InícioDestaque10 Clássicos do Suspense que te Farão Gelar a Espinha nesse Halloween!

10 Clássicos do Suspense que te Farão Gelar a Espinha nesse Halloween!


A época mais assustadora do ano já está entre nós. Faltam poucos dias para o halloween. Como de praxe, todo ano aqui no CinePOP, preparamos diversas listas com filmes para serem degustado nessa data – sejam eles dos mais variados gêneros e para os mais variados gostos. Sim, nem só com filmes de terror a data é celebrada pelos cinéfilos. Aqui, por exemplo, resolvemos dar foco ao suspense para compor essa nova matéria de dicas. Isso significa que os fãs de cinemas não muito chegados ao terror (pelos mais variados motivos, podem ter medo ou simplesmente achar bobo) podem entrar no clima e curtir um filme um pouco mais intenso, que se enquadre também na categoria de certo bom gosto e classe. Afinal, o suspense é o “primo rico” do terror. Confira abaixo.

Louca Obsessão

O que pode ser mais assustador do que ser uma pessoa famosa, cair nas garras de seu maior fã, somente para descobrir que tal pessoa é completamente desequilibrada? É justamente isso que Stephen King imaginou ao criar o livro ‘Misery’, no qual este filme é baseado. Diferente de outras adaptações renegadas pelo autor, King gostou tanto de ‘Louca Obsessão’, que disse que o longa conseguiu aprimorar seu material. Na trama, James Caan (‘O Poderoso Chefão’) vive Paul Sheldon, um famoso autor que se isola nas montanhas geladas para terminar seu mais recente livro.



Após sofrer um acidente de carro, o sujeito é resgatado pela enfermeira Annie Wilkes (Kathy Bates), que se diz sua fã número um. De começo ele entende que precisa ficar sob os cuidados da mulher até se recuperar, mas com o passar do tempo começa a descobrir que se tornou prisioneiro dela. Bates ganhou o Oscar de melhor atriz por seu trabalho aqui. O texto é tão potente que foi adaptado para o teatro na Broadway e em vários países, como no Brasil.

Cabo do Medo

Por falar em adaptação, aqui temos uma dirigida por ninguém menos que o mestre Martin Scorsese. Curiosamente, quem iria dirigir era Steven Spielberg, mas terminou achando o material pesado demais para o seu estilo, e terminou apenas produzindo através de sua Amblin, chamando o amigo para substituí-lo na cadeira de direção. Scorsese escala seu usual protagonista Robert De Niro para viver um ex-presidiário Max Cady, um sujeito desprezível, estuprador de mulheres. Depois de cumprir toda a sua pena, ele decide colocar em sua mira agora o advogado que devia ter lhe defendido.

Acontece que durante esse tempo na prisão, Cady estudou muitos livros de direito e se tornou praticamente um advogado, descobrindo assim que seu defensor na época não fez tudo o que podia para livrá-lo da encrenca. Seu advogado, papel de Nick Nolte (numa atuação totalmente diferente em sua carreira), agora começa a ser assediado, e vê sua família (Jessica Lange e Juliette Lewis – respectivamente a mulher e filha) em perigo. Ah sim, também é baseado em um livro e havia sido levado ao cinema anteriormente em um clássico de 1962.

A Mão que Balança o Berço

Ainda no tópico dos remakes, em breve receberemos aqui no Brasil, através da plataforma da Disney+, a reimaginação deste clássico moderno, sobre uma babá assustadoramente desequilibrada. A refilmagem só chega no dia 19 de novembro, e para ir aquecendo os motores nada melhor do que revisitar o clássico absoluto da década de 90, que contou com a loiraça Rebecca De Mornay em seu papel de maior sucesso. Ela vive Peyton, uma mulher atrás de vingança, que arruma emprego como babá de uma típica família americana. O objetivo da vilã, no entanto, é destruir essa estrutura e pegar esta família para si. Uma curiosidade é que no elenco temos um dos primeiros papeis da carreira de Julianne Moore.

Dormindo com o Inimigo

Em cartaz nos cinemas pelo mundo com o thriller dramático ‘Depois da Caçada’, Julia Roberts mostra que continua no domínio de sua arte como poucas. Roberts conseguiu manter sua majestade e relevância em Hollywood ao longo de quatro décadas – feito para poucos, ainda mais se for uma mulher na meia idade. No início de sua carreira nos anos 90, após o sucesso de ‘Uma Linda Mulher’, a estrela resolveu seguir por filmes mais intensos de suspense. O primeiro foi ‘Linha Mortal’.

