quinta-feira, abril 18, 2024

Sexta-feira 13 | Os gatos pretos mais ICÔNICOS da Cultura Pop

Apesar de serem extremamente fofinhos, faz séculos que os gatos pretos são considerados sinais de azar e mau agouro, ainda mais numa sexta-feira 13, como hoje. Apesar de haver várias possíveis origens do por quê atribuírem tantas coisas ruins aos bichanos, a mais famosa aponta para a Idade Média. Naquela época, tentando romper com as tradições consideradas pagãs, que promoviam a adoração dos gatos, a Inquisição associou os felinos a bruxaria e ocultismo. E como os gatos eram criaturas de hábito noturno, não demorou para que fossem ligados ao medo e ao mistério das vilanizadas bruxas. Infelizmente, esse preconceito segue até os dias atuais, causando anualmente lesões sérias e até mesmo a morte desses pobres animais, por conta da ignorância de algumas pessoas que levam essa história ultrapassada a sério. Por outro lado, parte da Cultura Pop conseguiu reverter essa imagem negativa dos gatos pretos, usando o animal como inspiração para criar personagens carismáticos que logo caíram nas graças do povo. Pensando nisso, o CinePOP escolheu os 10 gatos pretos mais icônicos da Cultura POP. Confira!

Gato Félix

Considerado por muitos como o primeiro astro animado do cinema mudo, o Gato Félix foi criado em 1919 e ficou tão popular que se tornou um dos responsáveis pela exibição de desenhos animados em salas de cinema. Sem o artifício do som, ele teve de usar do humor físico e das expressões caricatas para cativar o público. E parte da graça do personagem vinha justamente do contraste de seu nome com sua aparência. Enquanto ele era um gatinho preto, associado a coisas ruins, seu nome, Felix, vinha do latim e significava “Feliz”. Ao longo de sua carreira, Felix chegou a dividir tela com Charlie Chaplin e, acompanhado de sua lendária maletinha sem fundo, conquistou o coração de milhões de crianças e adultos pelo mundo.

Salem Saberhagen

Ok, não existe lista de gatos pretos icônicos sem o irônico Salem Saberhagen, do universo da bruxinha Sabrina. Além de ser o responsável por praticamente todos os gatos pretos dos anos 90 se chamarem Salem, o felino se tornou um verdadeiro ícone de duas décadas atrás por seu jeitão sarcástico. E apesar de ter feito sua estreia oficial nos quadrinhos da Sabrina em 1962, com uma aparência e funcionalidade narrativa bem diferentes, o gatinho se eternizou mesmo foi na série de TV, Sabrina: Aprendiz de Feiticeira (1996 – 2003). Nesta produção, ele foi interpretado por quatro gatos diferentes para cenas gerais, e por uma marionete espetacular para as cenas de diálogo e para os mais variados looks que o gatinho ostentou. Foi na série também que ele ganhou uma história de origem. Ele era um feiticeiro que foi condenado a viver como gato, após usar a magia para tentar fazer com que uma mortal se apaixonasse por ele.

Frajola

O Frajola é um gato tão icônico que acabou virando sinônimo de todo felino de pelo preto com manchas brancas. Por isso, até pensei se deveria entrar na lista ou não, mas convenhamos que o tanto que esse coitado sofreu nas telas o credenciou a estar aqui, vai… Lançado em 1945, ele surgiu como um vilão dos curtas do canarinho Piu-Piu. O mais interessante é que seu primeiro nome foi Thomas, o que podia causar confusão com o gato Tom, de Tom & Jerry. Com o passar dos anos, o Frajola ganhou mais popularidade que o próprio Piu-Piu, fazendo aquele papel ingrato do coadjuvante que se dá mal, como o Patolino, o Coiote e o Kiko, de Chaves. E ele também passou a fazer participações em outros desenhos, como o do rato Ligeirinho e o Pepe Le Gambá. E mesmo sem nunca conseguir efetivamente comer suas presas, apesar de chegar bem perto todas as vezes, o Frajola segue aí na luta. Exemplo de perseverança.

Penélope

Pulando de um membro dos Looney Tunes para outra, a gatinha Penélope merece justiça. Ela estreou em 1949, quatro anos depois de seu stalker, Pepe Le Gambá, e já ganhou um Oscar em sua primeira aparição. Desde então, para o terror da coitada, a Penélope apareceu em praticamente todos os curtas do gambá. Seu papel na trama geralmente era uma gatinha comum em Paris que só queria ficar de boa. No entanto, ela acabava tendo sua paz perturbada pelo inconveniente assédio do fedorento Pepe Le Gambá, que estava doentiamente apaixonada por ela, já que acreditava que ela também era uma gambazinha. Com o passar dos anos, a Penélope virou tema de debates sobre assédio e atualmente não está mais em uso nas animações, já que o próprio Pepe se tornou persona non grata, o que quase rendeu uma piada em Space Jam: Um Novo Legado (2021), mas acabou sendo cortada.


