sexta-feira, junho 21, 2024

‘PÂNICO 2’ e outros 9 filmes que usam a metalinguagem como força no seu roteiro

A metalinguagem é um recurso cada vez mais usado em produções que chegam a cada ano nos cinemas. Basicamente, metalinguagem é uma linguagem que fala sobre a própria linguagem. Os exemplos são inúmeros: seja um filme que aborda um escritor que começa a enxergar na realidade sua personagem, um protagonista que começa a escutar a voz da escritora que detalha seus próximos passos, os bastidores de uma gravação de um icônico seriado de dois artistas que marcaram época. Pensando nesse assunto, resolvemos criar uma lista com interessantes trabalhos, assim nasceu 10 filmes que usam a metalinguagem como força no seu roteiro:

 

Ruby Sparks – A Namorada Perfeita

Dirigido pelos cineastas Jonathan Dayton e Valerie Faris, Ruby Sparks aborda o amor como tema central, de uma maneira inusitada, transformando o espectador, desde o primeiro minuto, torcedor para o casal dos sonhos ter um final feliz. À bordo de uma máquina de escrever antiga, o público é levado para dentro dessa grande história, metáforas misturadas em sonhos preenchem a trama.

 

Insubordinados

Na trama, conhecemos Janete (Silvia Lourenço) uma mulher solitária que está passando por mais um momento difícil em sua vida, já que seu pai, um coronel aposentado da polícia militar, está em coma. Todo dia ela vai ao hospital visitá-lo, parece nunca sair de lá. Em meio a espera de alguma mudança no quadro em que seu pai se encontra, Janete deixa a imaginação tomar conta de suas ações e começa a criar uma história que acaba sendo um paralelo de tudo que enfrentou em sua vida.

 

Não deixe de assistir:

Crupiê – A Vida em Jogo

Os acasos da roleta, o movimento das cartas. Lançado no final da década de 90, o longa-metragem O Crupiê nos leva até a jornada de um introspectivo escritor que enxerga em uma oportunidade de trabalho observar e preencher as páginas de seus livros com histórias que giram em torno de um cassino. Dirigido pelo cineasta britânico Mike Hodges e com roteiro assinado por Paul Mayersberg o filme é um drama existencial que impacta o espectador com os caminhos que percorre o galanteador protagonista.

 

Being the Ricardos

As escadas da ambição em contraponto as emoções. Buscando explorar um recorte na vida profissional e amorosa do ator cubano radicado em Hollywood Desi Arnaz e da talentosa e exigente nova iorquina Lucille Ball, Being the Ricardos, disponível na Amazon Prime Video é um filme que navega pela metalinguagem para nos mostrar as dores e exigência de uma época onde a indústria do entretenimento só crescia e moldava o famoso American way of life. Escrito e dirigido por Aaron Sorkin, mesmo com duas ótimas atuações dos seus protagonistas, Nicole Kidman e Javier Bardem, o filme parece se perder no seu tempo, no seu ritmo de narrativa, acaba não se desenvolvendo aos olhos do espectador.

 

Tick, Tick… Boom!

As infinidades da metalinguagem em uma homenagem ao teatro musical. Muita gente nunca ouviu falar de Jonathan Larson (mas isso está para mudar!), um prodígio da cena musical dos teatros norte-americanos que faleceu no dia da estreia de sua obra-prima e que ficou 12 anos em cartaz na Broadway, Rent. Como forma de homenagem a essa figura que atualizou os padrões de fazer musicais no principal cenário do mundo para tal, Lin-Manuel Miranda nos apresenta Tick, Tick… Boom! um drama biográfico musical empolgante. Não desgrudamos os olhos do início ao fim. Um dos grandes lançamentos dos últimos anos no universo dos streaming. No papel principal, um inspirado Andrew Garfield domina completamente o complexo personagem, um baita trabalho.

 

Drive my Car

O que se deve fazer da vida e do amor? Buscando por perguntas sobre a existência e entregando respostas em forma de diálogos e situações do cotidiano, o longa-metragem japonês Drive my Car flerta com a metalinguagem em sua narrativa de pausas e longos diálogos, principalmente quando colocamos o sujeito sob a ótica de estarmos presenciando uma adaptação de um famoso conto do mais famoso médico e escritor que rompeu as barreiras do drama no universo teatral, Anton Tchekhov. Um trabalho fabuloso de Ryûsuke Hamaguchi, um cineasta que sempre precisamos estar de olho.

 

Pânico 2

Na trama, após os acontecimentos do primeiro filme, dois anos se passam, Sidney (Neve Campbell) agora virou universitária e estuda teatro em uma faculdade norte-americana. Gael (Courteney Cox) virou escritora e seu livro mais recente é baseado nos fatos que ocorreram em Woodsboro, inclusive virou filme. A questão é que alguém está buscando repetir os rastros de terror e sangue com a famosa Ghostface fazendo com que Sidney e os sobreviventes da matança de anos atrás se reúnam novamente.

 

O Peso do Talento

A crise de um egocêntrico. Enfim, chegou aos cinemas de todo o mundo, um dos filmes mais curiosos de 2022, O Peso do Talento. O criativo longa-metragem, dirigido por Tom Gormican, explora os caminhos da comédia debruçada em uma espécie de metalinguagem nos trazendo Nicolas Cage interpretando Nicolas Cage. Vamos acompanhando as loucuras do processo criativo, as excentricidades, diálogos impagáveis do Cage do presente com o Cage do passado, hilárias visões do mesmo sobre alguns de seus memes famosos, e, nesse museu de memórias, o público se delicia com referências à grandes clássicos da carreira do ator, como: A Outra Face, Despedida em las Vegas, A Rocha, Croods, O Capitão Corelli, Mandy, O Guarda-Costas e a Primeira Dama, Con Air, entre outros. Nicolas Cage nunca fez o público rir tanto numa cadeira de cinema.

 

A Médium

Tradições, cultura, espiritismo e os conflitos de uma família. Ambientada em uma Tailândia nos tempos atuais, dirigido pelo cineasta tailandês Banjong Pisanthanakun o mesmo do longa-metragem Espíritos – A Morte está ao Seu Lado, A Médium aborda a possessão e o medianismo além dos inúmeros conflitos de uma família que mora em uma vilarejo chamado Isan, na região nordeste da Tailândia. O medo aliado ao desespero se tornam uma só variável, constantes, dentro de um complexo drama existencial familiar movido à espíritos e toda a construção religiosa aos olhos dos moradores locais.

 

Mais Estranho que a Ficção

Nesse curiosíssimo longa-metragem lançado em 2006 dirigido pelo cineasta alemão Marc Forster acompanhamos a história de um homem muito solitário que trabalha como auditor da receita federal que certo dia começa a escutar alguém na sua cabeça narrar sua vida. Ele coloca como objetivo descobrir de quem é essa voz. O elenco é maravilhosos com nome como: Will Ferrell, Emma Thompson, Dustin Hoffman, Queen Latifah e Maggie Gyllenhaal.

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