Porém, ainda mais assustador e ainda bastante atual (infelizmente) é ‘Dormindo com o Inimigo’ – que falava sobre abuso e violência doméstica há 34 anos, em um filme de grande abrangência. No filme, Roberts vive uma mulher casada com um sujeito rico e poderoso, porém, completamente controlador, obsessivo e que de uma hora para a outra pode surtar – seja por ciúmes, ou simplesmente porque as coisas não estão do jeito que quer. Como mudar esse quadro? Ela tem um plano.

Eclipse Total

Voltando para o primeiro item de nossa lista, ‘Louca Obsessão’ é definitivamente uma das melhores adaptações de uma obra de Stephen King – e deu para Kathy Bates o Oscar de melhor atriz. Vendo o potencial da parceria, Hollywood quis logo repetir a dobradinha. Assim, Bates foi prontamente escalada para uma segunda adaptação do livro de King. Assim como o primeiro, este também é um suspense, sem qualquer elemento sobrenatural que geralmente habita as obras do autor. Enquanto ‘Louca Obsessão’ era um thriller mais direto e arrepiante, ‘Eclipse Total’ ou ‘Dolores Claiborne’ no original, pode ser definido como um suspense dramático.

No centro da história está a relação de uma mãe (Bates) e sua filha traumatizada (papel de Jennifer Jason Leigh). Acontece que sua mãe é a principal suspeita em uma morte que ela jura ter sido acidental. A senhora de quem ela era cuidadora cai pelas escadas da grande casa, a deixando como herdeira. Poderia realmente ser um acidente, mas existe um agravante. Há décadas, ela se envolveu num caso parecido, com a morte de seu marido abusivo, o pai da personagem de Leigh. E agora?

O Aprendiz

E aqui temos Stephen King outra vez! Acho que não dá para falar de halloween sem escolher produções baseadas no autor, sejam elas de terror ou suspense. O escritor possui inclusive alguns grandes dramas em seu currículo, como é o caso dos já lendários ‘Um Sonho de Liberdade’ e ‘À Espera de um Milagre’. Só faltou mesmo alguma comédia em seu currículo. Voltando para o suspense, aqui ele escreve sobre nazistas, que fugiram da Alemanha após a Segunda Guerra e recomeçaram suas vidas incógnitos nos EUA.

É onde começa nossa história, com o jovem Todd Bowden, papel do falecido Brad Renfro (morto aos 25 anos da vida real). O rapaz está estudando a Segunda Guerra e o nazismo na escola e começa a se interessar bastante sobre o tema, até de forma obsessiva e estranha. É isso que o leva a reconhecer em um livro de história seu vizinho, o idoso Dussander (papel do grande Ian McKellen), justamente um nazista fugido da Alemanha. O rapaz faz uma proposta ao criminoso, não irá entrega-lo a justiça, desde que conte com detalhes como foi o holocausto e os horrores realizados pelos nazistas.

Medo

Agora não temos mais Stephen King, mas temos Mark Wahlberg e Reese Witherspoon em um thriller juvenil arrepiante até o último fio de cabelo. No mesmo ano em que era lançado o terror ‘Pânico’, era lançado também o suspense ‘Medo’, o pesadelo de qualquer pai de menina adolescente. Uma família se muda para uma nova cidade. A jovem Nicole (Witherspoon) conhece e se apaixona por um rapaz que, à primeira vista, parece ser o príncipe encantado, papel de Wahlberg. O pai dela, William Petersen, é claro, está reticente com essa história. Porém, aos poucos o sujeito vai revelando sua verdadeira natureza obsessiva e perturbada, e quando seu lado sombrio vem à tona, esta família se vê em problemas sérios, nesta espécie de ‘Cabo do Medo’ para a geração MTV.

