu mundo gira em torno das coisas que lhe interessam, a academia, sua casa, seu carro, sua família, seus amigos e suas mulheres. Até que Barbara (Scarlett Johansson) aparece em sua vida mudando-a completamente.

 

À Procura do Amor

Mãe solteira e divorciada, Eva (Julia Louis-Dreyfus) passa seus dias trabalhando como massagista e temendo a partida de sua filha para a faculdade. Ela conhece Albert (James Gandolfini), um homem gentil e engraçado que também está prestes a enfrentar o ninho vazio. Enquanto seu romance floresce rapidamente, Eva conhece Marianne(Catherine Keener), sua nova cliente e melhor amiga. Marianne é uma bela poeta, que parece “quase perfeita”, exceto por um pequeno detalhe: reclama demais de seu ex-marido. De repente, Eva se encontra duvidando de sua própria relação com Albert, quando descobre a verdade sobre o marido de Marianne. À Procura do Amor é uma comédia afiada e introspectiva que explora a confusão de se envolver novamente.

Anita & Garibaldi

(Anita & Garibaldi)

 

 Elenco: 

Ana Paula Arósio, Gabriel Braga Nunes, Antonio Buil, Alexandre Rodrigues, Paulo Cesar Peréio, Leonardo Medeiros.

Direção: Alberto Rondalli

Gênero: Aventura

Duração: — min.

Distribuidora: PoliFilmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 06 de Dezembro de 2013

Sinopse:

Em “Anita e Garibaldi” é a primeira vez que a saga libertária de Garibaldi na América se transforma num grande filme de época.
Os treze anos de Giuseppe Garibaldi no Brasil, Argentina e Uruguai foram anos de uma aventura sem igual. Giuseppe Garibaldi
chegou ao Rio de Janeiro com 26 anos. Partiu de volta para a Itália, de Montevidéu, com 39 anos. Nesse período viveu paixões ardentes, realizou façanhas militares julgadas impossíveis, sobreviveu a naufrágios e tempestades, defendeu o cerco de uma cidade e cercou e incendiou outras.

Garibaldi foi um herói romântico mais sedutor e audaz do que qualquer outro criado pela imaginação dos escritores. E isso é o espantoso: a saga de Garibaldi é real. Sua luta ao lado dos republicanos riograndenses, ao lado dos Lanceiros Negros – a brigada de cavalaria composta apenas de negros fugidos à escravidão – e ao lado dos uruguaios na defesa de Montevidéu é uma aventura verdadeira, e por isso nos toca e nos comove.

Curiosidades:

» Ana Maria de Jesus Ribeiro, Anita, foi uma mulher à frente de seu tempo. Vestindo calças e liderando as tropas em batalha, surpreendeu até mesmo Garibaldi. Anita tinha consciência precisa da guerrilha e da situação política. Lutou por amor a Garibaldi, mas principalmente pela causa. Ela já era republicana.

Trailer:

 

Cartazes:

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Assista um emocionante tributo a Paul Walker

Os produtores da franquia divulgaram um emocionante vídeo em homenagem ao ator Paul Walker.

Relembrando a participação do astro nos filmes da cinessérie, é difícil segurar o choro ao assistir ao vídeo. O ator sofreu uma morte trágica no sábado (30/11).

Assista:

 

Os produtores de ‘Velozes e Furiosos 7’  anunciaram que as filmagens e a produção foram pausadas por tempo indeterminado.

“Neste momento, todos nós da Universal estamos dedicados a fornecer todo o apoio necessário à família de Paul e para toda a equipe e elenco de ‘Velozes e Furiosos 7’. Sentimos que é nossa responsabilidade encerrar a produção por tempo indeterminado, para que possamos avaliar todas as opções disponíveis para avançar com a franquia. Temos o compromisso de manter os fãs de Velozes e Furiosos informados, e iremos fornecer mais informações para quando as tivermos. Nós sabemos que todos os fãs vão se juntar a nós em luto pela morte do nosso querido amigo Paul Walker.”

