Primeiro-ministro do Reino Unido apoia J.K. Rowling após autora reforçar transfobia e debochar de lei contra crimes de ódio

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De acordo com a Variety, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, demonstrou apoio a J.K. Rowling depois que a autora de ‘Harry Potter debochou da nova lei contra crimes de ódio na Escócia, desafiando a polícia a prendê-la por expressar comentários transfóbicos.

A lei, que entrou em vigor na segunda-feira, inclui um crime por incitar o ódio em relação à idade, deficiência, religião, orientação sexual, identidade transgênero e variações nas características sexuais.

Em um longo tópico publicado no Twitter, Rowling usou do Dia da Mentira para destilar transfobia e fazer novos ataques à comunidade trans.

No texto, ela listou 10 mulheres trans – incluindo India Willoughby, que já denunciou Rowling à polícia por transfobia – que seriam beneficiadas pela lei.

Em seguida, ela escreveu:

“Primeiro de abril! Brincadeira. Obviamente, as pessoas mencionadas nos tweets acima não são mulheres, mas homens, cada um deles. Ao aprovar a Lei Escocesa sobre Crimes de Ódio, os legisladores escoceses parecem ter dado mais valor aos sentimentos dos homens que realizam a sua ideia de feminilidade, ainda que de forma misógina ou oportunista, do que aos direitos e liberdades das mulheres reais.”

No mesmo dia, Sunak divulgou um comunicado ao Daily Telegraph defendendo os pontos de vista de Rowling.

“As pessoas não deveriam ser criminalizadas por declararem fatos simples sobre biologia”, disse ele. “Acreditamos na liberdade de expressão neste país e os conservadores sempre a protegerão.”

Rowling vem sendo criticada nos últimos anos por suas opiniões preconceituosas em torno da comunidade transgênero, especialmente das mulheres trans.

Seus comentários foram criticados até mesmo por alguns membros do elenco de ‘Harry Potter, incluindo Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint e Eddie Redmayne.

Os defensores da nova lei afirmam que a medida proporciona uma maior proteção contra ameaças e comportamentos abusivos que tenham a “intenção de incitar ódio” com base em idade, deficiência, orientação sexual e identidade de gênero.

“A nova legislação está aberta a abusos por parte de ativistas que desejam silenciar aqueles que falam abertamente sobre os perigos de eliminar os espaços apenas para mulheres. Vai ser um absurdo ver dados criminais de agressões violentas e sexuais cometidas por homens sendo registadas como os crimes femininos. É uma grotesca injustiça de permitir que os homens compitam em esportes femininos e roubem empregos, honras e oportunidades de mulheres,” declarou a autora.

Rowling ainda desafiou a nova lei e debochou: “Estou ansiosa para ser presa quando eu retornar para minha cidade natal na Escócia.”

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