Jiji

No clássico de Hayao Miyazaki, O Serviço de Entregas da Kiki (1989), acompanhamos a aventura da bruxinha Kiki, que completa 13 anos de idade e precisa seguir a tradição das bruxas de se mudar para uma nova cidade, onde deve encontrar sua independência. Junto com seu gatinho Jiji, ela precisa achar uma forma de tocar a vida. Então, com sua habilidade de voar na vassoura – e com a ausência de concurso para os Correios – ela inicia um serviço autônomo de entregas. O Jiji é um personagem tão importante nessa história que cativou os fãs e se tornou um dos mais populares no glorioso panteão dos Estúdios Ghibli. Com seus traços simples e a habilidade de fala, o felino traz todas as características físicas e comportamentais de um gato doméstico – com o adicional de fazer comentários engraçadinhos, se passar por um boneco de pelúcia e procurar o amor de uma gatinha que aparece em certo momento. É muito fofo.

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Lúcifer

Inspirado em um gato da vida real que fazia de tudo para chamar atenção e conseguir o que queria, o gorducho gato da Madame Tremaine foi pensado como o alívio cômico do núcleo de vilões de Cinderela (1950). Também conhecido como “Gato Mal”, Lúcifer é um gato preto que cresceu no meio odioso de inveja e trapaças da família Tremaine. Ou seja, ele cresceu como vilão para a trama da “underdog” Cinderela. No entanto, vendo por uma ótica mais racional, o Lúcifer não faz nada além do que um gato doméstico comum faria, que é caçar ratos, dormir, implicar com cachorros e derrubar coisas das prateleiras. O problema é que a Disney estava mesmo inspirada na hora de criar um dos ratos mais fofos e engraçadinhos do cinema, o Tatá, para enfrentar o Lúcifer. Aí realmente não tinha como torcer contra os roedores.

Bola de Neve 

A família animada mais famosa da TV norte-americana segue imparável nas telinhas com seu humor sarcástico e previsões bizarras de acontecimentos históricos. Além dos personagens humanos de Os Simpsons, a família conta com dois membros icônicos. O cachorro de Bart Simpson, Ajudante de Papai Noel, e a gatinha preta da Lisa Simpson: Bola de Neve. É engraçado que uma gata preta se chame assim, afinal a neve é branca, mas tem uma explicação. Como a série é pautada no sarcasmo e na paródia da realidade, eles usam do destino trágico que os gatos costumam ter para isso. A primeira Bola de Neve era uma gatinha branca, mas ela morreu. Então, eles foram substituindo os felinos para que Lisa não perdesse o afeta da mascote. A única mudança era a numeração no nome dos animais. O mais bizarro disso tudo é que mesmo com todo o afeto de Lisa, os Bola de Neve II, III e IV acabaram morrendo. Os dois primeiros fugiram para a rua e foram atropelados, o terceiro morreu afogado tentando pegar um peixinho dourado no aquário, e o quarto se assustou com a Lisa tocando saxofone, pulou da janela e morreu. Atualmente, ela está com o Bola de Neve V, que foi arremessado na cabeça dela pela Louca dos Gatos.

Thackery Binx

Os anos 90 definitivamente tinham alguma coisa com gatos falantes. No clássico de Halloween, Abracadabra, Thackery Binx se destacou dentre as divertidas e malignas bruxas. Ele é apresentado como um menino que foi amaldiçoado a viver pela eternidade como um gato preto, abandonado ao relento da floresta. Porém, após as bruxas serem derrotadas, ele se dedica a trabalhar como guardião do mausoléu, para evitar que alguém acenda a vela e traga as bruxas de volta à vida. Como vocês devem imaginar, o pobre coitado não consegue evitar e a trindade maldosa retorna. O gatinho acabou conquistando o público com seu carisma.

Fígaro

Fazendo sua estreia nas telas em 1940, o gatinho Fígaro surgiu como o mascote do sonhador Gepeto. Antes dele criar o Pinóquio, o homem considerava o pequeno felino seu melhor amigo. Na casa de madeira, Fígaro gostava de brincar, dormir com seu cobertorzinho e implicar com a peixinha Cléo, que era apaixonada por ele. Apesar de não ter tanto destaque na trama, Fígaro conseguiu um feito impressionante: ser o personagem favorito do lendário Walt Disney. Por conta disso, o gatinho estrelou alguns curtas depois do filme e atualmente é o mascote oficial da primeira-dama da Disney: Minnie Mouse.

Luna

Encerrando a matéria, precisamos falar de Sailor Moon, o Mangá e o Anime fenômenos nos anos 90, que contam a história de Usagi Tsukino, uma adolescente comum de 14 anos cuja vida virada de ponta-cabeça ao descobrir que ela é, na verdade, uma guerreira espacial renascida para proteger o futuro da Terra e do sistema solar. Assim, Usagi e as outras guerreiras precisam aprender a usar e controlar seus poderes para impedir que uma grande tragédia aconteça. E quem revela a Usagi a verdade sobre sua pessoa é justamente a gatinha Luna, que fala e passa a servir como um tipo de mentora e conselheira da protagonista, além de ajudá-la a descobrir mais sobre sua família e sua linhagem universal. Inicialmente mostrada como uma gatinha, posteriormente é revelado que a Luna é uma alienígena do Planeta Mau (“Mau” é “Gato” em egípcio).

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Pedro Sobreirohttp://cinepop.com.br/
Jornalista apaixonado por entretenimento, com passagens por sites, revistas e emissoras como repórter, crítico e produtor.

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