A produção estava suspensa desde o falecimento de Walker em um acidente automobilístico, ocorrido no sábado (30/11). Mais de metade do filme já foi rodada, mas algumas das principais cenas com o astro ainda não foram completadas. Algumas cenas seriam gravadas em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, em janeiro.

 

Conheça os quatro últimos longas que Walker filmou:

Contagem Regressiva (Hours)

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Neste suspense dramático, Walker interpreta um homem que enfrenta a trágica morte de sua esposa (Genesis Rodriguez) durante o parto, em um hospital em Nova Orleans. A filha do casal sobrevive, mas depende de aparelhos. A tensão aumenta com a passagem do devastador furacão Katrina, que deixa pai e filha ilhados e sofrendo com a falta de eletricidade.

O longa reflete a faceta engajada do astro: ele apoiava a organização beneficente Reach Out Worldwide, que ajuda vítimas de desastres naturais. Ele faleceu em um acidente logo após participar de um evento da organização, realizado para ajudar os filipinos atingidos pelo tufão Yolanda.

Agendado para estrear em 13 de dezembro nos EUA, Hours manterá a data, segundo o Hollywood Reporter.

Walker é um dos produtores do longa. O roteiro e a direção são de Eric Heisserer, roteirista de ‘Premonição 5’ e do remake de ‘A Hora do Pesadelo’.

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Brick Mansions

Ainda sem título nacional, o drama de ação é uma refilmagem da produção francesa de 2004 ‘B13 – 13º Distrito’, lançada direto nas locadoras no Brasil.

A trama é centrada no policial Damien (Walker), que se infiltra em uma gangue para impedir que um implacável chefão do crime ponha as mãos em uma bomba de nêutrons.

A direção é do estreante Camille Delamarre, editor de ‘Busca Implacável 2’ e ‘Carga Explosiva 3’. Bibi Naceri e Luc Besson, que assinaram o longa original, adaptam seu próprio roteiro para a refilmagem.

Brick Mansions é uma produção franco-canadense. Com filmagens iniciadas em 30 de abril de 2013, o filme deve ser lançado pela Relativity Media no dia 1º de maio de 2014.

Paul Walker Brick Mansions

 

 

Pawn Shop Chronicles

Paul Pawn Shop Chronicles

Esta é uma comédia de ação com orçamento de apenas US$ 5 milhões, mas um elenco repleto de astros. Além de Walker, estrelam Brendan Fraser (‘A Múmia’), Elijah Wood (‘O Senhor dos Anéis’), Norman Reedus (‘The Walking Dead’), Thomas Jane (‘O Nevoeiro’), Vincent D’Onofrio (‘Nascido para Matar’) e Lukas Haas (‘A Origem’).

O roteiro de Adam Minarovich gira em torno do sumiço de um anel de casamento, que leva a uma caçada insana que envolve drogados, skinheads e um sósia de Elvis Presley. Walker interpreta um viciado em metanfetaminas no longa.

A direção é de Wayne Kramer, que já trabalhou com o astro em ‘No Rastro da Bala’.

O longa teve uma passagem breve e mal sucedida em apenas 15 cinemas norte-americanos, e já foi lançado em vídeo. Ainda não há previsão para o Brasil.

Paul Walker Pawn Shop Chronicles

 

 

Velozes & Furiosos 7

 

Velozes & Furiosos 7

Este será o principal lançamento póstumo de Paul Walker. A Universal Pictures adiou por enquanto a produção, mas não há planos de cancelar o lançamento do filme, atualmente agendado para 18 de julho de 2014 no Brasil.

O astro interpretou Brian O’Conner em todos os filmes da franquia, menos no terceiro, ‘Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio’.

Não se sabe como o estúdio terminará Velozes & Furiosos 7 sem Walker. Uma saída já utilizada em ‘Gladiador’, com Oliver Reed, foi usar efeitos visuais para acrescentar diálogos e imagens do intérprete.

Jason Statham será o vilão do longa. Ele fez uma ponta em ‘Velozes & Furiosos 6′ e chegou a negociar para viver o vilão principal, mas o papel ficou com Luke Evans. Kurt Russell aparecerá no sétimo ou no oitavo filme.

