quarta-feira, janeiro 21, 2026

10 IMPECÁVEIS músicas que completam 10 anos em 2026

Destaque10 IMPECÁVEIS músicas que completam 10 anos em 2026

O mundo da música é marcado por vários lançamentos que definiram época – e, bem, é meio assustador que já faz dez anos desde que o cenário fonográfico passava por um de seus momentos mais expressivos no século XIX.

Em 2016, nomes como Beyoncé e David Bowie despontavam com suas respectivas obras-primas, ‘Lemonade’ e ‘Blackstar’, pincelando uma carreira cheia de sucessos com uma inegável longevidade e uma capacidade de reinvenção aplaudível. Artistas como Frank Ocean e Chance the Rapper expandiam seus catálogos com sólidas e memoráveis produções, enquanto Lady Gaga se remodelava em uma persona country com um de seus discos mais pessoais.

Pensando nisso, preparamos uma nova lista especial selecionando dez grandes canções que completam uma década em 2026.



Veja abaixo as nossas escolhas:

“PAWN IT ALL”, Alicia Keys

Através de uma pungente lírica (sua melhor até então), suas críticas à meritocracia e ao supremacismo racial aparecem com clareza apaixonante em “Pawn It All”. Um dos carros-chefe de ‘HERE’, sexto álbum de estúdio da lendária Alicia Keys, a canção é conduzida por um pop-folk e R&B que condecora, acidental ou propositalmente, as cantigas laborais inglesas do século XVII – abrindo espaço inclusive para as populares transgressões do gospel.

“INTO YOU”, Ariana Grande

“Into You” é uma das clássicas assinaturas de Ariana Grande – e não poderia deixar de integrar nossa lista. A faixa é uma das grandes canetadas líricas da performer e traz uma mistura perfeita e bastante equilibrada entre dance-popEDMsynth-popelectro-R&B, discorrendo sobre uma relação amorosa muito sensual e que se consagrou como uma das icônicas iterações das pistas de dança. A canção, inclusive, foi lançada como segundo single oficial do elogiado álbum ‘Dangerous Woman’.

“FORMATION”, Beyoncé

Antes de lançar as obras-primas ‘Renaissance’ e ‘Cowboy Carter’, Beyoncé mudava o cenário musical mais uma vez com o lançamento de sua magnum opus, ‘Lemonade’. Abraçando a cultura afro-americana de maneira crítica, analítica e ácida, além de construir uma narrativa que explorou o cotidiano da mulher negra nos Estados Unidos, o disco veio acompanhado do impecável e memorável lead single “Formation” – que contou com um videoclipe simplesmente irretocável. Apostando fichas em uma mixórdia vibrante de vários gêneros, Queen B reiterou seu intocado status no mundo do entretenimento com a melhor música de sua carreira.

“CLOSER”, The Chainsmokers feat. Halsey

2016 foi um ótimo ano para a música eletrônica – e representou a popularização máxima da dupla conhecida como The Chainsmokers. Funcionando como uma das canções que definiram o ano e que até hoje continuam a aparecer em várias playlists, os DJs se uniram a Halsey, um dos expoentes do indie pop à época, para uma junção de electropop e future bass amalgamado a sintetizadores retrô que falam sobre um relacionamento romântico e sexual. Não é surpresa que o single tenha alcançado o primeiro lugar da Hot 100, tornando-se o maior sucesso dos artistas ao permanecer expressivas 12 semanas no topo.

“I CAN’T GIVE EVERYTHING AWAY”, David Bowie

David Bowie nos deu adeus pouco depois de lançar seu último álbum, o ovacionado ‘Blackstar’ – construindo uma epopeia experimental que funcionou como discurso testamentário à sua vida e obra. E, após divulgar dois singles no ano anterior, ele voltou em abril de 2016 com uma terceira faixa promocional coproduzida por ele e por Tony Visconti. Trazendo elementos do art pop e do alt-dance, Bowie construiu uma narrativa de despedida e vulnerável que nos fez lembrar, mais uma vez, do incrível legado deixado pelo musicista.

“NIKES”, Frank Ocean

Em seu segundo álbum de estúdio, ‘Blonde’, Frank Ocean voltou a conquistar os ouvintes com uma originalidade apaixonante e que o fez despontar como um dos principais nomes da nova geração. O único single promocional para divulgar o álbum veio sob o nome de “Nikes”, assinada por Ocean e James Litherland. A canção é pautada primariamente no R&B futurista, mas expande-se para estilos como avant-pop e o dream-pop através de uma gama emocional amadurecida e muito envolvente.

“MILLION REASONS”, Lady Gaga

Depois de ter navegado pelos primórdios do hyperpop e pelo classicismo atemporal do jazz, Lady Gaga resolveu migrar para as vibrantes construções do glam-rock e do country-pop com o lançamento mais íntimo de sua carreira – ‘Joanne’. E, enquanto o lead single não encantou o público, Gaga começou a recuperar o prestígio que tinha antes do controverso ‘ARTPOP’ com a poderosa balada “Million Reasons”, que se tornou um sucesso inimaginável que está prestes a superar a marca de 1 bilhão de streams no Spotify.

“GOOD AS HELL”, Lizzo

Apesar de ‘Cuz I Love You’ ser considerada a obra-prima de Lizzo, a performer já demonstrava sua incrível capacidade lírica e musical alguns anos antes, principalmente com o lançamento de “Good as Hell”. O lead single de ‘Coconut Oil’ só iria cair na popularidade tempos depois de ter sido lançada oficialmente, consagrando-se como uma das melhores, senão a melhor canção da artista. Misturando soul-popR&B e hip-hop, a irretocável faixa explora temas de empoderamento e amalgama mensagens bastante positivas a uma dançante e envolvente estrutura fonográfica, cortesia da composição de Lizzo e da produção de Reed.

“LOVE ON THE BRAIN”, Rihanna

Apesar de não ter vindo acompanhado de um videoclipe oficial, “Love On The Brain” representa o auge das pulsões criativas de Rihanna – já com dominação total de sua imagética sonora e do que gostaria de trazer a seus fãs. Essa é uma das músicas que, independente de ter feito sucesso comercial ou não, merece nossa atenção – o que não é o caso, visto que atingiu o 5º lugar da Hot 100. Nostálgica, retumbante e narcótica em todos os seus aspectos, a iteração permite que Rihanna entregue uma performance memorável que faz alusão aos anos 1950 e 1960, rendendo-se às baladas souldoo-wop.

“THUMBS”, Sabrina Carpenter

Antes de se transformar em uma das maiores popstars da atualidade, Sabrina Carpenter começava sua carreira de maneira sólida e muito bem pensada – e com seu segundo álbum de estúdio, ‘EVOLution, a cantora e compositora rendeu-se a uma pungente faixa intitulada “Thumbs”. A música se inicia com um conjunto de cordas de tirar o fôlego, dando as bases para uma narrativa que critica o capitalismo predatório e o ciclo sem fim de apatia numa sociedade movida pela ganância e pelo dinheiro – facilmente um dos pontos mais altos da carreira da cantora.

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Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.
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