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10 músicas DIFERENTES para você fugir da mesmice


A indústria fonográfica, assim como todas as áreas do entrenimento, é marcada por um constante bombardeio de novos álbuns e músicas diariamente – tornando a tarefa de acompanhar os artistas quase impossível.

E, enquanto o apreço pelo mainstream é certeiro, ditando as regras do mercado da música, alguns nomes resolvem apostar fichas em construções diferentes e que remam contra a maré do que está em alta.

Pensando nisso, preparamos uma breve lista com dez canções para você fugir da mesmice – e você confere nossas escolhas abaixo.



Veja:

“DEATH BY ROCK AND ROLL”, The Pretty Reckless

A banda de rock The Pretty Reckless ficou um bom tempo sem lançar músicas novas, mas nos presenteou no começo de 2020 com a divulgação de “Death By Rock and Roll”. O lead single do álbum homônimo, lançado no ano seguinte, é uma ode ao hard rock e mistura sensualidade e acidez – além de ser guiado pelos potentes vocais de Taylor Momsen.

“JOAN OF ARC ON THE DANCE FLOOR”, Aly & AJ

“Joan of Arc on the Dance Floor” provavelmente passou longe do radar mainstream de 2020, mas a incursão realizada entre a dupla Aly & AJ é uma das semibaladas mais poderosas do ano. A iteração, movida por sintetizadores e por ecos vocais arrepiantes, amalgama presente e passado ao celebrar uma das figuras mais icônicas da história, Joana D’Arc.

“APOCALIPSIS”, Isabela Merced

Isabela Merced ganhou o mundo ao interpretar Dora, a Aventureira, em um dos filmes mais divertidos do ano. Em 2020, ela conquistou a música com o lançamento de seu primeiro EP – e, com ele, da sensualidade latina e adornada com pungentes trompetes de “apocalipsis”, uma de suas iterações mais maduras até o momento.

“I LOVE YOU’S”, Hailee Steinfeld

Desde o lançamento de “I Love Myself”, Hailee Steinfeld vem trilhando um delicioso caminho de amadurecimento que também passou por “Back to Life”“Afterlife” e, finalmente na incrível rendição de “I Love You’s”, que faz homenagem do melhor jeito possível à canção de Annie Lennox – sem deixar de imprimir sua identidade upbeat e seus profundos e poéticos versos.

“PEDIALYTE”, JoJo

Conhecida por “Too Little Too Late”, JoJo se afastou do mundo da música por mais de uma década antes de retornar com ‘Good to Know’ e com a profunda canção “Pedialyte”, cujas dissonâncias propositais são fruto de sua inspiração pelo dream-pop e pelo finalzinho do new-wave dos Estados Unidos.

“XS”, Rina Sawayama

Em “XS”, Rina Sawayama transforma seu próprio estilo em uma experiência única que transgrede basicamente tudo que se conhece: a cantora e compositora imprime acordes do rock em colaboração à melodia das tubulares baterias e do violão, além de fundi-la a mudanças bruscas de tempo e de progressão que são um deleite para os ouvidos.

“SHAMEIKA”, Fiona Apple

A inexplicavelmente divertida “Shameika” é o carro-chefe de ‘Fetch the Bolt Cutters’, mais novo álbum da aclamada Fiona Apple. Aqui, a performa volta suas influências para o art pop e o baroque pop que a colocou nos holofotes ainda em 1996 com ‘Tidal’, escrevendo um solilóquio de independênia marcado pelo cotidiano e pelo banal.

“DESTROYER”, Of Monsters and Men

Em “Destroyer”, canção lançada sem muito apoio promocional e acompanhada apenas de um bem articulado lyric video, os vocalistas Nanna Bryndís Hilmarsdóttir e Ragnar Þórhallsson calcam uma jornada bastante simbólica, recheada de elementos que ressoam a produção anteriores, mas que se jogam de cabeça no chamber rock e na progressão explosiva de uma narrativa sobre não ter medo de enfrentar seus medos, por mais que caiamos várias vezes.

“BABY 95”, Liniker

Liniker, um dos mais importantes nomes do cenário fonográfico brasileiro contemporâneo, continua a nos encantar lançamento a lançamento – e, em 2021, deu vida à delicada semi-balada “Baby 95”. Estendendo suas ramificações para a simplicidade sonora dos anos 1980, marcada pelo piano e pela ecoante bateria, a artista fala sobre o enlace romântico entre duas pessoas e até mesmo se deixa levar pelas incursões da bossa-nova.

“DOWN”, St. Vincent

Há quatro anos, St. Vincent voltou a provar que é uma das artistas mais incríveis e subestimadas da indústria fonográfica. Na obra, a cantora e compositora demonstra uma afeição pelo desconforto, traduzida com esmero no minimalismo pop-funk de “Down”, que resgata os elementos até mesmo do new wave de Seal (proeminente nos anos 1990). Nessa faixa, a rendição sensual é apenas um artifício mascarado para as reais intenções da cantora: uma vendeta pessoal contra aqueles que lhe fizeram mal.

Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.
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