Vin Diesel, Tyrese Gibson, Dwayne “The Rock” Johnson e Michelle Rodriguez retornam. O tailandês Tony Jaa (‘Ong Bak – Guerreiro Sagrado’) fará sua estreia em Hollywood no filme, e a campeã de UFC Ronda Rousey terá uma ponta.

Paul Walker

À Procura do Amor

A Vida Começa aos 50

Guardem esse nome: Nicole Holofcener. Se você ainda não conhece essa que é uma das cineastas mais talentosas trabalhando atualmente em Hollywood, chegou a hora de ser apresentado. Roteirista de todos os seus filmes, a diretora estreou no cinema com um curta em 1991. Em 1996, lançou seu primeiro longa, Walking and Talking, uma comédia-romântica dramática protagonizada por sua atriz favorita Catherine Keener (com quem trabalhou em todos os seus filmes).

Depois de Encontro de Irmãs (2001), realizou seu primeiro trabalho de destaque verdadeiro, Amiga com Dinheiro (2006), um dos únicos filmes bons da carreira de Jennifer Aniston. Como o título já diz, o filme discutia a vida de quatro grandes amigas, e como o status financeiro entra em jogo e divide as pessoas. Em Sentimento de Culpa (2010), Holofcener foi ainda mais longe com seu humor ácido, e descortinou o pensamento incorreto contido em cada um de nós, colocando bem na nossa frente uma realidade muito presente em nosso dia a dia, que na maioria das vezes preferimos ignorar.

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Agora, a cineasta volta aos primórdios de sua carreira ao entregar com seu quinto filme uma comédia-romântica agradável, séria e madura. Julia Louis-Dreyfus (a eterna Elaine do seriado Seinfeld) é Eva, uma massagista divorciada, mãe de uma jovem que acabou de entrar na faculdade. Numa festa sem perspectivas, ela conhece Albert, personagem do saudoso James Gandolfini (o eterno Tony Soprano do seriado Família Soprano).

Esse é um dos trabalhos póstumos de Gandolfini, falecido em setembro desse ano, e o primeiro a ser lançado após sua morte. Embora ambos atores sejam mais conhecidos por seus personagens na TV, Gandolfini teve uma boa carreira no cinema também, ao contrário de Louis-Dreyfus que nunca teve muitas oportunidades. Aqui, no entanto, ela tem toda a chance que precisa para brilhar e não decepciona em seu primeiro papel protagonista no cinema, em vias de completar 53 anos de idade.

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Ela é uma atriz muito carismática, e como Eva entrega o retrato da mulher comum, extremamente identificável com seus variados problemas mundanos e rotineiros.  Quando decidem dar uma chance para o amor, nessa fase da vida, os personagens sabem exatamente onde estão se metendo, e tudo o que tal situação acarretará. Os dois são divorciados, e possuem filhas adultas. Nesse trecho da obra, ao abordar o relacionamento, o filme de Holofcener não poderia ser mais honesto.

O desconforto caminha junto com a vontade, ao saberem que seu auge já passou e não estão mais na idade em que vale tudo. Os dois sabem de seu declínio iminente, e entre diálogos sobre falta de dentes e sobrepeso, encontram também a sinceridade absoluta, e nenhuma futilidade ou vaidade. Em um segundo momento, À Procura do Amor apela ao humor, e é nessa hora que entra em jogo uma subtrama.

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Eva (Louis-Dreyfus) cria grandes laços de amizade com a personagem de Catherine Keener, sem saber que ela na verdade é a ex mulher do personagem de Gandolfini. A protagonista então decide seguir em frente, sem contar nada para nenhuma das partes, a fim de receber informações privilegiadas. Se nos negócios tal fato pode acarretar em um longo tempo de prisão, porque na vida social deveria ser diferente.

Como esperado, a obra da diretora consegue ser engraçada, sem apelar ao mais baixo denominador comum. O filme promete prêmios para o trio principal: Louis-Dreyfus, Gandolfini e Holofcener. É muito bom ver uma comédia romântica que traga boa reputação ao gênero, jogado na lama por anos de exemplares ruins impulsionados por Sandra Bullock, Jennifer Aniston e Katherine Heigl . Deixe para Nicole Holofcener entregar um dos romances adultos mais agradáveis dos últimos anos.

