Andrew Stanton não é um nome pouco conhecido – e o motivo é bem simples: o diretor, roteirista e produtor é uma das geniais mentes por trás das animações da Pixar e, dentre seus principais projetos, podemos citar o impecável ‘Procurando Nemo’, a sequência ‘Procurando Dory’ e, por fim WALL-E, que completou treze anos recentemente.

Esta última produção chegava aos cinemas em 2008 seguindo os passos do adorado ‘Ratatouille’, prometendo reconstruir o panteão cinematográfico da forma mais inesperada possível e focando em um pequeno robô solitário que vive numa Terra manchada pela poluição e pelo total abandono. Quando pensava que seu dia a dia não pudesse mudar, ele conhece a robô EVA e parte para uma aventura espacial para resgatar a humanidade.

Aclamado pela crítica especializada e pelo público, WALL-E é até hoje considerado um dos melhores filmes da década e levou para casa dezenas de prêmio, incluindo o Oscar de Melhor Animação – além de ter feito um estrondo enorme na bilheteria mundial.

Para celebrar o longa-metragem, o CinePOP separou uma breve lista com oito curiosidades de bastidores, que você confere abaixo:



PRÊMIOS E MAIS PRÊMIOS

WALL-E tornou-se o primeiro filme da Pixar a ser indicado para seis estatuetas do Oscar: Melhor Roteiro OriginalMelhor Trilha SonoraMelhor Canção OriginalMelhor Edição de SomMelhor Mixagem de SomMelhor Animação, levando o prêmio por esta última categoria. Até hoje, é a animação com mais nomeações, empatando com ‘A Bela e a Fera’, de 1991.

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RECORRENDO AOS CLÁSSICOS

Para explorar as possibilidades da mais pura narrativa visual, Stanton e a equipe criativa da Pixar assistiram a todos os filmes de Charles ChaplinBuster Keaton, tanto curtas quanto longa-metragens, todos os dias por nada menos que 18 meses.



AXIOM

O nome da espaçonave que carrega os últimos humanos se chama Axiom, cuja tradução significa axioma. Na filosofia e na matemática, um axioma é uma constatação inquestionável e imutável que é apreendido por todos – nesse caso, o fato da Terra não ser mais um planeta sustentável e todos terem de se isolar no espaço.

VERSATILIDADE VOCAL

Boa parte dos robôs são “dublados” pelo editor, roteirista e diretor Ben Burtt através de sons mecânicos de sua própria criação. Ele gravou aproximadamente 2500 sons para o longa (a encargo de comparação, o dobro da média dos criados para um filme da saga ‘Star Wars’). Seu envolvimento com a produção durou dois anos.

WALL-E EM CHERNOBYL

Os artistas conceituais estudaram imagens de Pripyat, na Ucrânia (cidade onde ocorreu a explosão da Usina de Chernobyl), e da cidade de Sofia, na Bulgária, para construir um planeta distruído. O diretor de arte Anthony Christov, inclusive, é da Bulgária e sabia dos problemas da capital do país europeu em armazenar lixo.

PERSPECTIVA FILMADA



Stanton fez o máximo para conseguir criar um visual “filmado”, simulando a utilização de diversas lentes para o longa-metragem. Um dos exemplos é o “erro de foco” na cena do supermercado, em que WALL-E é esmagado por carrinhos de compra: a imagem sai de foco momentaneamente e então as lentes dão zoom no personagem.

ALÔ, DOLLY!

A produção foi obrigada a “trapacear” na sequência em que WALL-E assiste ao clássico musical ‘Alô, Dolly!’, de 1969, em que os amantes seguram as mãos. No filme original, não há nenhum quadro em close desse momento; dessa forma, a Pixar conseguiu a permissão para mudar esse elemento no musical e relacioná-lo à solidão do robô.

IDEIA ERRADA

O roteiro original mostraria EVE sendo raptada por pequenos alienígenas verdes, motivando WALL-E a partir em uma missão para resgatá-la. A ideia foi descartada quando falhou em agradar a qualquer um que ouvisse a história, forçando os animadores a, literalmente, voltar para a mesa de criação.


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