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Wolf Creek - Viagem ao Inferno

Mais um filme de terror amedontrador surge nos cinemas em um período que a censura americana destrossa filmes realmente assustadores. Produzido às escuras e sem muito marketing, 'Wolf Creek - Viagem ao Inferno' acabou sendo uma das maiores revelações do ano.

Ainda mais inteligente que os filmes de terror convencionais , este consegue se firmar diferenciando-se dos clichês do gênero, e se torna parecido com um documentário macabro. O primeiro acerto do filme é o roteiro, que ao invés de colocar diálogos soltando pistas do que irá acontecer ou quem irá morrer em seguida, aplica conversas banais e desnecessárias, que mostram a personalidade de cada personagem, nunca mostrando realmente quem são os próximos a ir para o saco e/ou quem será o(a) mocinho(a) da produção.



Baseado em fatos reais, Wolf Creek - Viagem ao Inferno acompanha a aterrorizante jornada de três mochileiros no interior da Austrália. Liz Hunter (Cassandra Magrath, ) e Kristy Earl (Kestie Morassi) são inglesas e viajam pela Austrália na companhia de Ben Mitchell (Nathan Phillips).

No coração do país, isolados, eles chegam até o Parque Nacional Wolf Creek e curtem a deslumbrante paisagem da segunda maior cratera do mundo. Quando decidem partir, ao final do dia, os relógios e o carro dão pane. Os três entram e pânico, até que um caminhão aparece, o motorista oferece ajuda e os leva ao seu acampamento, numa mina abandonada. Mal eles sabiam que a última coisa que forasteiros devem fazer é se meter com um caipira, sobretudo se ele os leva até um fim de mundo e conta histórias esquisitas sobre como matar cangurus e destripar javalis. O risco é não apenas pagar com a própria vida, mas sofrer um bocado antes de entregá-la.

O estilo do vilão é muito bem construído, assim como os personagens. Essa personalidade dada aos principais integrantes da trama transformão o filme ainda mais assustador. A direção também é perfeita: as imagens cruas, as paisagens obscuras e a manipulação da camêra abusam do terror psicológico.

Um filme realmente assustador, além de fugir do clichês convencionais.

Nota:  
Crítica por: Renato Marafon Site Oficial : ---





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