Azul é a Cor Mais Quente (2)

A Cor da Liberdade

Subvertendo a fórmula boy meets girl para girl meets girl, Azul é a Cor Mais Quente traz uma das histórias de amor mais emocionantes do cinema em anos recentes. Baseado na graphic novel “Le Bleu est une couleur chaude” (ou Azul é uma cor quente), de Julie Maroh, o filme apresenta a protagonista Adèle e nos leva por sua vida ao longo dos anos. De começo, a conhecemos como uma menina colegial de 17 anos, que ainda não tem, como a maioria das pessoas nessa idade, sua sexualidade completamente definida.

Tudo muda quando vê passar na rua a instigante jovem mulher de cabelos azuis, Emma. Elas se encontram novamente e parecem não desgrudar mais. Enfrentam todos os obstáculos impostos por uma sociedade ainda engatinhando no quesito da tolerância, mas talvez vencer apenas as barreiras vindas de fora do relacionamento não seja tudo. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes desse ano (entregue pelo Sr. Politicamente correto em pessoa, Steven Spielberg – presidente do júri), o filme chega ao Brasil com grande hype, e já enaltecido como uma das melhores obras cinematográficas de 2013.

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Por uma tecnicalidade não se tornou elegível para representar a França no Oscar 2014. Mas quem sabe possa arrumar vaga em outras categorias. A polêmica dessa história de amor se estendeu para fora das telas também. A estrela da produção, a francesa com carreira nos EUA, Léa Seydoux, fez declarações pouco lisonjeiras sobre o comandante da obra, o diretor tunisiano Abdellatif Kechiche e seus métodos de trabalho exaustivos. O cineasta não deixou por menos e contra-atacou gerando uma guerra fria (ou quente mesmo) nos bastidores dessa produção. Seja campanha de marketing ou não, o fato sem dúvidas chamou mais atenção para a obra.

Com poucos filmes no currículo, Abdellatif Kechiche é um verdadeiro artista no sentido literal da palavra. Adepto do cinema de autor (assim como a maioria dos europeus – embora não tenha nascido, o diretor já trabalha e vive na França há muitos anos), Kechiche assinou o roteiro da adaptação, e minuciosamente define cada detalhe de seus cenas. O que parece é que ninguém teve muito dizer a não ser o próprio, durante a confecção dessa obra. Esse sem dúvidas é um projeto muito pessoal seu.

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Para criar mais intimidade e proximidade do público com a história, Kechiche usa closes quase o tempo todo, como se nos colocasse cara a cara com as personagens, sem ter onde nos escondermos. Ou elas. Seja durante um jantar, quando a protagonista come uma macarronada se lambuzando toda, como uma menina faria na frente dos pais num domingo, ou nas tão faladas e polêmicas cenas de sexo semi explícitas. As atrizes protagonistas ganham as oportunidades de suas carreiras. Léa Seydoux, de 28 anos, que já esteve em Meia Noite em Paris, Missão: Impossível – Protocolo Fantasma e Bastados Inglórios, não tem do que reclamar.

Mas a verdadeira protagonista é Adèle, e sua xará intérprete Adèle Exarchopoulos, de 20 anos, está pronta para ser uma estrela. A francesa de descendência grega ainda deverá receber prêmios por seu desempenho. Sua entrega é gigantesca. Quanto às anunciadas cenas calorosas, elas servem sim para refletir tamanha paixão inesquecível. Mas ao mesmo tempo também passam do limite chegando ao estágio do soft porn. Em especial Adèle Exarchopoulos talvez mostre partes de seu corpo nunca antes mostradas por uma mulher numa produção de cinema mainstream, sem ser pornográfico.