Um Crime Perfeito

Que tal outro mestre do suspense? Bem, muitos dirão que só existe um: Alfred Hitchcock. O que o diretor Andrew Davis (‘O Fugitivo’) consegue aqui é o impossível: melhorar Hitchcock. Sei que parece sacrilégio para os puristas, e até mesmo para mim, que sou um fã inveterado do rotundo cineasta britânico. Porém, ‘Um Crime Perfeito’ não é somente mais moderno do que ‘Disque M para Matar’ (que possui um título bem mais legal, e que deveria ter sido mantido), é uma melhoria na história, ao mesclar dois personagens em um só (o amante e o amigo do “favor”) e deixar tudo mais enxuto e plausível. Na trama, Michael Douglas é o marido mais velho e que só pensa em trabalho de Gwyneth Paltrow. A jovem esposa logo arruma um amante, papel de Viggo Mortensen. O marido descobre. E daí em diante forma-se um infernal plano de assassinato, repleto de reviravoltas, que nos leva por caminhos bastante inesperados.

O Colecionador de Ossos

Baseado em um livro de sucesso, o autor Jeffrey Deaver na realidade escreveu uma série de livros com o personagem Lincoln Rhyme, interpretado aqui magistralmente por Denzel Washington. Uma pena que, apesar do sucesso do filme, esta tenha sido a única investida na época. Teria sido interessante ver uma continuação com Denzel vivendo o mesmo personagem. Na trama, Rhyme é um investigador da polícia, que termina ficando tetraplégico após um acidente no trabalho. Agora, ele passa o dia sob os cuidados da enfermeira Thelma, papel de Queen Latifah.

Por possuir uma mente brilhante para a investigação, seus antigos parceiros chegam com um novo caso para que ele os ajude. Um assassino em série tem sequestrado e matado pessoas de maneiras requintadas e cruéis. Rhymes concorda em ajudar, desde que possa trabalhar com a policial novata que descobriu o primeiro corpo, papel de Angelina Jolie. A dinâmica aqui tem um pouco de ‘O Silêncio dos Inocentes’, com uma policial novata sendo ajudada por um mentor aprisionado (seja na cadeia ou em uma cama).

8mm

Terminando a matéria temos o suspense mais barra-pesada da lista. ‘8mm’ foi dirigido por ninguém menos que Joel Schumacher, o sujeito que fez os dois filmes mais “coloridos” de Batman. Porém, se o cineasta não deu certo com Batman, saiba que ele possui outros filmaços em sua carreira, alguns até mesmo bastante intensos, como ‘Os Garotos Perdidos’ e ‘Tempo de Matar’. O mais pesado deles é ‘8mm’, que traz Nicolas Cage no papel de um investidor particular, que descerá até o inferno em seu novo caso, assim como os detetives de ‘Seven’. Acontece que uma idosa rica, descobriu dentro do cofre de seu marido, após a morte dele, um rolo de filme. A película mostra um filme pornô em que uma jovem é aparentemente espancada e morta. A idosa então pede para o detetive descobrir se o filme é real. E para isso ele precisará entrar no submundo dos chamados filmes “snuff’. Completando o elenco, Joaquin Phoenix e o saudoso James Gandolfini.

Bônus: Estranhos Prazeres

Na categoria de filmes cult subestimados e que você precisa conhecer, ‘Estranhos Prazeres’ é uma verdadeira pérola escondida. Dirigido por Kathryn Bigelow, que hoje comanda filmes de prestígio como ‘Guerra ao Terror’, ‘A Hora mais Escura’ e o recente ‘Casa de Dinamite’, mas que no começo de carreira realizava filmes de gênero como ‘Quando Chega a Escuridão’, ‘Jogo Perverso’ e ‘Caçadores de Emoção’. Aqui, ela realiza sua ficção científica numa história passada na virada do milênio. Nesse futuro, uma tecnologia permite que nossos olhos se tornem câmeras e que nossas experiências sejam gravadas em pequenas mídias, para serem vivenciadas por outras pessoas.

Seja relações sexuais, seja perseguições policiais, ou até mesmo assassinatos, o mercado negro desta tecnologia vende todas as taras que o cliente desejar. Nesse contexto, o ex-policial Nero (Ralph Fiennes), hoje um traficante de tais experiências, se depara com um vídeo perigoso de assassinato, e se vê no meio de uma conspiração. O protagonista possui duas mulheres em sua vida. A ex, de quem nunca esqueceu, uma cantora de rock vivida por Juliette Lewis, e a melhor amiga e espécie de segurança, Mace, papel da belíssima Angela Bassett.

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