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10 curiosidades de ‘King Richard – Criando Campeãs’, o filme que deu o Oscar a Will Smith


Lançado em 2021, King Richard – Criando Campeãs definitivamente se tornou o filme da vida de Will Smith. Além de ter dado a ele sua maior glória profissional, ele o levou a um período de afastamento de Hollywood por conta de um evento que mexeu com a internet nos já distantes tempos de pandemia.

A trama, que acompanha a história de luta, sacrifícios, glórias e vitórias da família Williams, que ficou eternizada na história do tênis mundial com as tenistas Serena e Vênus Williams, fez muito sucesso por trazer mensagens de perseverança e trabalho duro. Pensando nisso, o CinePOP separou 10 curiosidades que você talvez não conheça sobre o filme. Confira!



Black List

Apesar do sucesso do filme, King Richard foi uma história que por pouco não viu a luz do dia. Ele foi encontrado na Black List de 2018, uma publicação anual que lista os roteiros considerados promissores que foram oferecidos aos grandes estúdios de Hollywood, mas não atraíram o interesse dos acionistas. É como uma lista de segundas chances. Filmes premiadíssimos, como Argo, Quem Quer Ser um Milionário? e Spotlight – Segredos Revelados, também foram descobertos na Black List.

Reuniões

Por ter sido idealizado durante a pandemia, King Richard contou com um processo de preparação bem diferente do padrão para a época: as leituras do roteiro com o elenco foram praticamente todas feitas por meio de reuniões via zoom. Apesar da grande química do elenco, ela começou a nascer de forma virtual. Hoje em dia, esse tipo de reunião ficou mais comum.

Divisão

Quando foi contratado para fazer o filme, Will Smith foi seduzido pela possibilidade de interpretar um homem de fé e de crença no trabalho duro como forma de ascensão social, que são filosofias que ele leva na vida, mas também – e principalmente – por um salário equivalente a 40 milhões de dólares. No entanto, por conta da pandemia, a Warner optou por realizar o lançamento híbrido do filme. Ele teria sessões limitadas nos pouquíssimos cinemas abertos pelo mundo, e estrearia simultaneamente no streaming, sem o pagamento de valores adicionais. Essa decisão comprometeu o salário de grande parte dos funcionários da produção, que tinham acordado receber de acordo com o desempenho do filme nas bilheterias. Visando reduzir o prejuízo de seus companheiros de trabalho, Will pegou seu salário e dividiu com a equipe.

Predestinada

Atriz que deu vida a Serena Williams no filme, a jovem Demi Singleton já tinha alguma conhecimento sobre a vida da tenista, já que havia interpretado a jovem Serena no ano de 2019 em um comercial para o aplicativo de namoros Bumble para o intervalo do Super Bowl daquele ano. Além do mais, sua aparência era muito próxima a da jovem Serena, fazendo dela a escolha perfeita para o papel.

Mão trocada

Saniyya Sidney, que deu vida à jovem Vênus Williams, precisou enfrentar um treinamento muito intenso para entrar na personagem. Além dela nunca ter jogado tênis na vida, o que já tomaria bastante tempo para aprender, ela é canhota, enquanto Vênus é destra. Ou seja, ela treinou de segunda a sexta-feira para aprender a jogar tênis com sua mão trocada, além, claro de ter entrado em uma dieta especial para assumir um físico parecido com o da tenista.

Conflito de agenda

Will Smith foi um dos poucos que se salvou no fiasco Esquadrão Suicida (2016). Apesar de ter feito uma boa bilheteria e ter vencido um Oscar de Melhor Maquiagem, o longa foi massacrado pela crítica, tanto que ganhou uma sequência com todo jeitão de reboot. No entanto, quando assumiu o projeto de O Esquadrão Suicida (2021), o diretor e roteirista James Gunn queria contar com o retorno do Pistoleiro de Will. O “problema” é que Smith já estava 100% comprometido com King Richards e não conseguiria deixar as filmagens para gravar na Argentina com o elenco. Por isso, a saída foi trocarem o personagem pelo Sanguinário, de Idris Elba, que tinha um background muito parecido com o Pistoleiro. Pode reparar como eles são praticamente o mesmo personagem.

Caminhos parecidos

Ao contrário de Will, que abriu mão de seu papel na franquia Esquadrão Suicida, Jon Bernthal fez testes para interpretar o papel de Rick Flag no filme de 2016, mas perdeu para Joel Kinnaman. Acabou que a parceria com Smith viria a acontecer anos mais tarde, em King Richard, onde Jon foi o escolhido para dar vida ao treinador Rick Macci.

Transformação

Vindo de projetos em que interpretava militares, Jon Bernthal chegou com um físico atlético impecável. Porém, ele precisou passar por um intenso treinamento para conseguir a aparência correta do personagem. Ele adaptou seu físico e perdeu cerca de 13 kg para ficar com o biotipo de um tenista, além de ter tomado aulas com Kamea Medora, uma das melhores tenistas juvenis do mundo, para entender mais como funcionava o cenário do tênis infantojuvenil e como eram as movimentações e treinamentos corretos.

Oscar

King Richard foi o quarto papel biográfico da carreira de Will Smith nos cinemas. Antes dele, Will havia feito Ali (2001), À Procura da Felicidade (2006) e Um Homem Entre Gigantes (2015). O curioso é que, com exceção do longa de 2015, Will foi indicado ao Oscar na categoria de Melhor Ator em todos os seus papéis biográficos. E antes dele alcançar a glória máxima com seu Oscar em King Richard, Will havia perdido em suas outras indicações para atores negros (Denzel Washington em 2002 e Forest Whitaker em 2007).

Do luxo ao lixo

Infelizmente, a noite mágica de Will acabaria sendo ofuscada por um surto de destempero. Momentos antes de ser anunciado como vencedor do Oscar de Melhor Ator daquele ano, Will Smith subiu ao palco da cerimônia e deu um tapa no apresentador Chris Rock, que havia feito uma piada envolvendo uma doença autoimune com a ex-esposa de Will, Jada Pinkett Smith. O tapa acabou repercutindo mais que a própria vitória naquela noite. Além disso, rendeu a Will um banimento de 10 anos de eventos e cerimônias da Academia.

King Richard – Criando Campeãs está disponível no HBO Max.

Pedro Sobreirohttps://cinepop.com.br/
Jornalista apaixonado por entretenimento, com passagens por sites, revistas e emissoras como repórter, crítico e produtor.
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