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Em mais de um momento as duas exalam a atração carnal e derretem as telas. Os 179 minutos de projeção não são sentidos, mas necessários para explorar cada detalhe de uma relação única e verídica. Adèle Exarchopoulos exibe a marca de uma grande atriz quando consegue convencer como uma menina de 17 anos, até uma jovem de seus vinte e poucos anos. O tempo passa sem ser anunciado, e nosso relógio e calendário é o desempenho da bela atriz. Esse é o (500) Dias Com Ela francês, lésbico e dramático ao invés de cômico.

Ensaio (2)

Ensaio é um dos filmes brasileiros mais belos do ano. Em sua estética a obra da diretora Tania Lamarca (Tainá, 2000) é um verdadeiro espetáculo de dança filmado, que facilmente entraria num hall ao lado de produções como Cisne Negro (2010) e Pina (2011). A bailarina da vida real Lavínia Bizotto dá um show em sua estreia como atriz no cinema, tanto no quesito performático quanto em sua atuação como atriz.

Se não soubéssemos ser o seu primeiro trabalho, ninguém diria. A protagonista se comporta nas telas como uma verdadeira veterana. Lavínia vive Eva, a dançarina principal numa nova produção cujo diretor do espetáculo é seu companheiro fora dos palcos. Ele é vivido pelo ator Chico Caprario. Enquanto Caio, o diretor, torna-se cada vez mais obcecado e envolvido com a produção do espetáculo, sua companheira cai nos braços do colega de palco, o dançarino argentino Daniel, vivido pelo também dançarino Bruno Cezario (brasileiro na vida real).

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Ficção mistura-se com realidade quando todos começam a imergir profundamente no universo da obra performática, que irá abordar a vida da heroína revolucionária Anita Garibaldi, e seu romance com Giuseppe Garibaldi. Na peça os dois serão interpretados respectivamente por Eva (Bizotto) e Daniel (Cezario). A precisão dos movimentos em diversas cenas, que exploram os ensaios dos artistas, é um prato cheio para todos os adeptos da arte da dança, ou de qualquer arte por assim dizer.

Com poucos personagens, mas muito bem explorados, a obra se embrenha em um universo específico sem nunca alienar seu público. Ao contrário, nos convida para entrar e compreender o que ele significa para seus envolvidos apaixonados. Eva, por exemplo, se entregou demais para deixar que qualquer coisa tire o seu momento de brilho. E está disposta a passar por cima de tudo, até de situações das quais poderá se arrepender amargamente no futuro.

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Ensaio tem suas mini conspirações amorosas, traições, e muito desejo, acima de tudo pela dança. É por vezes cruel, mas muito realístico, humano e poético. Lavínia Bizotto desempenha o papel de sua carreira. A atriz é simplesmente belíssima, e extremamente fotogênica, mas acima de tudo uma atriz nata. Ela exala paixão e sensualidade. Esse é um dos melhores filmes nacionais do ano, e merece aplausos.

Carrie, a Estranha (2)

A nova versão de Carrie é mesmo um terror.

Quando Brian De Palma lançou, em 1977, a primeira adaptação do romance de Stephen KingCarrie, a Estranha, não imaginava que este acabaria se tornando um dos trabalhos mais emblemáticos de sua carreira. Além de montar uma nova estrutura narrativa e engendrar planos absolutamente brilhantes, do ponto vista estético, De Palma soube lidar com temas extremamente complexos, como religião, sociedade e a rejeição popular pelo diferente, desenvolvendo com eficiência cada ponto empreendido.

Ao longo dos anos, continuações e pequenas novas versões de Carrie foram feitas em menor escala, ainda que nenhuma delas tenha tido, sequer, um atinente destaque, em relação à obra referencial. E, provavelmente, essa lacuna tenha despertado o interesse da indústria hollywoodiana e seu maior filão atual: os remakes e reboots – demonstrando, de certa forma, uma carência de novas ideias.

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Deste modo, comandado por Kimberly Peirce (Stop-Loss – A Lei da Guerra), e estrelado pela nova queridinha da América, Chloë Moretz (A Invenção de Hugo Cabret), Carrie, a Estranha ganha, enfim, sua roupagem mais moderna. No entanto, o resultado obtido surpreende de forma tão negativa, ao ponto de inserir-se entre os piores títulos lançados esse ano. É um longa que nada tem a acrescentar ao conto original, possui um roteiro pedestre e é repleto de atuações vexatórias, que poderiam servir bem à franquia Todo Mundo em Pânico – aliás, a fita seria perfeita como uma paródia contemporânea.

