Em cartaz nos cinemas de todo o mundo, o terceiro capítulo da franquia Avatar está dominando as bilheterias, já tendo arrecadado mais de 1 bilhão de dólares ao redor do globo. Sem sinal de queda, o longa é mais um sucesso de bilheteria dos azulões de James Cameron, que segue encantando o público com suas aventuras por Pandora.

No último ano, lançamos um especial com 10 curiosidades de ‘Avatar’, a maior bilheteria da HISTÓRIA do cinema, mas como o filme ainda esconde muitas histórias de bastidores, o CinePOP preparou uma parte 2 com mais 10 curiosidades que você talvez não conheça. Confira!
Linha dura

Conhecido por seu temperamento forte, o diretor James Cameron não foi diferente durante as filmagens de Avatar. Grande opositor do uso de telefones celulares durante as gravações, Cameron carregava uma pistola de pregos para botar medo na equipe. Ele dizia que o telefone que tocasse durante as filmagens conheceria a pistola. Além disso, ele ostenta uma grande coleção de bonés, mas escolheu um muito especial para as filmagens. Ele andava pelos sets com um boné com a sigla “HMFIC”, que significava algo como “Chefe filho da p… no controle”.
Experiência real

Como o filme seria todo gravado em estúdio, James Cameron optou por reunir o elenco para ter contato real com a natureza. Ele juntou a turma no Havaí, onde passaram semanas fazendo trilhas pela floresta, entendendo como é andar no meio do mato e como funcionaria questões espaciais, com as folhas batendo no corpo, e as sonoras, como os barulhos de animais surgindo do nada. Foi uma boa forma de dar um “gostinho” de Pandora para os atores.
Entrou na personagem

Quem melhor embarcou na experiência foi a atriz Zoe Saldaña. Durante as trilhas, que só eram realizadas durante o dia – eles passavam a noite em um hotel de luxo – ela participava das caminhadas utilizando trajes similares aos de sua personagem, além de andar com uma cauda improvisada. Ela utilizou essa oportunidade para tentar entender como a Neytiri se moveria.
Mostrar serviço

O envolvimento tão profundo de Saldaña no projeto não foi por acaso. Ela sabia que não era a primeira opção para o papel e queria mostrar serviço para justificar sua escolha para o projeto. Por isso, ela não utilizou efeitos ou dublês para sua personagem. Todas as cenas da Neytiri que não foram geradas completamente por computador tiveram participação da atriz, que fez o trabalho completo de captura de movimentos, registros faciais e vocais da personagem. A título de curiosidade, a primeira opção de Cameron para o papel era a atriz Q’orianka Kilcher, que interpretou a Pocahontas (uma das inspirações do filme) no longa O Novo Mundo (2005). A atriz, porém, estava envolvida com outro projeto e não pôde participar.
CGI

O personagem de Sam Worthington, Jake Sully, é cadeirante no filme. Por conta da condição, ele possui pernas atrofiadas. Para interpretar o papel, Sam não fez um treino especial para perder massa muscular. Na verdade, as pernas são de resina, feitas com base nas pernas de um ator cadeirante de verdade. Para gravar, Sam usou a cadeira, mas teve as pernas apagadas digitalmente e substituídas pelas próteses na pós-produção.
Referência

Na cena em que Jake, Norm e a Dra. Grace entram em uma escola abandonada, a doutora pega um livro do chão. Se você pausar o filme, poderá ver que trata-se do livro O Lorax, clássico do Dr. Seuss. O livro em questão tem uma trama muito similar a de Avatar, já que conta a história de uma floresta isolada que é alvo de uma grande corporação, enquanto os protagonistas tentam protegê-la a todo custo, dada a importância das árvores para o meio ambiente e da manutenção das culturas presentes na região.
Rosto rejuvenescido

Falando na Dra. Grace, o time de efeitos visuais penou muito para conseguir modelar um rosto para o Avatar dela. Isso porque os traços do rosto da atriz Sigourney Weaver foram considerados muito difíceis de adaptar ao rosto dos Na’Vi, principalmente o nariz dela. Por conta disso, a equipe da Stan Winston Studio recorreu ao passado e criou o rosto Na’Vi dela com base nos moldes do rosto dela no filme Alien: O Oitavo Passageiro (1979).
Tudo azul

James Cameron deu duas justificativas para os Na’Vi serem azuis. A primeira – e mais sincera – das respostas é que ele realmente gosta muito da cor azul e achou que eles ficariam legais assim. Ele também comentou que remete a um sonho que a mãe dele quando ele era criança, em que uma mulher azul gigante a perseguia. Ele desenhou o que imaginava ter sido o sonho da mãe e guardou. Por fim, ele explicou que também gostou da ideia do azul remeter às representações das divindades hindus.
Marcante
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Outro ponto decisivo para a escolha do azul como a cor dos personagens foi criar uma identidade marcante. Quando ele pensou nos alienígenas gigantescos, imaginou ETs verdes, mas o Hulk já estava brilhando nos cinemas. Amarelo? As pessoas pensariam no Bob Esponja. Cores mais próximas aos tons de pele dos humanos não passariam a ideia de alienígena, então restaram azul e roxo. Porém, ele optou por usar o roxo para representar a flora do planeta, restando apenas o azul para criar personagens que ficassem eternizados na mente do público.
Carros

A megafauna de Pandora teve várias inspirações. Dentre grandes mamíferos, como rinocerontes, cavalos e panteras, a principal inspiração para eles foram os insetos. Por isso que todos trazem carapaças e possuem cerca de seis patas. Além disso, os orifícios respiratórios presentes nas laterais dos bichos vieram de outra grande paixão de James Cameron: carros esportivos. Ele gostava do impacto visual que as entradas de ar davam aos automóveis e decidiu trazê-las para os animais.
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