Crítica | Extraordinário é um daqueles raros filmes que nos fazem chorar

Crítica | Extraordinário é um daqueles raros filmes que nos fazem chorar

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A magia do cinema não está nos efeitos especiais revolucionários, mas sim na capacidade de causar sentimentos. Não são necessários muitos recursos para um filme te fazer sentir medo, rir ou chorar. No caso de ‘Extraordinário’, uma boa história e ótimos atores foram necessários para me fazer sair da sala de cinema aos prantos. Sabe quando você chora tanto que fica com os olhos vermelhos e inchados?

Extraordinário’ é baseado no romance homônimo de 2012 escrito por R.J. Palacio, e retrata a vida do garotinho Auggie Pullman – que nasceu com uma séria síndrome genética que o deixou com deformidades faciais. Mesmo após por diversas cirurgias e complicações médicas ao longo dos seus poucos anos de vida, seu rosto continua deformado.

Com a ajuda de seus pais Isabel (Julia Roberts) e Nate (Owen Wilson), o menino procura se adequar a uma nova rotina quando ingressa pela primeira vez na escola – e precisa encarar os olhares curiosos das outras crianças. Usando uma história simples e poucos elementos, o filme consegue emocionar ao abordar o bullying com uma visão diferente e quebrar os padrões de beleza impostos pela sociedade.

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A jornada do pequeno Auggie é contada de vários pontos de vista diferentes: a de sua mãe, que teve um choque quando descobriu que seu filho havia nascido com um problema congênito, de sua irmã, que nunca teve muita atenção de sua família por causa do irmão, e a do próprio garoto – que nos primeiros minutos na escola descobre quão maldosas as pessoas podem ser.

Apesar de trazer o bullying como principal tema, o filme consegue entregar uma história leve e divertida – com uma belíssima mensagem.

O canadense Jacob Tremblay já provou ser o melhor ator de sua geração ao roubar a cena em ‘O Quarto de Jack’ e faz novamente ao dar vida a Auggie. Apesar de estar sob uma maquiagem pesada para deformar seu rosto, o ator consegue encantar com uma atuação expressiva e digna de uma indicação ao Oscar. É ele quem rouba todas as cenas e consegue emocionar o espectador com poucas palavras.

Julia Roberts está sensacional na pele da mãe do garoto, uma mulher que sabe o que seu filho passará ao longo da vida por ser diferente e sofre com ele. Os diálogos afiados entre Roberts e Trembley são deliciosos, e a dupla demonstra uma química absurda em tela.

Izabela Vidovic rouba a cena como a jovem Via, a irmã do protagonista que luta para ser notada pela família enquanto todos estão preocupados com seu irmão. Já Owen Wilson entrega uma atuação sólida, mas não memorável. Ah, e não esqueçam de reparar na rápida aparição de Sonia Braga, que em apenas uma cena consegue demonstrar todo o poder de sua atuação.

O diretor Stephen Chbosky, que já havia nos entregado o sensacional ‘As Vantagens de Ser Invisível’, sabe mesclar o humor e o drama de maneira eficiente e extraordinária. Sua direção nos leva para uma jornada pelos sentimentos dos personagens, enquanto consegue tirar sensações dos espectadores.

Extraordinário’ é um daqueles raros filmes que nos fazem rir, chorar e se emocionar. Desculpe o trocadilho, mas ‘Extraordinário’ é Extraordinário.


Crítica | Extraordinário é extraordinário... e vai te fazer chorar litros!


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