Seguindo a linha narrativa do clássico de De Palma, quase que cena por cena, Peirce realiza um trabalho de direção genérico, que em nenhum momento transporta o espectador para a atmosfera de conflito, na qual, justamente, sua protagonista vive. Pelo contrário, a todo o instante nos deparamos com um sorriso no rosto, pelo fato da má construção de cenas e atuações histéricas, que beiram o ridículo. Tal como a dupla de roteiristas, Roberto Aguirre-Sacasa e Lawrence D. Cohen, entrega um texto raso, detentor de terríveis diálogos e de uma deficiência artística impressionante. O que espanta ainda mais, já que Cohen também assina o roteiro do primeiro filme.

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E, mesmo contando com boas atrizes em seu cast, como a própria Moretz – que, em títulos como Kick-Ass – Quebrando Tudo e Deixe-me Entrar, mostrou-se talentosa –, ou a consagrada Julianne Moore (Longe do Paraíso), não temos um mínimo alento. Ambas realizam trabalhos extremamente caricatos e artificiais, principalmente Moore, que costuma exagerar em suas performances, e aqui extrapola todos os limites. Os demais jovens atores, Gabriella WildeAlex Russell e Portia Doubleday, também demonstram descompromisso com o troço, logo, ninguém consegue se sobressair.

Mas o principal problema está mesmo no descaso dos temas presentes na obra do King e na adaptação do De Palma. É aparente que o intuito da diretora seja apenas o entretenimento e o suspense escapista, já que não se aprofunda em qualquer linha de debate, e tenta, a todo o momento, impressionar o espectador médio, com sustos e efeitos visuais – muito ruins, por sinal. É triste constatar que uma cineasta como Kimberly Peirce, que realizou um trabalho tão tocante como Meninos Não Choram, renda-se ao comodismo artístico.

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Assim, este Carrie, a Estranha junta-se a uma extensa lista de terríveis refilmagens descartáveis; estando em nível de desastres como, por exemplo, O Massacre da Serra Elétrica 3D: A Lenda ContinuaA Hora do EspantoA Hora do Pesadelo, A Morte Pede CaronaA Profecia Psicose. Ratificando o quão sem sentido é sua existência e, mais ainda, a contumácia e proveito dos produtores em trazer de volta às telonas, clássicos do gênero, sem ter um mínimo de cuidado, em relação à qualidade dessas obras. Quem sabe com consecutivos fracassos, estes se emendem e parem com esta demência, que já encheu há tempos.

Batman – O Cavaleiro das Trevas

(The Dark Knight)

 

Elenco:

Christian Bale (Bruce Wayne), Heath Ledger (Coringa), Michael Caine (Alfred Pennyworth), Aaron Eckhart (Harvey Dent), Morgan Freeman (Lucius Fox), Gary Oldman (Jim Gordon), Maggie Gyllenhaal (Rachel Dawes).

Direção: Christopher Nolan

Gênero: Aventura, Ação

Duração: 144 min.

Distribuidora: Warner Bros.

Estreia: 18 de Julho de 2008 – Reestreia IMAX (6 de Fevereiro de 2009) e convencional (13 de Fevereiro de 2009)

Sinopse:

Em sua nova aventura para o cinema, Batman segue como o vigilante de Gotham City e tem Jim Gordon (Gary Oldman) e o promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart) como aliados, além do apoio de seu fiel mordomo Alfred (Michael Caine) e do amigo Lucius Fox (Morgan Freeman). Mas um inimigo surge para ameaçar a paz da cidade: o Coringa (Heath Ledger), que inicia uma série de ataques e ameaça Rachel Dawes (Maggie Gylenhaal). Batman então percebe que não enfrenta simplesmente mais um vilão, e sim um adversário maquiavélico e inteligente que não poupará esforços para sair triunfante da batalha.

