Crítica | Valerian e a Cidade Dos Mil Planetas é uma experiência sensorial confusa “pra chuchu”

Crítica | Valerian e a Cidade Dos Mil Planetas é uma experiência sensorial confusa “pra chuchu”

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Que Luc Besson é um gênio, não há dúvidas. Mas como todos os gênios, às vezes ele tem uma dificuldade muito grande em se expressar. E como é ele quem escreve a maioria dos roteiros das produções que dirige, isso pode se tornar um programa.

Seu currículo é feito de altos e baixos, de produções visionárias a filmes medianos. Foi ele quem fez as obra-primas ‘O Quinto Elemento‘ e ‘O Profissional‘, e o ótimo ‘Lucy’ – e acredite: se você acha que a Scarlett Johansson vira um “pen drive”, você não entendeu o filme.

Seus filmes sempre partem de uma ideia genial, mas nem sempre ele consegue se expressar de maneira clara. E é aí que reside o grande problema de sua nova produção, o inovador ‘Valerian e a Cidade dos Mil Planetas’.

     

A ficção científica baseada nas histórias em quadrinhos francesas “Valerian et Laureline” é um espetáculo visual que consegue superar ‘Avatar’, mas tem uma trama longa e cansativa que cansa o espectador.

Quando um roteirista precisa estacionar a história para recapitular e explicar tudo o que está acontecendo, significa que ele não fez um bom trabalho. Aqui, Besson precisa usar esse recurso DUAS vezes. Desnecessário e cansativo, o filme seria muito melhor sem essas pausas explicativas.

Outro problema da produção está no seu casting. Apesar de ter descoberto as talentosas Natalie Portman (‘O Professional’) e Milla Jovovich (‘O Quinto Elemento’), ele erra feio ao tentar catapultar a carreira da sofrível Cara Delevingne – que como atriz é uma ótima modelo.

Delevingne traz todos os seus trejeitos para a personagem – como seu famoso sorriso de um lado só – e não tem química nenhuma com seu co-protagonista, Dane DeHaan.

DeHaan dá o seu melhor, mas também não tem cacife para levar um filme nas costas – alguém se lembra de ‘A Cura’? Ele entrega um bom protagonista, mas a história é focada no romance – e ninguém consegue criar empatia pelo casal.

O destaque fica pelas criaturas digitais e pela cantora Rihanna – que literalmente dá um show em cena. Sua participação é muito maior do que eu imaginava, e sua personagem – a fofa Bubble – tem o arco dramático mais aprofundado do filme. Apesar de ficar em cena por apenas 10 minutos, Rihanna consegue roubar os holofotes para ela.

Por fim, ‘Valerian e a Cidade dos Mil Planetas’ é uma experiência sensorial. Os efeitos visuais de ponta nos levam para uma viagem pelas galáxias que nos permitem fantasiar, e aqueles seres e planetas chegam a ser palpáveis tamanha a perfeição do CGI usado por Besson. Ele consegue criar texturas que transformam o filme em uma das melhores produções visuais dos últimos anos. As cores e os detalhes dos visuais criados são belíssimas como pinturas renascentistas, e fazem valer o ingresso. Em 3D e IMAX a experiência é ainda mais encantadora.

Assista a crítica:


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