Curiosidades:

» ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas’ é a maior bilheteria da história da Warner Bros. Pictures no Brasil superando a marca que pertencia a ‘Matrix Reloded’.

» O filme é o segundo na história de Hollywood a ultrapassar a marca dos US$ 500 milhões arrecadados nos EUA.

» O ator que deu vida ao novo Coringa, Heath Ledger, faleceu no dia 22 de Janeiro de 2008, por overdose de pílulas para dormir. Ledger já havia terminado suas cenas.

» A eterna ‘Buffy’, Sarah Michelle Gellar, recusou um convite para participar da sequência de ‘Batman Begins’, intitulada ‘O Cavaleiro das Trevas’. A atriz seria escalada para interpretar a personagem Arlequina, a escandalosa aliada de Coringa, que tem freqüentes surtos psicóticos.

» Batman realmente sofrerá mudanças de uniforme em ‘The Dark Knight’. O Batman troca de uniforme na metade do filme.

» Katie Holmes está fora da continuação de Batman. A atriz Maggie Gyllenhaal (‘O Sorriso de Mona Lisa’) é a advogada Rachel Dawes.

» Philip Seymour Hoffman (‘Capote’) foi cogitado para viver Pingüim.

» Ryan Philippe, Ethan Hawke, Guy Pearce, Liev Schreiber e Jake Gyllenhaal foram cogitados para viver Harvey Dent, ou Duas Caras.

EXCLUSIVO: Trailer legendado de ‘Virginia’, terror gótico com Elle Fanning

O terror gótico ‘Twixt‘, dirigido em 3D por Francis Ford Coppola (‘Drácula de Bram Stocker’), ganhou seu trailer legendado – que você assiste EXCLUSIVAMENTE no CinePOP.

A Europa Filmes lançará o longa no Brasil com o título ‘Virginia‘, nome da protagonista. A estreia é prevista para 27 de Dezembro.

Elle Fanning (‘Super 8’), irmã de Dakota, e Val Kilmer estrelam. O elenco ainda conta com Joanne Whalley, Val Kilmer, Bruce Dern, Ben Chaplin, Don Novello, David Paymer e Alden Ehrenreich.

Virginia‘ (Twixt) acompanha um escritor decadente que chega a uma pequena cidade para promover o seu mais recente livro, e acaba se envolvendo no misterioso assassinato de uma jovem. Na mesma noite dos eventos, ele é contactado através dos sonhos por uma garota chamada V. Incerto com relação à conexão entre a fantasma e o assassinato, mas satisfeito por ter tomado conhecimento dos fatos, o escritor acaba chegando à verdadeira história e surpreende-se ao perceber que seu fim diz muito mais sobre sua própria vida do que ele jamais poderia ter imaginado.

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O Diabo Veste Prada

(The Devil Wears Prada)

Elenco:

Anne Hathaway, Meryl Streep, Adrian Grenier, Tracie Thoms, Simon Baker, Emily Blunt, Jaclynn Tiffany Brown, Gisele Bundchen.

Direção: David Frankel

Gênero: Comédia

Distribuidora: Fox Film

Estreia: 22 de Setembro de 2006

Sinopse:

Adaptação do livro escrito por Lauren Weisberger, que conta a história de Andrea Sachs (Anne Hathaway). Ela é uma jovem que acabou de sair da faculdade e conseguiu emprego como assistente de uma poderosa editora chamada Miranda Priestly (Meryl Streep), da revista ”Runaway”. Mas mal sabe a garota que Priestly é um terror: seu poder vai além da capacidade de levantar ou principalmente destruir a carreira de muita gente em Nova York.

Curiosidades:

» O filme conta com uma ponta da übermodel Gisele Bündchen, como uma empresária.

» Filme baseado no Best Seller ‘O Diabo Veste Prada‘.

 

Trailer:


Cartazes:

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Fotos:


 

Um Estranho no Lago

Com linguagem peculiar, suspense deixa o espectador curioso pela sua conclusão.

O suspense policial Um Estranho no Lago, do cineasta francês Alain Guiraudie, tem uma proposta, digamos, atípica, dentro do gênero que transita. Não é só o roteiro, também assinado por Guiraudie, que parece caminhar por outra direção. Sua estética fílmica fulgente, dramaticidade latente e algumas passagens intimistas, nos fazem crer que estamos diante de algo que abordará, pura e simplesmente, o cotidiano de uma classe marginalizada pela sociedade, que teima em ser dissimulada. O que nos leva a provável resposta dos muitos comentários e sua seleção para a mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes 2013.

O longa nos insere em meio a uma reserva de nudismo, que possui um lago, habitado apenas por homens homossexuais. Nesta espécie de recanto particular, os visitantes podem andar nus, sem nenhum tipo de recriminação e opressão, com uma vida simples e tranquila. Obviamente, eles usam o bosque, ao lado, para ter relações íntimas. Criando quase que uma comunidade sexual. É bom frisar que Guiraudie faz questão de filmar com planos mais abertos, no intuito de mostrar a nudez gratuita, para sentirmos a mesma sensação dos sujeitos em tela.

Um dos frequentadores mais assíduos do local é o popular Franck (Pierre Deladonchamps), um rapaz boa pinta que parece nunca ter problemas para encontrar parceiros, não fosse seu pensamento fixo pelo misterioso Michel (Christophe Paou). Sujeito por quem ele se apaixonou perdidamente, numa de suas caminhadas pelo bosque. Por outro lado, Franck conhece o solitário, mas adorável Henri (Patrick d’Assumção), que, ouvindo mais do que falando, parece ter respostas sábias sobre a vida. Sendo de fácil identificação para com o espectador, pelo seu frágil estado emocional, passado através dos olhares de d’Assumção, que realiza um trabalho deveras competente.

De momentos ardentes com Michel, e conversas meditativas com Henri, sobre amizade e relacionamentos, Franck vive uma rotina, de certo modo, banal e ditosa. E parece, enfim, ter achado a felicidade. No entanto, assim como o espectador, e seu amigo confidente, Franck percebe que há algo de errado com o companheiro. E que, mesmo com vontade aparente de estarem juntos, é visível a lacuna entre ambos. Isso é simbolizado quando Henri alerta que relações vazias podem machucar um dos lados, e assim perceberá que a essência do prazer vai além da própria carne.

De repente, um crime acontece no lago, e a desconfiança sobre Michel aumenta ainda mais. Principalmente depois da chegada do inspetor Damroder (Jérôme Chappatte), que com perguntas incômodas, pressiona a todos os visitantes. Em especial o próprio Franck, que visivelmente parece esconder algo. Tornando a relação do casal, cítrica. A fita, então, se transforma num drama policial, distanciando-se cada vez mais da ideia posta no primeiro ato.

Enchendo-o de planos-detalhe e engendrando longas tomadas pelo lago, Alain Guiraudie torna o filme inquieto, em relação à visão do espectador. Que procura a todo o momento algo acontecendo em tela, causando certa angústia. Também vemos que, ao passar do tempo, a fotografia intensa e brilhante de Claire Mathon, vai se tornando cada vez mais densa e tenebrosa, assim como a aura dos personagens. Que, em dado momento, parecem desaparecer, pela negra atmosfera que ali habita.

Contudo, a conclusão da trama revela certa carência no roteiro, que se sustenta através de sua estrutura narrativa peculiar. Mesmo com algumas passagens mais sérias e reflexivas, explanadas de forma sutil, não poderíamos dizer que o texto de Guiraudie, desperta grande interesse ou vai fazer você matutar pensamentos após a sessão. Tem lá seus momentos de tensão e consegue manter a plateia ligada – que por sua vez pode se sentir afrontada, devido a uma conclusão que eu julgaria súbita, mas fundamental para com a fita. De certo modo, o diretor salva seu trabalho, ao encerrá-lo num momento crucial para a definição da fraca empreitada. Deste modo, o espectador pode decidir o futuro do conto, abrindo margem para mais discussões.

Dia 18 de outubro de 2013.

Texto originalmente publicado na cobertura do VI Janela Internacional de Cinema do Recife.